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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Um brinde com Gewurtztraminer no Haut-Koenigsbourg, o espetacular castelo do duque Zarolho na Rota do Vinho da Alsácia


Por Rogerio Ruschel (*)
No alto de um vale fértil da Alsácia, no nordeste da França, a menos de 40 quilometros da fronteira com a Alemanha, próximo da cidade de Sélestat, debruçada sobre o Rio Reno e a Rota do Vinho, se ergue majestosa a montanha do Stophanberch, com 755 metros.

Bem no alto desta montanha Frederico de Hohenstaufen, duque da Suábia, apelidado de “O Zarolho”, construiu um pequeno castelo no século XI para ficar na encruzilhada de duas importantes rotas comerciais da época: as rotas do trigo e do vinho (de Norte para Sul) e do sal e da prata (de Oeste para Leste).

Pois o castelinho do duque Zarolho foi ganhando uns "puxadinhos" e é hoje é um castelão - o Castelo Haut-Koenigsbourg, um dos mais populares monumentos da França, recebendo cerca de 600 mil visitantes por ano - e uma das grandes atrações da parte Norte da Rota dos Vinhos da Alsácia. Fica no vilarejo de Orschwiller e tem uma história de 800 anos: o primeiro registro é de 1146, com o nome de Castelo Castrum Estuphin; foi propriedade dos Habsburgos e dos Tierstein; foi pilhado e incendiado durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) e abandonado em ruínas por mais de dois séculos, até ser restaurado pelo Imperador alemão Guilherme II quando a Alsácia foi anexada à Alemanha em 1871.

Já restaurado, finalmente passou a ser propriedade do governo francês em 1919, com o Tratado de Versalhes. Hoje é um dos mais imponentes castelos europeus, um modelo internacional de restauração e de operação turística com sustentabilidade.

Em seus tres pisos e no jardim medieval de inverno pode-se fazer uma bela viagem no tempo. A arquitetura e o modo construtivo são interessantes até mesmo para quem não é arquiteto, com paredes gigantescas, escadas sinuosas, estruturas de madeira criativas, portas enormes (algumas originais), pequenas janelas com vista surpreendente para os vinhedos do vale, seteiras e amuradas, corredores estreitos, pequenas passagens aéreas, portinhas minúsculas para passagens subterrâneas (veja fotos abaixo) tudo isso com pinturas, esculturas e outras manifestações artísticas.

Operando como um museu aberto, permite que o turista veja um pouco da vida medieval através da mostra do mobiliário de quartos e salas – com belíssimos armários, baús, fogões e aquecedores de cerâmica; o trabalho de ferreiros e cozinheiros e o arsenal - uma coleção de armas, armaduras, escudos, espadas e lanças. Na alta temporada o turista pode até mesmo viver a vida medieval, circulando entre atores que representam pequenos esquetes dentro do castelo!

Para relaxar tem a tradicional lojinha de souvenirs (com livros, brinquedos, maquetes, mapas, guias, etc.), uma lanchonete, um restaurante e um salão de chá para grupos. Durante o verão e primavera uma varanda ligada ao restaurante fica aberta oferecendo uma vista sensacional dos vales com vinhedos da Alsácia. Estive nesse restaurante com minha filha e bebemos um glorioso crémant da Alsácia, um espumante que é uma das tres DOCs (Denominações de Origem Controlada) da região vinícola, harmonizado com queijinhos franceses locais.

O castelo inspira artistas, músicos e escritores. Dois filmes foram rodados lá: o primeiro, no fim dos anos 1930 por Jean Renoir, chamado “A Grande Ilusão”, com foco pacifista, considerado um clássico pelos franceses; e em 1956 o diretor Jacques Becker filmou "As aventuras de Arsène Lupin”, um personagem francês muito divertido. Dizem também que o castelo inspirou John Howe, o designer de cenários da trilogia “O Senhor dos Anéis” de Peter Jackson e que o diretor japones Hayao Myasaki teve ali a inspiração principal para sua premiada animação “Howl’s Moving Castle’. De qualquer maneira é um lugar de cinema, mesmo!

O castelo fica bem no coração da Rota do Vinho da Alsácia, não deixe de visitar. O estacionamento é um pouco longe e você vai ter que encarar uma ladeira até o portão de entrada, a fila que se forma e depois as centenas de degraus por todo o castelo. Mas vale a pena porque afinal é um castelo medieval, e um dos mais bem conservados do mundo! E se você se lembrar das minhas dicas, sente na varanda do restaurante e peça um crèmant da Alsácia ou um delicioso Gewurtztraminer – tim-tim.
Saiba mais sobre a Alsácia em  http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/12/alsacia-um-convite-beleza-e-ao-sabor.html 
e em 
http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/01/os-vinhos-da-alsacia-uma-arte-de-2000.html
 

(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo, percorreu uma parte da Rota do Vinho da Alsácia e quer voltar para fazer tudo de novo.


domingo, 20 de outubro de 2013

Pesquisa da Associazione Nazionale Città del Vino da Itália sugere estratégias e políticas para o turismo do vinho e da gastronomia


Por Rogerio Ruschel (*)
A Associazione Nazionale Città del Vino da Itália reúne 482 comunidades que tem no turismo uma das mais importantes atividades econômicas. A rede oferece 140 “estradas do vinho”, 4.000 albergues (com 142.000 leitos), 1.500 fazendas agroturísticas (com 18.000 leitos), 188 campings, centenas de produtores de vinho e milhares de restaurantes. São responsáveis por 200.000 hectares de vinhedos de qualidade, 80% dos vinhedos com classificação DOC e DOCG da Italia. A Associação faz uma pesquisa anual junto a seus associados, o “Osservatorio sul Turismo del Vino”. In Vino Viajas publica agora o terceiro post sobre esta pesquisa de fevereiro de 2013. Veja os dois anteriores em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/08/a-importancia-da-internet-para-o.html e http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/09/pesquisa-italiana-aponta-seis-razoes.html

O texto abaixo é parte do capítulo “Sobre estratégias, recursos e políticas” do “XIo. Rapporto Annuale” com tradução de Benito Boni e adaptação de Rogerio Ruschel. As palavras originalmente grafadas em negrito foram mantidas assim.
“Arte, cultura e enogastronomia são fortes embaixadores do made in Italy que - não obstante a crise - dão prestigio e relevo internacional ao nosso país.  A contaminação entre esses vetores pode gerar valor, ocupação, novo empreendimento e seria miopia deixar de considerá-los como os coringas (azes) de uma estratégia importante para o futuro, pelo que será ao fim da crise (?) e pelo que será a longo prazo. (Nota do editor: veja abaixo gráfico que mostra a importância dos vários fatores de atração do enoturista).

Um exemplo de quanta  fusão possa haver entre os temas da cultura e do vinho, é dado pelo projeto de cooperação internacional Vintur que lançou com “iter vitis” uma nova forma de promoção, valorização e tutela do patrimônio europeu, material e imaterial, da cultura da videira e do vinho, através da realização e gestão de um itinerário cultural europeu (“iter vitis”). (Nota do editor: o projeto Vintur é de cooperação dos países europeus e você pode conhecê-lo em http://www.arev.org/es).

Que políticas adotar?  Investir sobre as excelências ou reforçar as fraquezas? Adotar o objetivo de crescer quantitativamente (número de visitantes) ou acrescer o valor da visitação? Aumentar outras tantas metas/destinos ou distritualizar (operar dentro de distritos prévios)? Muitas rotas e estradas ou poucas rotas e estradas? As respostas, como sempre, são não unívocas. É necessário fazer uma análise séria de onde se está, onde se quer chegar, com que meios, em quanto tempo e através de quais ações (só assim se podem tomar decisões de estratégia e de marketing).

Estes últimos anos nos dizem porém que existem escolhas e endereços diferentes, com resultados também  diferentes: temos alguns roteiros que operam com inteligência  e com bons resultados, outros que existem só nos mapas. E sobre a fama? Pequenos destinos podem achar a chave do tesouro, enquanto territórios mais amplos e mais conhecidos permanecem estagnados. Porque?
A competição que se estabelece é absolutamente extraordinária com pontas de atratividade e de capacidade concorrencial, seja em escala municipal ou regional de difícil emulação. Perder a ocasião de investir recursos do que resta dos financiamentos europeus  2006-2013 disponíveis e do que será disponível para 2014-2020, seria profundamente auto-lesionista, “um tiro no pé”.

Programar uma grande temporada de investimentos – dos micros aos macros: desde a pequena manutenção dos burgos às grandes infra-estruturas, desde as cadeias hoteleiras à receptividade de hospedarias “verde”, desde a conservação das praças à valorização do território e da paisagem, desde a formação de fundos de investimento ao estímulo para novas empresas, etc.
 Investir nos fatores de importancia estratégica para a inovação e competitividade - apresentados no quadro acima - se apresenta como mais do que uma oportunidade, e sim se torna uma obrigação para o desenvolvimento econômico do país e para as futuras gerações.

(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo, profissional de marketing com ampla experiência em pesquisas e adora passear por rotas do vinho



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A incrível história do vinho Malbec que superou o ódio entre dois países mas tropeçou no preconceito europeu


Por Rogerio Ruschel (*)

Desde o fim dos anos 80 argentinos e ingleses vivem em permanente conflito político e institucional por causa da disputa pela ilhas Falklands ou Malvinas. Pela importância estratégica, pelo “orgulho nacional” e pelo potencial econômico, tudo que diz respeito às ilhas é muito tenso e nervoso. Ou quase tudo, porque o vinho pode quebrar este “gelinho” e está tentando: proprietários de vinhedos da Argentina estão fazendo parceria com viticultores ingleses na produção de um vinho Malbec vintage, transfronteiriço, único no mundo - foto acima.  É a politica do “faça vinho, não faça guerra.”  

A primeira ideia diplomática de cooperação foi o envio de 2 toneladas de uva Malbec produzida em um vinhedo de Mendoza (fotos acima e abaixo) pertencentes ao Gaucho Restaurant Group, a 1.100 metros acima do nível do mar, para um produtor de vinho branco espumante na Inglaterra. As uvas foram escolhidas por compradores ingleses com o compromisso de que chegassem na Inglaterra em até cinco dias, para manter as uvas frescas. 
  As uvas viajaram 11.200 quilometros até a Chapel Down (veja abaixo), premiado fabricante de vinhos e cervejas em Tenterden, no Condado de Kent, que produziu 1.300 garrafas do primeiro vinho transfronteiriço e transcontinental do mundo. O vinho, com o nome de Chapel Down Malbec foi classificado por um analista do site Anorak Wine, como “Midweight and expressive, this is a joyful, pretty wine: Beaujolais meets the Languedoc!"

O milagre diplomático estava funcionando, mas surgiu problema de caráter técnico que criou um problema político. A primeira safra do vinho que foi lançada em Londres como parte do Dia Mundial do Malbec em Abril de 2012, ficou disponível para degustação gratuita na Chapel Down e vendida em 70 restaurantes da Inglaterra, incluindo os restaurantes argentinos Gaucho. Mas por causa das regras do sistema de rotulagem europeu, o produto teve que ser denominado "fruit-derived alcoholic beverage from produce sourced outside the EU” e não pôde ser rotulado e vendido como vinho, vinho europeu. 
O diretor da Chapel Down protestou: “Isso é ridículo. Aqui na Inglaterra nós podemos fabricar cervejas com cevada norte-americana e vodka com grãos russos, mas não podemos fabricar vinho com uvas argentinas?”. Os europeus avaliam a mudança do sistema de rotulagem, mas a Wines of Argentina espera que no futuro este vinho transcontinental seja aprovado pelo Wines Standard Board, porque está baseado em puro preconceito e não em critérios técnicos.


E o que faziam os moradores das Ilhas Falklands/Malvinas enquanto isso? Tosquiavam ovelhas, plantavam produtos orgânicos, recebiam turistas de cruzeiros internacionais e bebiam vinho – muito vinho! Segundo pesquisa de uma universidade dos Estados Unidos, os 2.967 moradores das Ilhas são um dos tres maiores bebedores de vinho do mundo, com uma média anual de consumo per capita de 42 litros, à frente da Espanha (33 litros), Argentina (27) e do próprio Reino Unido (19). Só perdem para os 66 litros/ano consumidos no Vaticano e 55 litros consumidos pelos moradores da Ilhas Norkolk.
Aliás, se o Vaticano consome tanto vinho, o Papa é argentino e a parceria é um bom sinal de amizade, porque o Vaticano não apoia ou encomenda mais vinhos transfronteiriços para acabar com o ódio entre os dois países? Fica a sugestão.

Relembrando o tamanho do ódio rompido pelo vinho: a Guerra de las Malvinas ou Falklands War (veja abaixo) foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido nas Ilhas Malvinas Falkland, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul nos meses de abril a junho de 1982 pela soberania destes territórios. O saldo da guerra foi a recuperação do arquipélago pelo Reino Unido e a morte de 649 soldados argentinos, 255 britânicos e 3 civis. Mais do que isso, a derrota acelerou a queda da Junta Militar e a restauração da democracia na Argentina e permitiu que o governo conservador de Margaret Thatcher vencesse as eleições de 1983. 

Proponho um brinde com um bom vinho - transcontinental ou local - ao fim do ódio e à boa vontade entre pessoas e nações! 


E por falar em Malbec, veja esta nota de Gabriela Gioberchio, do jornal El Clarín, em 14/03/2014: Por primera vez, un vino argentino fue elegido el mejor tinto del mundo en Francia. Es el Bianchi Reserva Malbec que recibió el Gran Premio Trophéé al “Mejor Vino Tinto Seco del Mundo”, la máxima categoría del Vinalies Internationales 2014 que otorga la Unión de Enólogos de Francia. En París, este vino compitió entre más de 3.500 vinos de 41 países y logró promediar el mejor puntaje otorgado por los 150 miembros del jurado internacional. Los entendidos aseguran que el Malbec es una categoría líder y está en plena proyección internacional. Como disse Magdalena Pesce, gerenta de marketing de Wines of Argentina. “Es muy meritorio que un vino argentino haya obtenido este galardón, sobre todo teniendo en cuenta que compitió también con Francia, el país de donde originalmente proviene el Malbec”.
*Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e prefere fazer o amor à guerra.



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sacré-Coeur de Montmartre: conheça a mais charmosa e fotografada igreja de Paris


Por Rogerio Ruschel (*)
Paris nasceu cerca de 4.000 anos A.C. como um povoamento na margem esquerda do rio Sena, no que hoje é o 12o. arrondisement. Em 6.000 anos de história a cidade foi romana, gaulesa, território dos hunos, enfrentou vikings – e chegou a ser a maior cidade européia no século XIV com 200 mil habitantes. E enquanto crescia, se expandia para além da Ilê de La Cité, engolindo as redondezas. (Abaixo, a Basílica Sacré-Coeur vista em sua colina de uma janela do Museu D'Orsay, na Ile de la Cité).

Montmartre – um vilarejo que já no tempo dos gauleses se destinava a cultos religiosos - foi uma das regiões engolidas e hoje é um bairros com mais personalidade de Paris. Montmartre quer dizer "monte dos mártires" porque no alto da colina onde hoje está a Basilica teria sido decapitado São Denis, o primeiro bispo de Paris, no século III, e lugar onde muitos cristãos teriam sido mortos por volta do ano 250. Outra herança religiosa: foi em Montmartre que a Companhia de Jesus (Padres Jesuítas) foi fundada por Santo Inácio de Loyola e seus companheiros em 1534. 

O atual bairro de Montmartre, no arrodisement 18, é uma das regiões mais bucólicas e charmosas da cidade por causa das ruazinhas arborizadas (e ladeiras), pintores de rua, seus cafés e cabarés – e, claro, muitos turistas. E como fica no alto de uma colina, com sua silhueta branca (porque foi construída com mármore travertino e calcita, que libera tinta branca), oferece uma das mais lindas vistas de Paris.

A Basilica foi construida com arquitetura romana e bizantina para levantar a moral da comunidade parisiense logo após a Guerra franco-prussiana (1870-1871), como um memorial aos 58.000 soldados mortos na guerra. Foi construída por dois milionários - Alexandre Legentil e Hubert Rohault de Fleury - que haviam prometido construir uma igreja caso a França sobrevivesse às investidas do exército alemão. Custou cerca de 6 milhões de Euros a valores de hoje e levou 46 anos para ser terminada, o que ocorreu 1923. 

As atrações são arquitetonicas e artísticas como o Mosaico e a estátua de Crristo, os arcos da Cripta, as Portas de bronze, a cúpula, os vitrais e fachadas e as estátuas equestres de bronze de Joana D’Arc e São Luis na fachada externa (veja abaixo).

Embora não seja antiga, a Sacré-Coeur é uma das imagens mais fotografadas em Paris atualmente. De longe ela fica bem visível, no alto da colina, e parece o Taj Mahal da Índia - eu pelo menos tive essa impressão. E quando você está lá em cima, pode ver a enorme escadaria com gramados, fontes e árvores, e ao fundo uma grande parte do sul de Paris; é realmente muito bonito. 

Mas é um passeio que exige um certo planejamento para chegar (use metro, onibus, funicular) e muita paciência, porque na frente e dentro da igreja parece que tem mais gente do que no Museu do Louvre.

Então, meu/minha caro(a) leitor(a) vai devagar, descansa, relaxa e aproveita para caminhar pelo bairro. Em Montmartre visite o Muro do Eu Te Amo (Le Mur des Je t’Aime, acima), uma parede onde a frase Eu te Amo está escrita em mais de 300 idiomas na Place Abesses; a estação Abesses do metrô, uma das poucas art-noveau que restaram na cidade (abaixo).
Passeie calmamente pelas vielas e praças (onde dá para descobrir escadas como esta abaixo) dê uma olhada nos museus (de Montmartre, de Salvador Dali e outros), e na Place des Tertres, um quadrado atrás da Basílica, sempre ocupada por pintores de rua e cercada por bares, cafés e restaurantes.





Descendo da colina, passeie pelas alamedas, fotografe a fachada do Moulin Rouge (abaixo) - um dos mais famosos cabarés de Paris, imortalizado pelos Impressionistas - e faça uma parada no café do filme “O fabuloso destino de Amelie Pouain, do diretor Jean-Pierre Jaunet, de 2002. 


Aproveite para visitar outra celebridade de Montmartre: o pequeno vinhedo Clos de Montmartre, com suas escadas que venceram o tempo e a especulação imobiliária (abaixo). É uma visita curiosa: em 1933 a prefeitura de Paris plantou uvas tradicionais da França em um terreno baldio que tinha virado moradia de desocupados e em 1995 contratou um enólogo e investiu em equipamentos vinificação modernos.

Atualmente os 1.762 pés de 27 castas diferentes de uvas (75% Gamay, 20% Pinot Noir e o resto Seibel, Merlot, Sauvignon blanc, Riesling, Gewurztraminer e outras) produzem cerca de 2.000 garrafas de 500ml cada vendidas por cerca de 40 Euros como lembrança para turistas que ajudam a manter o vinhedo. Conheça esta história em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/05/clos-de-montmartre-o-pequeno-vinhedo.html

Na verdade o bairro inteiro é colorido e festivo e os franceses sempre arranjam uma razão para comemorar (e beber!). Uma delas é a Festa da Vendange – a Festa da Colheita das uvas do Clos de Montmartre  – veja como e porque ela acontece acessando http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/05/a-criativa-arte-grafica-da-festa-da.html
 
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, especialista em sustentabilidade socioambiental e gosta muito de Montmartre.