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segunda-feira, 11 de março de 2013

Genebra: um brinde aos museus e parques na primavera

Este repórter no Horloge Fleurie, no Jardin Anglais
Por Rogerio Ruschel (*)
Mesmo com menos de 200 mil habitantes Genebra (foto do centro, abaixo) é a segunda maior cidade da Suiça; destes, pelo menos um terço são estrangeiros, o que a torna uma das mais globalizadas da Europa. 
 
Por causa de sua notória independência política, a Suiça é a sede de mais de 20 organizações multilaterais da rede da ONU (veja abaixo) e de 250 organizações internacionais de primeiro time. E a grande maioria fica em Genebra, onde se fala francês (predominantemente), alemão e italiano – os idiomas oficiais do país – e evidentemente ingles. 
 
Por isso, ao lado de Nova Iorque, Genebra é um dos mais importantes núcleos da diplomacia e da cooperação internacionais. O núcleo da ONU é o Parque das Nações, dentro do Parque da Ariana (abaixo).
 
Entre as organizações sediadas em Genebra estão várias da rede das Nações Unidas - como a Organização Mundial da Saúde, a Organização Mundial do Comércio, a Organização Mundial da Meteorologia, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual, os Altos Comissariados - a sede mundial da Cruz Vermelha e a Unesco. 

"Broken Chair", esta escultura de Daniel Berset de uma cadeira sem uma perna, lembra a violência das minas e se tornou um simbolo da paz.
Chamada de “Cidade da paz” porque lá foram assinados diversos tratados em prol de paz mundial, Genebra é também o terceiro centro financeiro da Europa, depois de Londres e Zurique – pois é, ao que parece, o dinheiro compra tudo, até a paz.... Aliás, nesta cidade vinho pode ser mais barato do que água (algumas das mais badaladas águas minerais do mundo são suiças; Evian é francesa, mas produzida muito perto de Genebra) embora a água da torneira seja tão limpa que dá para beber.

Localizada no extremo oeste da Suiça, no ponto onde os rios Reno e Arve se reúnem na saída do Lago Leman (ou Lago Genebra) para continuar a descer pela França até o oceano, Genebra faz fronteira “de muro” com a França. Aliás, do aeroporto de Genebra você pode escolher sair para a Suiça ou para a França – saia pela França, onde o taxi é muito mais barato…
Em um vale belíssimo (no verão) e congelado (no inverno) formado por rios e lago e cercado por montanhas, Genebra oferece alguns dos cenários geográficos-urbanos mais bonitos do mundo - entre eles, a menos de 20 quilometros da cidade, os vinhedos de Lavaux (foto abaixo), tombados como patrimonio natural da Humanidade pela Unesco – veja post em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/05/nos-vinhedos-de-lavaux-suica-um.html .

Aliás, por falar em vinhos, é bom ficar sabendo que perto de Genebra também se produz vinhos. Em Satigny (foto abaixo) são cultivadas uvas tintas Gamay e Pinot Noir e a Chasselas suiço, para vinho branco. Então você pode se dar ao luxo de, depois de caminhar pelos parques e visitar museus, parar em um restaurante e comer queijos (suiços, é claro), bebendo um vinho produzido há menos de 20 quilometros da cidade!

A presença de inúmeros museus e parques (muitos com entrada grátis); um calendário de eventos culturais e de entretenimento de padrão internacional e serviços públicos de transporte, segurança e educação do tipo “melhor-impossivel” (qualidades necessárias para oferecer aos milhares de diplomatas e estrangeiros que vivem lá), levaram Genebra a ter outros dois títulos: é uma das 10 cidades com melhor qualidade de vida no mundo e também uma das 10 mais caras para se viver. Abaixo, o Museu de História Natural, o mais importante da Suiça.

Mas o que quero mostrar neste post são algumas das belezas dos parques e museus de Genebra, na primavera. Em outro post você vai poder ver estes parques no outono e inverno, aguarde. 

Genebra tem mais de 310 hectares de áreas verdes em mais de 50 parques, que representam 20% da área urbana urbana. 


Em muitos destes parques estão sediados museus como o Museu da História das Ciências (veja abaixo) na mansão Villa Bartholoni, no Parque Mon-Repos, que por sua vez fica no Parc de la Perle du Lac. 
Ou o conhecido museu Patek Phillipe (abaixo), sobre - evidentemente - relógios e marcação do tempo.

Continue a ler sobre outros parques e museus de Genebra no post Primavera nos parques de Genebra – 2, neste blogue.

Este post é uma homenagem ao leitor/leitora de Mountain View, California, Estados Unidos, que honra este editor com sua preferência. Identifique-se, caro(a) leitor(a). Abraços

(*) Rogério Ruschel é jornalista de turismo e enoturismo e consultor especializado em sustentabilidade. Esteve várias vezes em Genebra visitando a filha Renata Ruschel, autora de algumas das fotos aqui publicadas.








quarta-feira, 6 de março de 2013

Anuário Vinhos do Brasil 2013 já está disponivel

 
Por Rogerio Ruschel (*)
A BACO Multimídia, em parceria com o IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho) e Wines of Brasil, acaba de lançar a edição 2013 do Anuário Vinhos do Brasil. Com 164 páginas é a mais completa e atualizada publicação sobre vinhos brasileiros, trazendo números oficiais, mapas e dados das regiões produtoras, fotos, infográficos, tendências e padrões de consumo, as castas e uma prova às cegas com mais de 550 rótulos, apresentando os melhores de cada categoria.
 
O anuário apresenta também as mais importantes regiões vinícolas brasileiras – as Serras Gaúcha e do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Campanha Gaúcha, Planalto Catarinense, Vale do São Francisco, Paraná, São Paulo e as novas fronteiras Minas Gerais e Goiás. O anuário tem informações sobre as castas mais plantadas em cada região, rótulos, rotas do vinho, além de atrações de enoturismo e gastronomia.

O anuário é útil não só para o mercado brasileiro, mas ao trazer versão em ingles ajudará também no projeto Wines of Brasil, realizado entre o Instituro Brasileiro do Vinho (IBRAVIN) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos  (APEX-BRASIL) que promove o vinho brasileiro no exterior.   “É um grande raio-x da vitivinicultura brasileira”, diz o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini.

(*) Rogerio Ruschel é editor deste blog


segunda-feira, 4 de março de 2013

Calcata: o vilarejo medieval que se recusou a morrer e renasceu na Nova Era

 
Por Nadiella Monteiro (*)

Os quase 50 km de distância de Roma conseguem disfarçar a longa viagem no tempo, por todos estes séculos que separam Calcata do mundo contemporâneo.
 
Com achados que datam de mais de 800 anos antes de Cristo, seu castelo e os muros que a cercam foram construídos na era medieval. Era uma espécie de pimeira barreira a defender a região e a cidade de Roma.
 
Na década de 1930, com medo de que ruíssem as estruturas vulcânicas onde está erguida a cidade, o governo local determinou o remanejamento de toda sua população (cerca de 600 habitantes) para o que veio a ser a Nova Calcata.
 
Cerca de 30 anos depois, nos fabulosos anos 60, ainda em pé e intacta, a velha cidade abandonada foi invadida por hippies, artistas e outros tipos alternativos, que habitam ainda hoje o simpático vilarejo italiano, vivendo entre casas de pedra vermelha e alvenaria, cercadas por um desfiladeiro cravado em meio ao verde antigo e persistente.
 
Não há carros em Calcata. Seus inúmeros gatos caminham tranquilamente, observando quem entra e quem fica. A cidade tem cores quentes e formas irregulares. Atrás das portas, curiosamente distintas entre si, o delicioso idioma italiano é música. E também se ouve música andando pelos becos, quando o artista toca seu piano.
 
Calcata tem cheiro de terra. Ou cheiro da carbonara fumegante regada a vinho que é servida em suas tabernas. Seu ar invulnerável, percebido desde a ponte que leva os viajantes até ela, pode trazer à memória indesejáveis visitantes sendo recebidos por flechas certeiras e óleo quente.
Mas o velho portal permanece aberto: há cafés, conversa animada e caminhada, artistas tecendo a sua arte e cuidando das plantas, gatos tomando sol e a vida simples – tão antiga e já moderna – habitando por ali.


Nota do editor: Atualmente Calcata tem menos de 900 habitantes e se tornou um centro criativo conhecido na Itália. O jornal New York Times definiu Calcata como “provavelmente a mais profundamente escondida aldeia da Itália, lar de uma comunidade maluca de cerca de 100 artistas, boêmios, hippies e outros tipos envelhecidos da Nova Era”.
 
 Nadiella fazendo amigos em Calcata
(*) Texto e fotos de Nadiella Monteiro. Nadiella é mineira, veterinária com especialização em agricultura biodinâmica e produção agropecuária sustentável. Como voluntária participou de projetos de educação para uso do solo no Parque Nacional Grande Sertão Veredas e na produção agrícola sustentável na Itália.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Uma fonte de vinho no Caminho de Santiago

Por Rogerio Ruschel (*)


A espanhola Bodegas Irache conseguiu entrar nos guias de vinófilos e de turismo por conta de uma iniciativa muito interessante: construiu uma fonte de vinho em um de seus muros que é vizinho de um dos roteiros do Caminho de Santiago, para ajudar os peregrinos a enfrentar o cansaço e calor. A bebida é gratis.
Fundada em 1891, a Bodegas Irachetem sede perto de um antigo monastério na pequena localidade de Ayegui, nos vales de La Solana, San Esteban de La Solana y Condado de Lerin, na Provincia de Navarra, Espanha. O monastério de Ayegui foi o primeiro hospital para peregrinos do Caminho de Santiago e fica perto de uma antiga cidade romana chamada Estella, também de interesse turístico.
A fonte de vinho foi construida em 1991 e funciona 12 horas por dia. Junto com a fonte estão avisos sobre beber com moderação e palavras de incentivo aos peregrinos – além de uma webcam.
A Bodegas Irache tem cerca de 150 hectares de uvas dos tipos Tempranillo, Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot, Graciano, and Mazuelo (tintos) e Viura, Chardonnay and Malvasía entre os brancos.
A empresa ainda mantém um Museu do Vinho onde, ao lado de cerca de 200 peças antigas relacionadas ao vinho, estão garrafas de colhetias formidáveis entre 1933 e 1987.
Para saber mais acesse http://www.irache.com/
(*) Rogério Ruschel é jornalista e consultor especializado em sustentabilidade e gosta de vinho tempranillo.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Internautas da TripAdvisor elegem os melhores destinos de enoturismo do mundo

Ponte Vecchia em Florença, Toscana

Por Rogerio Ruschel (*)

A TripAdvisor, um dos maiores sites de viagens do mundo, fez uma pesquisa e classificou, de acordo com opiniões de internautas, os melhores lugares para fazer enoturismo no mundo. A edição 2012 do prêmio Travellers’ Choice na categoria “Destinos de Vinho” foi feito com base em 32 locais indicados por internautas e viajantes amantes do vinho e depois avaliados de acordo com as vinícolas, restaurantes, atrações e acomodações que cada local oferece. 

Mundo

Consolidando todos os votos dados para qualquer destino no mundo, a italiana Toscana é a melhor região para enoturismo no planeta, seguida de Sonoma, na Califórnia; Hunter Valley, na Austrália vem em terceiro lugar; Stellenbosch, na África do Sul e Mendoza, na Argentina, completam a lista dos 5 melhores.

 Cape Town, Africa do Sul
 

O site pediu que os leitores votassem nos melhores destinos de enoturismo por regiões (Europa, Estados Unidos e Ásia). Veja a seguir os 10 melhores de cada votação:
Europa
Os melhores destinos turísticos relacionados a vinhos da Europa, do primeiro ao décimo mais votados são: Toscana (Itália), Aquitaine/Bordeaux (França), Provence (França), Umbria (Itália), Sicilia (Itália), Languedoc-Roussillon (França), Borgonha (França), Champagne-Ardene (França), Costa de la Luz (Espanha) e Porto (Portugal). 
Dijon, Borgonha

Estados Unidos
Os internautas do Tripadvisor escolherem como melhores destinos turísticos relacionados a vinhos nos Estados Unidos, do primeiro ao décimo lugar: Sonoma Cunty (California), Napa Valley (California), Willamette Valley (Oregon), Finger Lakes (Nova Iorque), Long Island (Nova Iorque), Paso Robles (California), Temecula (California), Walla Walla (Washington), Palisade (Colorado) e Plymouth (California). 
Vinhedo em Mendoza, Argentina

Em 2012 você pode conhecer 5 destas regiões aqui no In Vino Viajas. A Toscana foi alvo de um post publicado em junho de 2012 sobre Parma, Lucca e San Geminiano; o australiano Hunter Valley foi apresentado aos leitores em um post de novembro de 2012; e Stellenbosch foi apresentado aos leitores na série de posts sobre a Africa do Sul publicados em julho. Já a Sicilia mereceu 8 posts publicados entre agosto d outubro, e a a charmosa Borgonha francesa foi lembrada aos visitantes do In Vino Viajas no mes de maio.
Para ver detalhes em cada um dos destinos acesse http://www.tripadvisor.com/TravelersChoice-Wine

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Gruyère: queijos, um vilarejo encantado e um museu de arte com alienígenas

 
Por Rogério Ruschel (*)
Provavelmente você já ouviu falar do queijo Gruyère, um dos mais conhecidos e consumidos queijos suiços, ao lado do Emmental, Raclette, Sbrinz, Tilsit e Vacherin Mont’d’Or. E queijo suíço obviamente é fabricado com leite de vacas suíças (como as que aparecem nesta fazenda, abaixo) – o mesmo leite com o qual os suíços fazem chocolate – o que já funciona como certificação de origem.
Pois este queijo é fabricado especialmente em Gruyères, minúsculo vilarejo de fala predominante francesa no Cantão de Friburgo, com cerca de 1.700 moradores - e também nos cantões de Vaud, Neuchâttel, Jura e Berna. O Gruyère é um  queijo duro, com sabor forte (especialmente os mais maduros, que podem descansar durante até 18 meses), com textura granulosa, densa e compacta, podendo ser mais cremosos nos produtos mais jovens, com até 8 meses de descanso. Veja a tabela de amadurecimento na foto abaixo.
 
Os queijos mais maduros apresentam até um certa sensação de que têm pequenos grãos de areia (desculpe) no meio da massa. A casca é dura, seca e de cor castanho-escuro, tipo assim, ferruginosa, e o sabor no primeiro contato com a boca é levemente frutado, mas permanece na boca com um leve sabor de nozes. Enfim, uma delícia. Mas para chegar a esta delícia, eles ficam descansando (amadurecendo) em câmaras com temperatura controlada, como na foto abaixo.
 
Pode-se comer o queijo Gruyère normalmente, aos pedaços, escolhendo a idade do mesmo, ou, como a especialidade da La Maison de Gruyères, o maior restaurante da comunidade, flambado, com ou sem incrementos ou acessórios como pães, nozes, carnes, embutidos de qualidade (na foto abaixo uma receita com bacalhau...)
 
Visitamos uma fábrica, minha filha Renata e eu, e degustamos todos os tipos, com todos os acompanhamentos possíveis – incluindo pequenas provas com vinhos tintos e brancos de quase todas as denominações suíças: Chardonne, Saint-Saphorin, Calamin Grand Cru, Epesses, Dézaley Grand Cru, Vevey-Montreaux, Villette e Lutry. Mas isto foi depois de visitar o vilarejo que fica no alto de uma colina encimada por um castelo – o Castelo de Gruyères, claro.
 
A cidadezinha de Gruyères é uma aldeia medieval encantadora com mais de 1.000 anos e atrai milhares de turistas baseado em duas atrações (além do queijo): o cenário lindo e tranqüilo e a obra do artista gráfico suíço Hans Rueder Giger, nascido em Chur, naquela região. Vamos começar pelo cenário: imagine pequenas casas simpáticas centenárias transformadas em bares, restaurantes e lojinhas em uma rua com forte apelo turístico, aos pés de um castelo com mais de 800 anos e tendo ao fundo montanhas suíças com neve eterna - tudo verde (pelo menos na época do ano que visitei, porque em outras é tudo branco...). As fotos abaixo dão uma ideia do que estou querendo dizer.
A outra atração é a obra do artista gráfico suíço Hans Rueder Giger. Sim, você o conhece: tido como um dos expoentes modernos do surrealismo e da arte fantástica, HR Giger tem obras badaladas de ultra-realismo como “Birthmachine”, dos anos 70, toda de alumínio e com 2 metros de altura (veja na foto abaixo, com o autor), que está na fachada do Museu (foto mais abaixo). Mas passou a ser cultuado (e copiado) globalmente como artista pop quando criou cenários e personagens de um dos mais conhecidos filmes de terror da história de Hollywood, para o filme “Alien” que lhe rendeu um Oscar de Melhores Efeitos Especiais.
 
O criador dos aliens tem um museu na cidade e um bar muuuuuito louco, onde tudo é desenhado e construído com seu inegável talento: paredes, mesas, luminárias, o balcão, caixa do telefone, a roupa dos garçons e até mesmo alguns equipamentos típicos de um bar. Veja nas fotos abaixo parte da obra neste bar, com minha filha Renata para dar a dimensão de uma das paredes,  detalhes originais nos pés de uma mesa e o bar.
 
Infelizmente não deu para visitar o Museu HR Giger (veja fachada, na foto abaixo) porque estava em manutenção enquanto suas obras estavam em museus do mundo inteiro.
 
Vale a pena visitar também o Castelo de Gruyères, que domina a aldeia medieval. Com mais de 800 anos de história, foi a residencia de 19 Condes de Gruyères até que em 1938 o estado de Friburgo o adquiriu e transformou em Museu. 
 
O edifício principal foi modificado por volta do século XVI no estilo renascentista e o interior ainda mantém estilos barrocos dos séculos XVII e XVIII decorados por paisagens românticas e cenas históricas pintadas por J.B. Corot, Barthélemy, Menn e outros artistas menos famosos. No castelo também são montadas exposições de obras de arte fantástica e espetáculos mais modernos.

 
Enfim, caro leitor, aí está um pedaço insuspeito da Suiça que imaginamos. Gruyères fica a cerca de 120 quilometros de Genebra e a estrada - pelo menos na primavera ou verão - é simplesmente maravilhosa. Um brinde a isso, caro leitor!

(*) Rogério Ruschel - rogerio@ruscheleassociados.com.br  - é turista inveterado, jornalista e consultor especializado em sustentabilidade - http://www.ruscheleassociados.com.br/ . Ruschel viajou a Gruyères com a filha Renata por conta dele mesmo.