Rogerio Ruschel (*)
Localizada no caminho da Europa para aÁfrica, e da Europa para a Ásia, o
longo dos séculos a Sicilia (mapa abaixo) foi colonizada por povos fenícios,
gregos, romanos, árabes, normandos, espanhóis, alemães, franceses e outros.
Esta mistura de culturas deixou um legado arquitetônico e cultural
espantosamente rico - que você vê em outros posts aqui no In Vino Viajas, começando
em agosto de 2012 – tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e que
atrai turistas de todo o mundo.
Mas também gerou um povo lutador, resistente e charmoso, como os três
idosos no banco de praça em Linguaglossa, na foto de abertura – três dos 5.287
moradores do vilarejo. O siciliano é um povo diferenciado do resto da Itália e é
por si próprio uma atração turística. O siciliano, o povo dos três mares
criativamente representados na bandeira desta região autonoma da Itália, quase
independente (veja abaixo), costuma dizer que antes é siciliano e depois,
italiano.
Com a entrada da Itália no grupo do Euro os jovens sicilianos começaram
a procurar emprego não apenas em Milão ou Roma, mas em outros paises europeus.
E na outra ponta os mais velhos, que fizeram previdência social em Liras
italianas, se aposentaram com grandes ganhos em Euros e hoje parece que se
dedicam apenas a esperar, sem pressa, a chegada do futuro como as mulheres de
Malvagna ou o cidadão abaixo flagrado em Mojo Alcântara, comunidade com 800
habitantes na região do vulcão Etna.
Estes dois fatos explicam porque muitas comunidades vem perdendo
população ao longo das ultimas duas décadas na Sicilia. E a foto abaixo é um
bom exemplo ao mostrar oito idosos em Malvagna, uma comunidade com 814
habitantes no total.
Mas o siciliano não perdeu seu modo de vida, seu jeito Rústico e alegre
de ser, seus hábitos do quotidiano. Sicilianos são muito ligados à honra e à família - valores fundamentais da “Cosa
Nostra”, a máfia siciliana. Flagrei cenas muito curiosas, como padrinhos e
noivos relaxando em um casamento ao ar livre em Castiglione e dois daqueles
veículos que só existem na Sicilia e que estão em extinção.
Como a maioria das
comunidades são pequenas e rurais, cada vilarejo tem seus próprios temperos e
receitas, baseadas geralmente em carne vermelha de ovelhas e muitos frutos do
mar, legumes, frutas e verduras – muitas delas preparadas apenas para festas
populares, como denunciam os cartazes abaixo.
Além, é claro, de massas
que incluem
“maccaruni di casa”, massa com molho de ovelha ou de carneiro - como o
pendurado ao ar livre, numa feira em Catania, abaixo; “agnelo al forno ripieto
di pasta mastrazzoli, ovelha assada com uma massa que contém mel e
“cassatelle”, uma massa cozida com requeijão.
E desde pequenos, os sicilianos aprendem a se deliciar com os deliciosos
sorvetes regionais, outra atração turística imperdível.
Cada pequeno restaurante tem sua própria receita – e todas combinam com
sucos de frutas, lemoncello ou um vinho siciliano como Alcano, Faro, Marsala,
Moscato di Noto, Sambuca di Sicilia ou um Nero D’Ávila, conhecido dos
brasileiros, que embora ainda não seja um DOC siciliano, é muito popular e tem
sido comparado aos melhores syrahs. E além de alimentos frescos, você encontra
produtos industrializados regionais à venda em mercados como os de alimentari e
panificio, abaixo.
Os sicilianos gostam de preservar suas tradições e realizam muitas
festas baseadas no calendário agrícola, na memória histórica e na religião,
eminentemente católica cristã: durante todo o ano se realizam festas de santos,
festa de frutas, de azeites, de colheitas e muitas outras – como esta
procissão, abaixo, com show de banda, que encontrei em um vilarejo não identificado.
Veja mais sobre a Sicilia:
Agrigento e Segesta: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/10/agrigento-e-segesta-melhor-heranca.html
A terra dos três
mares: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/08/sicilia-terra-dos-tres-mares.html
Lenguaglossa,
Moio Alcântara, Castiglione e Malvagnia:
Vale do Alcantara: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/09/vale-do-alcantara-vilarejos-magicos.html
Tindari e as montanhas
Peloritani:
Delicias sicilianas: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/09/produtos-da-terra-as-delicias-sicilianas.html
A brava gente
siciliana: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/08/a-brava-gente-siciliana-alma-de-um.html
Pesquisa da Universidade
de Catania:
(*) Rogerio Ruschel, jornalista de turismo, enófilo e
consultor em sustentabilidade e cidadania esteve na Sicilia por 30 dias
trabalhando em um projeto de turismo cultural. E quer voltar.






Oi
ResponderExcluirEu ainda me lembro quando eu fiz bioinorgânica junto com você, você saiu da P1 falando:
ResponderExcluir- Tinha que ter puxado bioinorgânica com o Garrido, estava muito fácil de colar.
Aí depois disso, eu descubro que você estava fazendo iniciação científica com bolsa junto com o Roberto Carlos e ainda publicou esse artigo científico:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39251148/
O Roberto Carlos deve ter escrito esse artigo sozinho e deve ter colado o seu nome, você não deve ter escrito uma linha sequer desse artigo científico, se você não tem capacidade de passar estudando na prova de bioinorgânica, você também não tem capacidade de escrever uma linha sequer de um artigo científico.
A Ana Luiza Vidal Pimentel Santos deve ter ficado com a sua bolsa, outra que também não presta, eu sei muito bem que a Ana Luiza Vidal Pimentel dos Santos é que fica cadastrando o meu nome sem a minha autorização no site de uma imobiliária e de funerária. A ANA LUIZA VIDAL PIMENTEL SANTOS ainda participou do 10th Brazilian Conference on Natural Products (BCNP), que aconteceu em Minas Gerais.
Agora você, Thamires Ferreira de Freitas vai se formar como farmacêutica, graças ao CR 7 que você conseguiu colando na prova. Você representa o que a UFRJ tem de pior.
Você ainda apresentou trabalho na SIAC e na JICTAC.
Você ainda foi expulsa do seu estágio na GSK, depois que o pessoal descobriu que você fica colando na prova, que você não está nem aí para a faculdade e nem para a ciência brasileira, que você ficou dois fazendo iniciação científica, por causa da bolsa de iniciação científica.
Assim que o pessoal da PPD no Brasil descobrir que você é uma pessoa desonesta que fica colando na prova, eles vão te demitir também.
Se você morasse aqui na rua a história seria bem diferente. Em cima da minha rua funciona uma boca de fumo, em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.