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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Direto da fonte: helicópteros, wine&sex, Picasso e outras novidades da vindima espanhola pela guapa repórter basca Ohiana Eraso


Por Rogerio Ruschel, editor
A Espanha tem a maior área de vinhedos do mundo: mais de 1 milhão de hectares (o Brasil tem 80.000) e é o terceiro maior produtor mundial de vinhos. A Espanha tem mais de 100 regiões certificadas por Denominações de Origem dos vinhos – veja as principais no mapa abaixo – que por sua vez correspondem a dezenas de Roteiros do Vinho (rutas de viño) porque qualquer vilarejo ou comunidade espanhol sempre terá certeza de que está fazendo um vinho diferente e melhor do que qualquer outros.

Além disso, depois de uma fase de investimentos em tecnologia e modernização nos anos 90 e 2000 - e aproveitando que o mercado internacional de certa forma está se cansando de vinhos similares e de cepas "comuns" - os espanhóis passaram a investir numa grande qualidade de sua vinicultura: a diversidade de uvas e a identidade local de vinhos, que vem sendo valorizada pela redescoberta de castas de uvas regionais e o uso de práticas tradicionais no cultivo e produção. (Veja abaixo um vinhedo em Gipuzkoa, pais Basco, onde se produz o exclusivo vinho Txacoli).

Essa redescoberta das uvas regionais, associado às belezas naturais do país e a pesados investimentos na atração de turistas - com destaque para a arquitetura diferenciada de cantinas e hotéis e o forte perfil promocional nos Roteiros de Vinhos - vem trazendo grande sucesso aos vinhos espanhóis. (Veja abaixo o maciço de Gorbea e o Parque Natural de Urkiola, ambos no País Basco).

Para que os leitores de In Vino Viajas em 44 países estejam sempre bem informados, a partir deste post publicaremos reportagens de Oihana Eraso, uma jornalista de Bilbao, País Basco, Espanha. Ela viaja pelo país perseguindo histórias e reportando novidades de turismo, vinhos e cultura para um programa de televisão e para o blogue e revista eletrônica Agroviajeros.com - que por sua vez passará a publicar posts do In Vino Viajas que com isso se torna ainda mais internacional. Acompanhe o trabalho de Oihana do jeito que ela o faz: com paixão pelo assunto e com o charme do idioma espanhol - ainda bem que não está escrito em euskara, o idioma basco, que ela também utiliza... Seja bemvinda, Oihana.

Por Oihana Eraso (*)

Para enogustos, las vendimias!

 “La vendimia está en pleno arranque y, un año más, dará paso a la temporada alta para el enoturismo, un sector que sigue en alza y que se diversifica para atraer turistas, con propuestas que unen la recogida de la uva a recorridos en globo, burro o caballo, o al relax del spa, el yoga o el tai-chi. Según el presidente de la Asociación Española de Ciudades del Vino (Acevin), Diego Ortega, la vendimia es “un momento especial que mucha gente quiere conocer y que se convierte en un factor adicional de atracción turística”.

“En 2012 visitaron las rutas del vino 166.300 turistas en septiembre y 168.675 en octubre. Ortega asegura que, a pesar de la situación económica actual, “la tendencia del enoturismo se mantiene al alza”, si bien “se ralentiza respecto a años anteriores” ya que se realizan viajes más cercanos y más cortos.”

“Para la época más intensa en actividades, que comienza ahora, la veintena de rutas del vino certificadas ha preparado propuestas en las que no faltan paseos por el campo, visitas a bodegas, catas y degustaciones gastronómicas” (Como os pintxos, pequenas proções de pratos com sabor regional, em restaurantes simples mas coloridos, como mostrados abaixo). 

“Contamos con una veintena de rutas repartidas por el país. Los curiosos que se acerquen a la Ribera del Guadiana podrán, además de catar sus vinos, recorrer sus viñas de una manera muy divertida: a lomos de un burro; y quienes lleguen a Utiel-Requena podrán disfrutar de la variedad de vinos y de las fiestas de la zona.” Na foto abaixo o Momumento à Vindima, na cidade de Requena, na Valencia, onde desde 1947 é celebrada a Festa da Vindima mais antiga da Espanha (66 edições anuais).
“En Tenerife, Ilhas Canárias (abaixo), se consolida una experiencia más exótica, el wine&sex, una cena-cata que invita a disfrutar del vino a través de la vertiente erótica y gastronómica, con juegos y artes escénicas. La próxima edición del wine&sex será en octubre.”

“Dentro de la ruta de la Garnacha, en Tabuenca (Zaragoza – onde você deve aproveitar para visitar a Basilica do Pilar, abaixo), celebraron recientemente el certamen más original, el concurso de comedores de albóndigas.”

“En la Ruta del Vino Montilla-Moriles (Córdoba), esperan los oficios del vino y se puede visitar una tonelería artesanal, orfebrerías o una hojalatería; mientras que, en Navarra, el enoturista puede apostar por relajarse y combinar una visita por los viñedos durante la recolección con clases de yoga y tai-chi al aire libre.” (Abaixo, uma ponte romana e uma aspecto da Medina al-Azhara, em Córdoba).

“Rebajar el nivel de estrés también es posible en la Ruta del Vino de Ribeiro, especialmente si se visita las termas de Prexigueiro, un espacio con ocho termas al aire libre, cinco de ellas de agua caliente, bautizadas con nombres de los templos del camino de peregrinación japonés Kumano Kodo.”

“Otro foco de interés vitivinícola es la Ribera del Duero, hasta donde se puede llegar en el helicóptero del que disponen las Bodegas Matarromera o recorrer los 17 senderos que se han preparado, haciendo senderismo o en bicicleta, al igual que en el Bierzo.“ (Em Ribera, visite Salamanca, para conhecer a Catedral, abaixo).


“Para los más atrevidos, en la ruta del vino de Somontano, la Sierra de Guara permite el descenso de los barrancos, una alternativa de ocio especialmente pensada para el otoño y que se puede combinar con visitas a muestras de arte rupestre.” (Na Rota do vinho Somontano você vai passar pela cidade medieval de Alquézar, foto abaixo).

“Arte, pero mucho más moderno, puede encontrarse en la Ruta de la Rioja Alta, donde los enoturistas descubrirán “La bouteille de vin” (La botella de vino), de Pablo Picasso, que se exhibe hasta el 31 de octubre en el Museo de El Torreón.” (Menos charmoso, mas muito mais divertido: na cidade de Haro, no dia 29 de junho acontece a famosa Batalha do Vinho - veja abaixo).

“Turismo unido al vino que no es sino reflejo de esa tradición que ha vinculado la vendimia a la celebración de fiestas en su honor, como la de Alcázar de San Juan, la fiesta de la Filoxera en el Alto Penedès o la Fiesta de la Vendimia de la Rioja Alavesa, con una demostración de danza riojana.”

(*) Oihana Eraso é uma jornalista de Bilbao, Espanha, especialista em informação agrícola, enoturismo e natureza, com experiência em empresas de comunicação como Europa Press, Castilla La Mancha TV e Cadena Local TV. Atualmente é editora do blogue e revista digital Agroviajeros.com e de programas de televisão com o mesmo nome.
Um brinde à Espanha e ao trabalho de Oihana Eraso.

* Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas e respeita o talento alheio.

Veja mais sobre Oihana Eraso: http://agroviajeros.blogspot.com.es/








quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Conheça o CERN, o acelerador de partículas de Genebra que acelerou sete Premios Nobel – o mais recente, semana passada


Por Rogerio Ruschel (*)
Sei que visitar o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), em Genebra, Suíça, não é o tipo de turismo para se fazer todos os dias. Concordo que existem centenas de atrações turísticas mais interessantes, bonitas, badaladas e interessantes na Europa do que visitar um centro de pesquisa e laboratório de Física. Mas hoje é seu dia de sorte porque eu visitei o CERN e você vai conhecê-lo em apenas alguns minutos - e ainda vai ver algumas fotos futuristas do show-room, como esta aqui acima.

O trabalho do CERN está na mídia porque o trabalho de aceleração de partículas realizado lá nos últimos 55 anos permitiu a comprovação prática da teoria da existência dos “Bósons de Higgs”, e com isso proporcionou um prêmio Nobel de Física para dois cientistas, anunciado esta semana. Mas o CERN já estava ligado ao Premio Nobel de Fisica por outros laços: 3 físicos já receberam Prêmio Nobel por trabalhos realizados lá dentro (em 1959 e 1984), e outros tres pesquisadores que trabalharam no CERN também foram indicados para o Nobel em 1952, 1976 e 1988. 

O “Bóson de Higgs” é a partícula que torna possível a existência de tudo e de todos, porque funciona como uma espécie de cola para formar a matéria e porisso mesmo é também chamada de “partícula de Deus”. Os cientistas Peter Higgs (ingles) e François Englert (belga) em 1964 fizeram estudos separados sobre o assunto e tiveram que esperar 48 anos para ver a comprovação de sua teoria. Veja acima uma pintura artística de Higgs, o “pai” do bóson). 

O CERN é o segundo mais importante centro de pesquisas de Física do mundo – o primeiro é o laboratório central da NASA, nos Estados Unidos. Criado em 1954 tem 20 Estados membros (o Brasil não é associado), cerca de 2.400 funcionários e mais de 11.000 cientistas e pesquisadores de 580 universidades e centros de pesquisa de 80 nacionalidades (Acima, aspecto do show-room e abaixo, prédios coloridos da cidade científica localizada parcialmente na Suiça e parcialmente na França)

Em seis aceleradores como o da foto abaixo, os cientistas aumentam a energia do feixe das partículas; prótons são acelerados em uma velocidade gigantesca (em apenas um segundo, fazem 11.000 voltas em um circuito de 27 quilometros no acelerador principal, o LHC) e chocam-se entre si. Analisando os dados das colisões, os cientistas chegam a diversas conclusões.

Visitando o CERN descobri que este laboratório fez também importantes contribuições na área de Tecnologia da Informação: no CERN foram desenvolvidas ou melhoradas tecnologias como o “roller ball”, o mouse e a tela touch-screen. Mas o mais importante: foi lá que nasceu a World Wide Web. Seu criador, Tim Berners-Lee em 1980 era consultor de engenharia de software no CERN quando propôs a criação do primeiro programa para armazenamento de informação, chamado Enquire. A Web funcionou primeiro dentro do CERN e no verão de 1991 foi disponibilizada mundialmente. Veja abaixo o primeiro servidor do mundo, e na vitrine da segunda foto dá para ver parte do esquema da www proposto por Berners-Lee.



Os visitantes podem fazer passeios guiados (em inglês ou francês) e conhecer dois núcleos museológicos: o espaço mais antigo, de baixa tecnologia, com exposições temporárias denominadas “A aventura continua” e a exibição permanente “Universo de Partículas”, uma espécie de show-room de alta tecnologia dentro do Globo da Ciiencia e da Inovação, uma colossal redoma de madeira, metal e vidro, inaugurada em 2004 - veja abaixo.


Na mostra “A aventura continua” o visitante tem informações bem simples e objetivas sobre mistérios da natureza como a gravidade, o átomo, as particulas atômicas, a constituição da matéria e do Universo, com muitos cartazes, fotos, banners e alguns equipamentos antigos. Esta seção é feita mesmo para estudantes: simples, objetiva, lúdica quando possivel e com legendas em quatro idiomas.
Já no “Universo de Partículas” a história é outra. A iluminação varia de totalmente clara a clusters coloridos: lâmpadas azul, vermelho ou verde e uma música apoteótica criam uma atmosfera de mistério. 

Informações sobre o trabalho do CERN são apresentadas em equipamentos modernosos como cadeiras com microfones (as “Secret dimensions”, veja acima); globos futuristas gigantescos que giram como roller-balls de computador (como o globo de neutrinos, abaixo) e projeções nas paredes e no teto.

Como tudo fica escuro as fotos não ficam boas – na verdade eles proibem tirar fotos a partir de um determinado momento do programa. É fácil, econômico e agradável chegar no CERN de transporte público porque em Genebra tudo funciona como um relógio suiço. E se você quiser andar por lá (e tiver permissão), poderá alugar uma bicicleta como estas abaixo. 
Um brinde a isso – tim tim.

* Rogerio Ruschel é jornalista e visitou o CERN porque acredita que informação de qualidade também é cultura.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

"Bodeguero" por um dia degustando tempranillos com cultura basca em Rioja Alavesa, Espanha


Por Rogerio Ruschel (*)
Na rota de vinhos de Rioja Alavesa (acima) a vindima de 2013 que começa agora em outubro tem uma novidade: o visitante pode passar o dia como um vinicultor - um “bodeguero por un día”, em espanhol. O programa se realiza em várias vinhedos de Laguardia, Samaniego e Lapuebla de Labarca, e mais do que ver o que está sendo feito (como nas outras rotas), o visitante se veste com roupas adequadas e trabalha como assistente nos trabalhos do dia.

A Rioja Alavesa (em euskera, o idoma basco, Arabar Errioxa) é uma comunidade autônoma da comarca de Álava, do Pais Basco. O nome oficial é Cuadrilla de Laguardia-Rioja Alavesa e a capital é Laguardia, com menos de 12.000 habitantes. Nos mapas abaixo, veja a Rioja Alabesa no detalhe do mapa da DOC Rioja (região mais clara), e no mapa da Espanha, veja once se localiza a região vinícola de Rioja (perto da França).


Os romanos já produziam vinho na região que durante a Idade Média pertenceu ao Reino de Navarra e depois Reino de Castilla. A Provincia de Álava tem cerca de 11.500 hectares de vinho (85% vinhos tintos, especialmente tempranillo, garnacha e mazuelo) que recebem a DOC Vinho Rioja. E só para lembrá-lo, os riojas costumam ser frescos, aromáticos, de composição equilibrada e com ótimo buquê. Em um passeio nos vinhedos você poderá encontrar paisagens como abaixo.
 

Além dessa experiência exclusiva do enólogo ou vinicultor por um dia, a rota de vinhos de Rioja Alavesa oferece várias outras atrações, como uma visita teatralizada à vila medieval de Labraza (veja o cartaz abaixo); passeios em onibus especial; colheita noturna de uvas; degustação de uvas, mostos e vinhos; concursos de fotografia de natureza ou de vinhedos; passeios a pé, de bicicleta, a cavalo ou de segway entre vinhedos. E uma promoção saudosista: você pagar as despesas com a velha moeda pesetas (abaixo).

A rota oferece também dezenas de restaurantes simples com pratos locais de cultura basca – a comida tradicional vascoriojana; meios de hospedagem que incluem agriturismo, hosteis familiares e hotéis maiores; programas especiais no Enomuseu “Centro Temático del Vino Villa Lucía” em Laguardia/Guardia, que além das tradicionais mostras de produtos, equipamentos e fotos que resgatam a história da vinicultura, inaugurou este ano uma experiência 4D chamada “En tierra de sueños”, uma viagem a Rioja Alavesa tendo um Vinfo (um duende do vinho) como guia para mostrar a identidade da terra.


Alavesa também produz azeite de oliva com sabor alaveso (veja abaixo um olival da região) e está se mobilizando para criar ainda este ano de 2013 uma denominação de origem para seus azeites. É o que chamo de orgulho positivo, aquele sentimento que nos faz proteger e preservar a terra, ao invés de agredi-la. Faço um brinde a isso.

Veja um video bacana em: http://youtu.be/PiANYaSRsKs
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo independente e valoriza iniciativas que respeitem a cultura comunitária e a terra dos ancestrais.



Vem aí os vinhos “50 tons de cinza”: o Seda Branca e o Cetim Vermelho


Rogerio Ruschel (*)
A popular saga dos livros eróticos “50 tons de cinza” que está saindo das estantes para chegar às telas do cinema a partir de agosto de 2014, agora também poderá chegar na sua mesa, na forma de garrafas de vinhos. Pois é. A autora Erika Leonard James (abaixo), britânica de nascimento, mãe de dois filhos e ex-executiva de TV, se associou a um produtor de vinhos da Califórnia para produzir dois vinhos com a marca da série: um branco, com o nome “White Silk” (Seda Branca) e um tinto, com o nome “Red Satin” (Cetim Vermelho).

O vinho branco White Silk utilizará uvas Gewürztraminer e Sauvignon Blanc, e tem “tons florais de lichia, mel e pera, temperados por sabores de maçã e pera com um ligeiro toque de caramelo”. Ou seja, uma espécie de sobremesa líquida. O vinho tinto Red Satin será produzido com uvas Petite Sirah e Syrah (ou Shiraz) e “tem aromas de cerejas negras, cacau em pó, creme de caramelo, baunilha, couro e especiarias de cravo”. Se você não está muito acostumada com estas descrições que os sommeliers fazem, não se preocupe, minha cara leitora: vai em frente que deve ser bom. 

Segundo EL James, este é um passo normal. “Sempre gostei de um bom vinho, então porque não combinar duas de minhas paixões e lançar produtos que são uma extensão natural da trilogia Cinquenta Sombras? Vinhos sempre fizeram parte natural da sensualidade impregnada dos meus personagens. Espero que meus leitores se aconcheguem com uma boa bebida enquanto apreciam o romance entre Anastásia e Christian”.

Não li os livros, mas são descritos por quem leu como histórias de uma relação tórrida entre dois (ou mais?) personagens. Não sei se a autora entende mesmo de vinho, mas parece que sim: jornalistas dizem que os dois vinhos foram produzidas sob supervisão direta dela com os enólogos da vinicultora californiana, e que ela mesmo preparou os textos de apresentação dos vinhos.

Anyway, em seu site oficial a autora faz uma lista de vinhos sugeridos para determinadas passagens dos livros. Por exemplo, para a cena da primeira noite de Anastásia com Christian no Escala (acho que o Escala é um hotel) ela recomenda uma garrafa de Pouilly Fumé servida com queijos, uvas verdes e vermelhas e pão baguete frances. Pouilly Fumé é uma Apelação de Origem Controlada (AOC) de vinhos brancos produzidos com uvas Sauvignon Blanc na região francesa de Pouilly-sur-Loire (veja foto abaixo). Quando maduras estas uvas parecem revestidas por uma floração cinza, com cor de fumaça (donde vem o nome fumé) – que casualmente tem a mesma cor dos nomes do livros da EL James – a moça é esperta, não?  

E para não dizer que não fui simpático a causas femininas: que tal harmonizar o vinho Red Satin da EL James, com o ator Charlie Hunnam (veja o cara aí embaixo) que vai fazer o papel do Christian no filme que será lançado em agosto de 2014? 

Para comprar os vinhos da série direto da fonte acesse  http://www.fiftyshadeswine.com/
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo, especialista em meio ambiente e não leu os livros de AL James.