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domingo, 24 de agosto de 2014

Uau! Agora você pode brindar num taça de champanhe modelada no seio da supermodelo Kate Moss



(*) Rogerio Ruschal

Tomando Maria Antonieta como sua inspiração, cujo seio esquerdo dizem que serviu como modelo para o primeiro taça de champagne do mundo no final do século 18, o artista britânico Jane McAdam Freud fez uma taça a partir de um molde do seio esquerdo de Kate Moss – que agora ficou imortalizado.  (e não me pergunte porque o esquerdo...)



O conjunto tem uma haste alongada, delgada, enquanto a parte externa da bacia apresenta um padrão de inspiração Art Deco com desenho intrincado; e na base está a assinatura da modelo. "Eu estava animada em participar deste projeto - porque é uma honra estar ao lado de Maria Antonieta, ela era uma personagem muito intrigante e travessa ", disse Kate Moss. "Champagne é sempre associada com festa e ocasiões felizes e eu me diverti criando esta bela taça", acrescentou.



McAdam Freud foi contratado pelo restaurante 34 Restaurant de Mayfair, em Londres, para criar a taça em homenagem ao 40 º aniversário de Kate Moss e para marcar seus 25 anos no mundo da moda. Moss vai lançar a taça na sala 34 do Emin no próximo dia 8 de Outubro, junto com o mais recente lançamento da fabricante de champanhes Dom Pérignon, a P2-1998, uma espécie de reinvencão da Oenotheque 1995. Um conjunto da taça com garrafas da Oenotheque 1995 vai custar a bagatela de quase 11 mil Reais! Esta também não é a primeira releitura da taça de Maria Antonieta. Em 2008, o diretor de criação da Chanel, Karl Lagerfeld colaborou com Dom Pérignon em uma taça de champagne inspirado pelo seio de Claudia Schiffer.

Kate Moss (agora com 38 anos) não é estranha a colaborações artísticas: ela posou nua para o pintor Lucian Freud (pai do designer da taça) em 2003, quando estava grávida da sua filha Lila – a tela foi vendida por “apenas” 12 milhões de Reais. Três anos mais tarde Kate Moss desfilou para o escultor Marc Quinn na Esfinge, uma escultura em tamanho real dela em uma posição de yoga, com as mãos e os pés atrás da cabeça.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Fique esperto: saiba como a rolha de cortiça preserva os aromas do seu vinho e os recursos do nosso planeta.

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Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor, nosso planeta realmente precisa de ajuda: a partir de 19 de agosto, no restante deste ano de 2014 estaremos consumindo mais recursos naturais do que o planeta consegue repor. Neste que é o Dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day), medido pelo Global Footprint Network (GFN), entramos “no vermelho” em termos de estoque de recursos - e aquela corujinha do Alentejo, Portugal, que está na foto de abertura, está atenta ao que fazemos.
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Eu procuro ajudar como consumidor, inclusive de vinhos: além de procurar rótulos ecológicos ou biológicos, procuro evitar garrafas com tampas de plástico ou alumínio, porque são feitas de recursos finitos, além de - cá prá nós - serem feias. E como  jornalista gostaria que você soubesse que a cortiça ajuda porque é um dos poucos materiais construtivos que é 100% natural, 100% ecológico e 100% reciclável – além de 100% eficiente para selar garrafas de vinho.
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Ou seja: além de preservar as qualidades do vinho, a cortiça ajuda a preservar recursos naturais como as abelhas (acima, produzindo mel no Algarve português) que polinizam flores e frutas e que, caso você não saiba, estão misteriosamente desaparecendo do mundo.
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A cortiça é obtida a partir da casca do sobreiro (veja as fotos acima), uma árvore da espécie Quercus, típica de ecossistemas da bacia mediterrânica e litorâneos do sul da Península Ibérica e com influência atlântica (veja  mapa abaixo).
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Em Portugal – produtor de 53% da cortiça do mundo e também o principal importador – este ecossistema se chama Montado de Sobro (foto abaixo) e representa cerca de 21% da área florestal do país.
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-->Espécie protegida por lei há séculos (em Portugal desde a Idade Média), o sobreiro chega a atingir 25 metros e 300 anos de vida e além de seu grande valor econômico, ajuda a preservar áreas gigantescas – cerca de 2 milhões de hectares nos sete países da bacia mediterrânica do mapa acima. Em Portugal cerca de 730 mil hectares de Montado de Sobro formam um santário de biodiversidade que protege mais de 60 espécies de aves, 24 de répteis e anfibios, 37 mamiferos e centenas de espécies de plantas – segundo pesquisadores, cerca de 135 diferentes plantas por hectare. Entre os animais protegidos estão o Lince Ibérico e a Cegonha, abaixo.
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Como é uma árvore grande, alta e tem uma longa vida, o sobreiro estabiliza ciclos naturais, ajuda a preservar o solo, recicla nutrientes e água, produz matéria orgânica em bom volume, reduz a velocidade dos ventos e pelo fato da cortiça ser um ótimo isolante, ajuda a evitar incendios florestais.  E nestes tempos de crise de recursos do planeta, meu caro leitor, a cortiça tem outra qualidade muito valiosa: é um material altamente ecoeficiente, do qual nada se perde.
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A cortiça é retirada (fotos acima e abaixo) a partir de 25 anos de idade do sobreiro, e a partir daí, de nove em nove anos, em média. Mas para uso em garrafas de vinho a cortiça só apresenta condições ideais a partir do terceiro descortiçamento, quando a árvore vai estar com cerca de 43 anos de idade. Aliás, isso quer dizer, meu caro leitor, que a rolha de sua garrafa pode ter uns 50 anos de vida e ser mais “velha” do que o próprio vinho, mesmo dos melhores vinhos de guarda.
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Então quando a cortiça ainda não está adequada para se fabricar rolhas, é utilizada em dezenas de indústrias, especialmente para design e mobiliário; os resíduos industriais da produção tem alto valor em indústrias técnicas (automobilistica, aeroviária, ferroviária, vedantes) e até mesmo o pó de cortiça é utilizado para geração de energia “limpa”. E é claro, a cortiça é 100% reciclável. Veja abaixo placas de cortiça prontas para beneficiamento.
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Além disso, a pegada ambiental da cortiça é muito pequena: as florestas portuguesas de Montado de Sobro fixam até 1 milhões de toneladas de CO2 por ano e as rolhas de cortiça emitem 10 vezes menos CO2 do que rolhas de plástico e 24 vezes menos do que cápsulas de metal! E se considerarmos também aspectos econômicos, sociais e culturais, a rolha de cortiça vai continuar sendo a minha predileta. A agregacão de valor econômico da indústria da cortiça para Portugal significa 30% do PIB da agricultura, 16.500 empregos diretos e milhares de empregos indiretos associados a atividades que existem em função da preservação do Montado de Sobro, como agricultura familiar, produção de animais domésticos, mel e cera; produção de carvão, pesca e turismo.
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Para os sete países mediterrânicos produtores (Portugal, Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, França e Itália) a atividade corticeira significa a geração de cerca de 100 mil postos de trabalho – e olha só essa: a extração da cortiça, por sua delicadeza e especialização é o trabalho agrícola mais bem pago do mundo!
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E para completar, saiba que a rolha de cortiça protege a qualidade do vinho agregando valor à saúde. Explico: quando em contato com o vinho os taninos e flavonóides da cortiça (também presentes no vinho) formam compostos antioxidantes, antibacterianos e anticancerígenos que ajudam a diminuir o risco de doenças cardiovasculares e degenerativas.
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Pois é, meu caro leitor, e tudo isso preservando a qualidade integral do vinho, especialmente desde 1997 com a adoção do CIPR, um conjunto de normas de fabricação de rolhas de cortiça que praticamente elimina a possibilidade dela contaminar o sabor do vinho. Na verdade esta capacidade de preservação já havia sido demonstrada na vida real, quando 70 garrafas de champanhe produzidas entre 1782 e 1788 pela Veuve Clicquot foram encontradas no fundo do mar Báltico, entre a Finlândia e a Suécia, e se constatou que as rolhas de cortiça as tinham mantido intocadas por mais de 200 anos! (foto abaixo)
--> Então fica fácil entender porque eu – e mais de 80% dos consumidores e vinhos – preferimos rolhas de cortiça. E entre estes consumidores acrescento o depoimento de uma personalidade de prestígio internacional e venerável consumidor de vinhos, o Príncipe Charles do Reino Unido (aliás, um grande ambientalista, presidente de honra da ONG WWF), que disse em discurso no evento Euronatur, em 2002, na Alemanha,  que “Não entendo a razão pela qual alguém quer colocar uma rolha feia e sintética no gargalo de uma garrafa de vinho, mas isso certamente causa impactos negativos a longo prazo". 
Faço um brinde à rolha de cortiça e a todas as pessoas de que procuram ajudar o planeta em seus hábitos de consumo no dia-a-dia: tim-tim!

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Saiba mais:

* Sobre o aquecimento do planeta e a indústria do vinho - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/01/os-impactos-do-rechauffement-de-la.html



* Sobre como a reciclagem de rolhas está criando pranchas de surf: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/07/jovens-empreendedores-da-espanha.html

* Sobre a cortiça: http://www.apcor.pt/

(*) Rogerio Ruschel é jornalista, mora e trabalha em São Paulo, Brasil, onde também é consultor especializado em sustentabilidade empresarial.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Salamanca do Jarau - a lenda gaúcha de um amor proibido que inspirou um vinho de concepção francesa e alma brasieira


Por Rogerio Ruschel e Sonia Denicol (*)

Prezado leitor(a). Sonia Denicol, grande conhecedora de vinhos brasileiros, coleciona histórias  em seu blog Madame do Vinho. Como também sou um contador de histórias aqui no In Vino Viajas, decidimos contar juntos uma história muito interessante que vem do sul do Brasil - o meu querido Rio Grande do Sul - a história do Salamaca do Jarau, uma lenda que inspirou escritores e artistas e agora um vinho do qual você ainda vai ouvir falar. Este post está sendo publicado ao mesmo tempo nos dois blogues. Com a palavra, a Madame do Vinho.

“Adoro vinhos que contam boas histórias. E gosto também de contá-las, como as da Routhier & Darricarrère, lá da Campanha Gaúcha, uma vinícola que valoriza as histórias como forma de perpetuar a cultura através do vinho. Ano passado eles nos apresentaram o vinho Red, com sua simpática Kombi vermelha no rótulo, que contou a trajetória da vinda da família ao Brasil, trazendo para o mundo do vinho o espírito da aventura, da juventude e da descontração.

Agora chega um respeitável Cabernet Sauvignon para contar mais que uma história, mas uma das tantas lendas gaúchas, a do Salamanca do Jarau, documentada pelo escritor pelotense João Simões Lopes Neto – este bigodudo da foto abaixo.

A lenda harmonizou perfeitamente com este vinho, concebido dentro de uma filosofia que o produtor de origem francesa, Anthony Darricarrère, chama de terroir extremo. Isso quer dizer que o vinho foi elaborado com mínima intervenção para revelar, da forma mais autêntica possível, os aromas, sabores e encantos deste terroir tão especial que é o da Campanha Gaúcha. Para mim é vinho que traz a pura expressão e a raça deste chão, com marcados traços terrosos e sanguíneos mesclados a frutas vermelhas bem maduras e aos toques típicos de couro do vinho gaucho. Pode até parecer algo bem rústico, mas posso garantir que é de uma elegância e personalidade incríveis.

As uvas, provenientes de um único vinhedo (na foto acima, de Maria Amelia Duarte Flores), o mesmo do já tradicional Província de São Pedro, tiveram fermentação espontânea por ação das leveduras indígenas, aquelas presentes na casca da uva, que dão tons do terroir ao vinho. A passagem por barricas velhas deu acabamento refinado, que a gente sente num paladar de taninos macios combinados a álcool moderado de apenas 12,5% e acidez que deixa a boca fresca e pede outra taça. Termina deixando o mesmo amarguinho gostoso quando a gente bebe um bom chimarrão (abaixo). 

A lenda do Salamanca do Jarau foi também inspiração para a criação dos rótulos (abaixo), assinados pelo artista gaúcho Gelson Radaelli. Além de consagrado artista, Gelson tem também um pé na cozinha e paixão pelos vinhos. É proprietário do tradicional restaurante Atelier de Massas, em Porto Alegre, onde divide espaço com uma galeria de arte.

Empolgado com o projeto, pintou 30 quadros retratando a lenda, dos quais quatro foram escolhidos para ilustrar os rótulos. As pinturas (veja abaixo em um ponto de venda) tem jeito de arte rupestre, perfeitas para representar um vinho tão natural, integrado a cultura e as características naturais deste lugar que é extremo terroir do Brasil.

E afinal, o que diz a lenda que inspirou este vinho? Quem vai nos contar é o jornalista gaúcho Rogério Ruschel (foto abaixo), editor do In Vinho Viajas, blog que tem leitores em 98 países. O Rogério morou na Serra Gaúcha e também na Campanha, e como conhece um pouco sobre o folclore e a história do Rio Grande do Sul, e também tem como eu o gosto pelo vinho e pelas boas histórias, decidimos contar juntos este misto de história e lenda. Com a palavra, Rogerio Ruschel.

“Amigo ou amiga, boleia a perna, puxa um banco e vá sentando; pega o mate e escuta: vou te contar uma bela história. O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros que melhor preserva suas tradições históricas e culturais - as tais raízes. Os gaúchos tem um linguajar próprio - com dicionários especializados -, comemoram a sua “independência” do Brasil entre 1835 e 1845 conseguida na Revolução Farroupilha, e mantém uma rede de clubes que funciona como embaixadas destas tradições, os CTGs – Centros de Tradição Gaúcha.



Nos CTGs - que são centenas em todo o país e até mesmo no exterior - são relembradas não só a música e a culinária tradicionais, mas também as muitas lendas que os gaúchos tem – e lendas, meu prezado, são histórias do território contadas pelo seu povo para fazer a autobiografia. João Simões Lopes Neto, escritor e empresário gaúcho falecido em 1916, organizou as lendas gaúchas em livros que receberam o prestígio de literatura “maior” da Editora Globo, através do apoio intelectual de escritores brasileiros do primeiro time como Érico Veríssimo e Augusto Meyer. Aliás, a lenda da Salamanca do Jarau registrada por Lopes Neto em 1913 inspirou Érico Veríssimo a escrever o trilogia do célebre romance “O Tempo e o Vento” que já virou filme, série de televisão, peça de teatro, peça de balé e até mesmo história em quadrinhos. Quer dizer: agora a Salamanca do Jarau (o local geográfico que voce conhece na foto abaixo, ao fundo e atrás dos gaúchos) inspira também um vinho...
Mas vamos à história. A Salamanca do Jarau conta a estória de uma princesa moura que séculos atrás teria vindo dentro de uma urna da cidade espanhola de Salamanca, quando caiu o último reduto árabe na Espanha, disfarçada como uma bruxa velha para não ser reconhecida. Chegando ao sul do Brasil com outros cristãos novos, foi transformada em uma lagartixa com cabeça de rubi por Anhangá-Pitã, o Diabo Vermeho dos índios, e foi morar em uma caverna no Cerro do Jarau, município de Quaraí, no Rio Grande do Sul, fronteira com a cidade de Artigas, Uruguai,  não muito longe da Argentina, perto de uma lagoa.  Veja abaixo a princesa-lagartixa.

Um dia o sacristão da igreja de uma aldeia próxima, que ficava no Povoado de São Tomé, na Argentina, do outro lado do rio Uruguai, foi até a lagoa se refrescar quando Teiniaguá surgiu e foi aprisionada por ele em uma guampa. Durante a noite, ao abrir a guampa, acontece uma magia: ela voltou a ser uma linda princesa, pediu um cálice de vinho – que ele roubou do padre – e eles beberam e fizeram amor a noite inteira. Para encurtar a história, meu caro amigo, o casal fez isso durante várias noites (veja imagem abaixo) até que um dia o padre desconfiado do sumiço do vinho os surpreendeu no quartinho da sacristia. Ela voltou a ser uma lagartixa e foi morar numa barranca na beira do rio Uruguai (que é o rio que faz a fronteira do Brasil com a Argentina e também com o Uruguai), e ele foi preso. 

O sacristão foi condenado à morte, mas no dia da execução Teiniaguá voltou fazendo enormes valos na terra, o salvou utilizando magia, e o casal fugiu indo morar em uma caverna profunda, chamada de Salamanca do Jarau (Salamanca quer dizer “gruta mágica”), de onde só sairiam quando surgisse alguém capaz de cumprir sete provas, assim, tipo Hércules. Não vamos entrar em detalhes agora, mas fique sabendo, caro leitor, que o feitiço foi quebrado muitos anos depois por um gaúcho chamado Blau (que já faz parte de outra lenda) e os dois condenados, transformados em um belo casal de jovens, se casaram e geraram a população indigeno-ibérica do Rio Grande do Sul.  Lenda é assim mesmo, caro amigo: mágica como o vinho da Routhier & Darricarrère, lá da Campanha Gaúcha, que agora podemos beber sem medo de virar lagartixa.”


Para conhecer a vida e obra de João Simões Lopes Neto acesse http://www.joaosimoeslopesneto.com.br/


(*) Rogerio Ruschel é jornalista, gaúcho e editor de In Vino Viajas - http://invinoviajas.blogspot.com.br/  

Sonia Denicol é Sommelière e desenvolve um trabalho de divulgação e venda de vinhos brasileiros através de sua marca, a Madame do Vinho – http://madamedovinho.blogspot.com.br