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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cidade do Cabo, o charme holandes e a rota de vinho mais longa do mundo


Por Rogerio Ruschel (*)

 Vinhedo na região holandesa, Provincia do Cabo Ocidental
 
Algumas das atrações turísticas mais interessantes da África do Sul estão na Provincia do Cabo Ocidental, no extremo sul do continente africano, mais de 1.200 quilometros de Joanesburgo. “Descoberta” pelo navegador holandes Jan Van Riebeeck em 1652, a Península do Cabo oferece mais de 100 praias de areia branquinha, montanhas e vales lindos e verdejantes, jardins botânicos e reservas ecológicas. Parece clichê, meu caro leitor, mas é verdade. 

 Cidade do Cabo

Na Província estão também a Ilha Robben (onde Mandela esteve preso), o Cabo da Boa  Esperança (é, aquele que você aprendeu na escola, que os navegadores "dobravam", onde o Oceano Atlântico se encontra com o Oceano Índico), o Cabo das Agulhas e as Rotas Vinícolas (veja abaixo). Além, é claro, da Cidade do Cabo (Cape Town), uma das mais bonitas que já conheci. Visitei a Ilha Robben – Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – e é chocante ver que Nelson Mandela ficou por mais de 20 anos lá dentro e saiu pregando paz e amor, sem revanchismos! 

A cela de Nelson Mandella na Ilha Robben

Fundada por holandeses em 1652 como ponto de abastecimento de navios da Companhia Holandesa das Indias Orientais, Cidade do Cabo é o mais importante porto e a segunda maior cidade do país, com 3,8 milhões de habitantes. Prédios de arquitetura histórica holandesa e inglesa convivem com mesquitas muçulmanas e arranha-céus modernos, em um belo vale cercado de montanhas pretas e verdes e praias com areias brancas. 

 Victoria & Alfred Waterfront, em Cidade do Cabo, com a Mountain Table ao fundo

A primeira impressão, por causa da Mountain Table (Montanha da Mesa) e do litoral, é que a Cidade do Cabo lembra Rio de Janeiro, com duas diferenças: as praias de lá são muito frias e a mata tropical carioca é mais exuberante - e, é claro, o Rio de Janeiro é mais bonito! (Isso sem falar nas mulheres brasileiras que dão de 10 a Zero). Na cidade pode-se visitar jardins botânicos, bibliotecas, museus e galerias, mercados de flores e de artesanato popular, além das lojinhas e restaurantes do cais Victoria & Alfred, um lugar onde passei quase um dia inteiro comendo frutos do mar com vinhos brancos sul-africanos. Visitei também uma praia onde pinguins são preservados e passei por algumas pequenas comunidades ao redor da Peninsula.

Mas o passeio mais bonito na cidade, sem dúvida nenhuma, é a Montanha da Mesa, onde, depois de pegar um teleférico moderno e espaçoso, chega-se a uma altura de 1.067 metros e se pode ver toda a beleza da cidade e da região, em práticamente 360 graus.  


Vinhos: uma herança holandesa

Ok, OK, Cidade do Cabo é bonita, mas eu queria conhecer um pouco mais sobre o vinho sul-africano. A sudoeste e não muito longe da Cidade do Cabo estão as Rotas Vinícolas nos distritos de Paarl, Stellenbosch e Franschhoeck, cortadas por rodovias (como a Rota 62) e estradas sinuosas em vales charmosos (como Breede River Valley e o Klein Karoo) cercados por montanhas verdes.

 Vinhedos na região holandesa do Cabo Ocidental


São verdadeiros cartões postais nos quais se vê os vinhedos dos principais produtores dos bons vinhos do país, em cidades como Barrydale, Montagu, Ashton, Bonnievale, Tulbach, Paarl e Wellington. Embora oficialmente existam várias Rotas do Vinho, no conjunto se trata da rota de vinho mais longa do mundo. 

 Restaurante em Seldelberg, Paarl: mordomia total!

Nesta Provincia são cultivados mais de 100.000 hectares de vinhedos e produzidos vinhos em mais de 340 adegas e propriedades. Em Paarl ficam várias cantinas da KWV; dizem que o nome Paarl (Pérola, em holandês) vem do fato de que depois das chuvas os pedregulhos de granito da montanha brilham como pérolas. 

 Solar holandês histórico

As cantinas têm programas de degustação e venda de vinhos brancos das cepas Chenin Blanc, Colombard, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling e Semillon e das cepas tintas Cabernet Sauvignon, Pinotage (uma variedade que é quase exclusiva da África do Sul), Merlot, Shiraz e Pinot Noir. 

Adega típica: um convite à degustação

Em Stellenbosch – fundada em 1679 e uma espécie de capital do vinho no país - está a loja do Tio Samie, uma instituição comercial com quase 200 anos que oferece antiguidades, curiosidades, produtos usados e produtos naturais. Na cidade fica a sede da Associação da Cooperativa de Vinicultores, ou KWV, que tem 5.000 acionistas produtores ou comerciantes de vinho. É uma cidade simpática, pequena e bonita, pedindo para você passear pelas ruas com carvalhos alinhados, e talvez a que tenha preservado melhor a arquitetura holandesa no país.

 Vinhedos em Franschhoeck: magia por todos os lados

Voltei para Cidade do Cabo alegre pela beleza e levemente sonolento pelas degustações ao longo do caminho. Dormi na van e sonhei com isso. Brindemos ao sono dos felizes, caro leitor, e até o próximo post, “Vida selvagem: luxo e mordomia na África do Sul"Sawbonna, meu caro – que em zulu quer dizer “minha alma pode ver sua alma”.

e 14% em áreas de preservação.

stas brasileiros foFotos: arquivo pessoal, Great Wine Capitals Global Network e South Africa Tourism

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Saiba mais sobre a África do Sul em
·      África do Sul: aventura, safaris e pinotages - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/07/africa-do-sul-aventura-safaris-e.html  

·      Durban, a Zululândia e Amarulas na África do Sul - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/06/durban-zululandia-e-amarulas-na-africa.html

·      Cidade do Cabo, o charme holandes e a rota de vinho mais longa do mundo - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/06/cidade-do-cabo-o-charme-holandes-e-rota.html

Vida selvagem: luxo e mordomia na África do Sul - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/07/vida-selvagem-luxo-e-mordomia-na-africa.html



 (*) Rogério Ruschel - rogerio@ruscheleassociados.com.br  - é turista inveterado, jornalista e consultor especializado em sustentabilidade (http://www.ruscheleassociados.com.br/ ). É autor ou editor de 28 publicações sobre sustentabilidade socioambiental. Rogerio viajou à África do Sul a convite da South Africa Tourism




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Durban, a Zululândia e Amarulas na África do Sul


Depois de conhecer Joanesburgo, andar em elefantes, fazer safaris congelantes, degustar vinhos locais e curtir uma vida de “buana” ingles, fui para Durban com os outros jornalistas brasileiros do grupo de fantur.


Durban, na costa do Oceano Índico, a pouco mais de 500 quilometros de Joanesburgo, tem uma população próxima de 1,1 milhão de habitantes, dos quais mais de 70% têm algum componente asiático/oriental no DNA (especialmente indianos, malaios e árabes). Principal cidade da Província de KwaZulu-Natal, que faz fronteira com Moçambique, Suazilândia e Lesotho – um Reino encravado dentro da África do Sul - Durban se debruça sobre o Oceano Índico e tem praias com água mais quentes do que Cidade do Cabo.  

 Vista parcial de Durban

É chamada também de Zululândia, por causa da predominância da etnia Zulu, a mais importante do país. Ao longo do litoral, tanto para o norte como para o sul, encontram-se muitas praias badaladas, com hotéis de luxo e nas quais, segundo dizem, pode-se pegar sol o ano inteiro. Come-se bem em Durban e pode-se beber qualquer um dos bons vinhos das regiões produtoras de Paarl, Stellenbosch e Franschhoeck. Além, é claro, de criar boas oportunidades para tomar gloriosos goles da Amarula, a bebida exclusiva da África do Sul que conquistou o mundo.

Hotéis modernos, como o Le Vendome, de Cidade do Cabo, estão em todo o litoral da Província de KwaZulu-Natal

Esta região também é muito rica em santuários selvagens, com florestas abertas, savanas, florestas sobre dunas no litoral, lagos e rios, que convivem com grandes plantações de árvores para a produção de papel e celulose, além de parques e reservas do governo. Visitei tres destes parques, em duas viagens. Em todos estes parques você pode fazer safáris fotográficos para registrar os “Big Five”, como é chamado o quinteto búfalo-leão-leopardo-rinocerante-elefante, além de dezenas de outros animais. Seguindo pelo litoral, mais ao norte, em direção a Suazilândia e Moçambique, é possivel ver muitos golfinhos e fauna e flora diferenciados. Esta é uma região onde aparecem os gigantescos tubarões brancos, e recusei uma oferta “tentadora” de mergulhar em uma gaiola par aver os bichos de perto…

Em dezenas de parques na África do Sul você pode abrir a janela da sua cabana para ver o amanhecer no bush

Como eu tinha interesse em ver comunidades zulus vivendo (quase) como antigamente, fui visitar a Shakaland, uma autêntica vila zulu a 170 quilômetros ao norte de Durban. Tomou um dia inteiro mas compensou. Além de visitar espaços de trabalho, convívio e lazer zulu, assisti a vídeos, shows com música, teatro e danças (incluindo as famosas moças com seios a mostra) e pude tirar muitas fotos. E, é claro, caro leitor, que comprei bugigangas e produtos artesanais diferenciados, produzidos no local, muitos dos quais jea haviam me dito que não encontraria nas lojas do aeroporto de Joanesburgo.

 
No local teria nascido o herói nacional Rei Shaka Zulu, considerado o fundador da Nação Zulu quando uniu centenas de tribos que combatiam entre si contra os invasores europeus. Me disse o guia que pude conhecer os descendentes do Rei… Na região foi construída em 1984 uma cidade cenográfica para a filmagem de uma série de televisão e de um filme – confesso que não vi nenhum dos dois. Posteriormente, em 1988 foi construído o Protea Hotel, baseado em cabanas e com serviços de alta qualidade administrados por ingleses.


Em Shakaland pude ouvir pessoas falando zulu e o curioso dialeto xhosa (as pessoas estalam a boca ao falar), dois dos 11 idiomas oficiais do país. Os demais são o inglês (que praticamente todos falam), o afrikâner (uma mistureba de idiomas, herança holandesa impossível de entender) e nove idiomas étnicos, falados em diferentes regiões do país.

De noite, com as pernas esticadas numa poltrona macia no bar do hotel, fiz uma pequena degustação de vinhos sul-africanos, antegozando a viagem que faria no dia seguinte para o Cabo da África do Sul, para conhecer uma das cinco regiões de vitivinicultura, parte da rota do vinho considerada a mais longa do mundo. Um brinde a isso, caro leitor e até o próximo post sobre a “Cidade do Cabo: o charme holandes”. 

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Saiba mais sobre a África do Sul em
·      África do Sul: aventura, safaris e pinotages - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/07/africa-do-sul-aventura-safaris-e.html  

·      Durban, a Zululândia e Amarulas na África do Sul - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/06/durban-zululandia-e-amarulas-na-africa.html

·      Cidade do Cabo, o charme holandes e a rota de vinho mais longa do mundo - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/06/cidade-do-cabo-o-charme-holandes-e-rota.html

·      Vida selvagem: luxo e mordomia na África do Sul - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/07/vida-selvagem-luxo-e-mordomia-na-africa.html


Por Rogerio Ruschel
Algumas fotos são cortesia da South Africa Tourism

segunda-feira, 2 de julho de 2012

África do Sul: aventura, safaris e pinotages

 
O ranger acendeu o holofote e levei um susto ao ver uma leoa enorme, agachada na escuridão, a menos de cinco metros de mim, os olhos brilhantes fixos em um grupo de gazelas a 50 metros de distância. Congelei ainda mais (era uma madrugada muito frio), porque com apenas um salto ela me alcançaria, já que o Land Rover era aberto.

   O repórter atendo na savana


Esta cena de safari fotográfico, emocionante e assustadora para quem está lá naquele momento, é inesquecível. Era a segunda vez que ia à África do Sul como jornalista convidado, já havia feito um safari deste tipo e sabia que o risco de um acidente é mínimo porque os animais não atacam seres humanos que estejam em veículos (ou elefantes). Mas a sensação de estar assim tão perto de animais selvagens, meu caro leitor, é uma imagem que gruda no cérebro para sempre, reforçada com o cheiro, a cor, os movimentos, os uivos e rosnares e as reações de susto das pessoas. 



Passeando em elefantes


O ano era 2005 e eu estava no Kapama Private Game Reserve, com 13.000 hectares, o maior de um único proprietário na região e um dos mais sofisticados da África do Sul, perto do aeroporto da cidade de Hoedspruit e próximo do mais importante parque de safari fotográfico do mundo, o Kruger National Park, na provincia de Limpopo, cerca de 450 Km de Joanesburgo. 

O Kapama estava inaugurando o lodge do Camp Jabulani (o parque tem quatro lodges) e passou a ser o primeiro a oferecer passeios com elefantes no país. A empresa importou 14 elefantes do Zimbabue, junto com os tratadores/guias que falam um idioma que os elefantes entendem (sim, além de gestos, alguns elefantes entendem até 64 palavras de comando, em inglês, como Stop, Go, Now, Run, etc.). 

O valoroso reporter, com o bonezinho vermelho, ficou com a ***** dolorida


No Kapama levei uma vida de artista de Hollywood, porque se come bem, dorme bem e bebe bem – turismo de primeira cla$$e! Fiz um passeio de umas duas horas pela savana (o “bush”) montado num elefante dócil, mas poderoso (eles arrancam galhos enormes de árvore para se alimentar, enquanto caminham), vendo e fotografando bufalos, zebras, javalis, girafas, antílopes, leopardos, hienas, rinocerontes e leões.


Voltei no fim da tarde ao ponto de partida, um acampamento montado ao lado de um lago onde fui recebido como um ingles em filmes dos anos 70: encontrei uma mesa grande com cadeiras, coberta por toalha de linho, com frutas, queijos, salgadinhos e espetinhos de carne de javali e veado e sucos, água, vinho e champanhe. Me senti o próprio "buana", meu caro leitor.

Lounge do Kapama


Estavam à disposição do grupo garrafas de vinhos riesling (brancos) e merlot, pinot noir e pinotage, uma cepa nativa da África do Sul, criada em 1925 através do cruzamento de Pinot Noir e Cinsaut, todos da região vinífera de Stellenbosch, que fica cerca de 30 minutos de carro da Cidade do Cabo. Optei pelo pinotage e bebi com calma, enquanto por perto rangers armados ficavam de olho nos rinocerontes que pastavam pelas redondezas. Na linha do horizonte pude acompanhar o maravilhoso por de sol na savana africana. Coisa de cinema.

Minha cabana no Kapama

Vinhos: herança holandesa e francesa

A África do Sul fabrica vinhos desde meados do século 17. Em 7 de abril de 1652, o holandês Jan van Riebeeck chegou ao país para instalar uma base para a Companhia da Índia Oriental Holandesa em Table Bay e logo percebeu que o clima era propício para a produção de vinhos. As primeiras cepas vieram de navio da França e a primeira safra foi produzida em 1659. Vinte anos depois foi fundada a nova cidade de Stellenbosch - que visitei - hoje o centro da produção de vinhos na África do Sul. 

 
Vinhedos e montanhas da região de Seidelberg Wine Estate, na Rota do Vinho de Cabo, na Provincia Western Cape, que visitei (Foto cortesia do South Africa Tourism)


No ano de 1688, fugindo de perseguições religiosas, protestantes franceses chegaram ao país trazendo know-how sobre vinicultura e se instalaram na região chamada “canto francês” (Franschhoek). A produção se expandiu no século 18 quando as Guerras napoleônicas cortaram o fornecimento de vinhos franceses à Inglaterra. Em 1886 uma doença dizimou os vinhedos e com o início da guerra anglo-bôer a indústria quase quebrou. A estabilidade só voltou no fim da Primeira Grande Guerra com o estabelecimento, em 1918, da Associação da Cooperativa de Vinicultores, ou KWV, que funciona até hoje, representando cerca de 5.000 produtores de vinho.


KWV Cathedral Cellar no Paarl Wine Emporium, na Rota do Vinho de Cabo, na Provincia Western Cape (Foto cortesia do South Africa Tourism)

Hoje a indústria do vinho sul-africana está dividida em cinco grandes regiões, mas a principal está situada na província do cabo leste, no sudeste da África. O clima mediterrâneo, quente e ensolarado, mas não muito quente, além das montanhas ricas em granito e ardósia que armazenam água, fazem dessa região, um ótimo cenário para a produção de vinhos de qualidade. Além da uva Pinotage (uma variedade quase exclusiva à África do Sul), são produzidos vinhos com uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Shiraz e Pinot Noir (tintas) e Chenin Blanc, Colombard, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling e Semillon (brancas). Vamos falar mais de vinhos sul-africanos em um próximo post, caro leitor.

Amanhecer no bush...

Além do safari

Embora mundialmente conhecidos, safáris fotográficos são apenas uma das atrações da África do Sul - e uma boa razão para conhecer este belo país. Os mais de 8 milhões de turistas que anualmente chegam a África do Sul – especialmente europeus e norte-americanos, além de visitantes do próprio continente – procuram também o encantamento das belas paisagens, a riqueza folclórica das etnias, o conforto de hotéis de qualidade internacional, a gentileza da hospitalidade e o valor cambial da moeda.

  O bush, onde a aventura acontece


Joanesburgo é a principal cidade do país, o portão de entrada dos vôos internacionais. Criada em torno da mineração de ouro, Joanesburgo (ou “Josbérg”, como eles chamam) é uma cidade grande, centro dos negócios do país e um dos principais do continente africano. Entre as atrações estão o Museu da África (bonito, com uma seção de Antropologia interessante), o novo Museu do Apartheid (que conta a história da intolerância racial do ponto de vista dos sul-africanos), a Gold Reef City (reconstrução da cidade do tempo dos pioneiros), e o bairro negro Soweto (sigla para South Western Township, criado no “apartheid” como uma cidade para negros), terra de dois Prêmios Nobel – Nelson Mandela e o Bispo Desmond Tutu. 

 Vista aérea de Joanesburgo


Na Provincia de Gauteng, próximo de Joanesburgo, estão as Sterkfontein Caves (hoje Patrimônio Histórico da Humanidade), onde foram descobertos os mais importantes achados paleontológicos do mundo.  Embora moderna e cosmopolita, com grandes hotéis internacionais, Joanesburgo não é bonita como Cidade do Cabo, não tem o poder político de Pretória, a capital, que fica a apenas 50 quilometros, não oferece paisagens maravilhosas como a das rotas vinícolas do Cabo, e não tem praias como a região de Durban ou o Garden Route. Joanesburgo, vizinha de Pretória, a capital, é o motor econômico do pais, mas não esgota a preferência dos turistas na África do Sul.

Aliás, Durban é o tema do próximo post, em breve aqui no blog. Por enquanto um brinde, caro leitor. Ou sawabona (você é importante para mim) como dizem os zulus!

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Saiba mais sobre a África do Sul em
·      África do Sul: aventura, safaris e pinotages - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/07/africa-do-sul-aventura-safaris-e.html  

·      Durban, a Zululândia e Amarulas na África do Sul - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/06/durban-zululandia-e-amarulas-na-africa.html

·      Cidade do Cabo, o charme holandes e a rota de vinho mais longa do mundo - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/06/cidade-do-cabo-o-charme-holandes-e-rota.html

·      Vida selvagem: luxo e mordomia na África do Sul - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/07/vida-selvagem-luxo-e-mordomia-na-africa.html