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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Exclusivo: Fernando Guedes, CEO da Sogrape, explica por que sua empresa foi eleita pela segunda vez a melhor vinícola do mundo


Por Rogerio Ruschel (*)
Entrevista exclusiva com Fernando da Cunha Guedes, CEO da Sogrape.
Meu prezado leitor ou leitora, quando uma empresa é eleita por duas vezes seguidas como a melhor do mundo na sua área, quem é do ramo precisa saber porque. Pois a Sogrape Vinhos de Portugal S.A. teve a maior pontuação em 2015 e 2016 no ranking da World Association of Writers and Journalists of Wines and Spirits – WAWWJ, o mais importante da aldeia global vinícola – no quadro abaixo o ranking de 2016. Ser bi-campeã é um feito inédito na indústria e você vai saber porque na opinião de Fernando da Cunha Guedes, acionista e CEO da empresa (foto acima) que concedeu uma entrevista exclusiva para “In Vino Viajas”.

Fundada em 1942 a Sogrape fechou 2015 com negócios na casa dos 200 milhões de Euros; é uma multinacional portuguesa com consumidores em 120 paises que são abastecidos por mais de 100 rótulos de vinhos produzidos em Portugal, Espanha, Nova Zelândia, Argentina e Chile (na foto abaixo).

Nasceu no Douro (foto abaixo), a região vinícola com a mais antiga denominação de origem e provavelmente a mais linda do mundo; tem algumas das marcas de vinhos mais respeitadas por especialistas, e mesmo sendo internacional continua a ser uma empresa familiar – aliás, em 2012 foi eleita a “Empresa Familiar do Ano” pela Associação de Empresas Familiares de Portugal.

E na opinião de Fernando da Cunha Guedes esta é talvez a primeira das razões do excepcional desempenho da empresa, porque ser familiar na indústria do vinho ajuda a construir respeito, conservar compromissos e a criar a identidade corporativa. “Vejo uma coincidência de valores entre o que pensam os familiares acionistas e os funcionários”, resume o CEO. E deu como exemplo um compromisso com 75 anos de existência que eu mesmo confirmei ser verdadeiro: o fundador da empresa, Fernando van Zeller Guedes, dizia que na Sogrape “fazemos amigos antes de fazer negócios”. Fernando da Cunha Guedes, seu neto e representante da terceira geração da família no comando da empresa, acredita que as pessoas que trabalham na Sogrape tem amor de verdade pelo que fazem e pela empresa, porque convivem em um ambiente de méritocracia e vêem o exemplo da familia reconhecendo isso: dos quase 1000 funcionários apenas cinco são da família Guedes (foto abaixo).

Esse é um dado relevante, certamente, mas sozinho não explica porque a Sogrape supreendeu todo o mundo ao ser eleita em 2016 como bi-campeã do ranking da WAWWJ. Aliás, meu caro leitor ou leitora, é justo saber que não existe a possibilidade da Sogrape ter influenciado o resultado do ranking, porque a pontuação das empresas é a soma da pontuação que seus vinhos obtiveram em concursos ao longo do ano anterior. Algumas vinícolas podem ter um vinho excepcional premiado em muitos concursos, mas o ranking da WAWWJ, criado em 1999, se tornou o mais importante do mundo porque reconhece o desempenho do conjunto da obra, isto é: apenas soma os pontos obtidos por todos os vinhos das empresas que foram premiados nestes concursos. E veja estes números: em 2015 foram realizados 490 concursos de vinhos no mundo (de âmbito nacional e internacional) que avaliaram 680.930 produtos; destes, a WAWWJ somou os resultados de 80 concursos que tiveram pelo menos 5 países participantes e pelo menos um associado da entidade na Comissão Julgadora. O desempenho da Sogrape foi arrasador: teve 206 rótulos premiados em apenas 9 concursos, somando quase o dobro de pontos da segunda colocada, que participou de 13 concursos – veja o quadro abaixo.
Fernando Guedes considera importante a tradição portuguesa e familiar, a “vocação e paixão pelo que fazemos na Sogrape”, como diz, mas identifica na qualidade dos produtos uma segunda razão determinante para o desempenho da empresa. E como o negócio de vinhos está fundamentado no prestígio da marca, certamente ele tem razão. Com um portfólio que reúne mais de 100 marcas, entre as quais clássicos como Mateus, Gazela, Sandeman e Casa Ferreirinha, a Sogrape coleciona e preserva histórias que vem encantando gerações de apreciadores de vinhos. Guedes falou com orgulho delas, e me surpreendeu falando sobre uma das marcas mais “misteriosas” do mundo do vinho: o vinho do Porto Sandeman.

A marca Sandeman é um caso de marketing com mais de 200 anos – uma absoluta raridade no mundo dos negócios. Foi criada pelo inglês George Sandeman (foto abaixo) que começou a produzir vinho do Porto em 1790, e é uma das mais antigas marcas do mundo

A Sandeman foi a primeira empresa de vinhos do Porto a engarrafar seus próprios vinhos (o que por séculos era feito por terceiros); a primeira a exportar vinhos engarrafados e rotulados; a primeira a fazer investimento publicitário na marca, em 1905 – e isso em Londres, meu caro leitor. Entre os pioneirismos, Sandeman foi a primeira marca a ter um personagem-simbolo, o Don, criado em 1928, um cidadão misterioso com capa de estudante da Universidade de Coimbra e chapéu de Jerez – veja na imagem publicada acima. Por causa disso tudo Sandeman é a marca mais universal de vinho do Porto, prestígio que se reflete em números: em média 18.096 garrafas de Sanderman foram vendidas por dia em 2015! Por dia! Esse personagem deve valer milhões de Euros e eu suspeito que seja um dos ativos mais importantes da Sogrape. Na foto abaixo a coleção Sandeman comemorativa aos 225 anos da marca.

Mas será que o produto continua bom mesmo? Pois anote: o Sandeman Porto Tawny 40 Anos foi o sétimo vinho mais pontuado na classificação geral do ranking 2015 da Association of Writers and Journalists of Wines and Spirits - WAWWJ. De fato, o Sr. George Sandeman Primeiro fazia marketing de primeira classe no século XVIII. E aqui uma surpresa final: ele ainda faz, porque um Sr. George Sandeman Oitavo trabalha na Sogrape (que comprou a marca em 2002), fazendo a gestão da marca e do personagem misterioso criado por seu tataravô… Repito: uma raridade no mundo dos negócios.

Fernando Guedes me disse que cerca de 75% do faturamento da Sogrape vem de fora de Portugal e informou que uma das marcas responsáveis por isso é outro clássico caso de marketing da empresa: o vinho Mateus Rosé. O Mateus Rosé (acima, em sua embalagem mais recente) tem números ainda mais impressionantes do que Sandeman: com 75 anos de existência, no ano passado teve cerca de 20 milhões de garrafas vendidas em mais de 100 países – quase 55 mil garrafas por dia! A marca representa 15% do total do faturamento da empresa e as vendas aumentam cerca de 8% em média, por ano. Na foto abaixo uma etapa de produção do Mateus em foto histórica.

E este desempenho é ainda ainda mais surpreendente se considerarmos que Mateus não é um vinho tinto nem branco – é rosé, um tipo de vinho que muitas pessoas não “sabem como beber”; e além disso vem embalado em uma garrafa redondinha, inspirada nos cantis utilizados pelos soldados durante a Primeira Guerra Mundial, que pode espantar um enófilo tradicional. Veja na foto abaixo o cantil de vinho rosé da Sogrape, em uma embalagem clássica.

Pois é, o “velho” Mateus Rosé tem entre seus admiradores uma grande coleção de personalidades como Jimmy Hendrix (na foto abaixo), Amália, a Rainha de Inglaterra, Fidel Castro, a Rainha Isabel II, Calouste Gulbenkian e o Papa Paulo VI.

Fernando Guedes destaca Sandeman e Mateus Rosé para explicar o desempenho da empresa, mas outras marcas como Gazela, Casa Ferreirinha, Lan, Barca Velha, Callabriga e Quinta da Leda também são importantes. Eu perguntei a ele sobre o porque de lançar um rótulo chamado “Trinca Bolotas”, um vinho desenvolvido para ser harmonizado com carne do tradicional porco alentejano. Ele respondeu que se trata de uma homenagem a este animal que está em rápido “processo de esquecimento”, como caracterizou.

Perguntei se a Sogrape poderia estar criando uma tendência de criar vinhos harmonizadores na empresa; por exemplo, um vinho do Minho com o nome “Verde Sardinhas” ou quem sabe um tinto “Eno-Tripas”… Ele sorriu e desconversou, mas se a missão da empresa é “dar a conhecer ao mundo a variedade e a superior qualidade dos vinhos produzidos em Portugal” e nesta empresa sediada na Vila de Gaia, Porto, se respeita as tradições, quem sabe se a Sogrape não esteja de fato criando uma nova tendência?

Fernando da Cunha Guedes me disse que talvez outra das razões do bi-campeonato da empresa seja ter aceito “o desafio de conhecer e entender as novas gerações”. E explicou que recentemente a Sogrape fez uma reorganização estratégica da qual faz parte uma forte aposta na geração “Y”, conhecida como os "Millennials", os jovens que estão agora com 21 a 38 anos e nos Estados Unidos já se tornaram o segmento populacional com o maior número de consumidores de vinho. E ao que parece a Sogrape está no caminho certo, porque segundo o Wine Market Council (WMC), os “millenials” se tornaram a "geração de esperança" para o vinho.

Então, meu prezado leitor ou leitora, até agora você já viu quatro razões apontadas pelo CEO da Sogrape que ajudam a explicar o sucesso da empresa: 1) o compromisso de fazer amigos antes de fazer negócios; 2) ser uma empresa com o melhor de uma organização familiar mas com gestão profissional de padrão global; 3) só trabalhar com produtos de qualidade e não descuidar do investimento nas marcas estratégicas; e 4) buscar o reconhecimento da geração Millenial como consumidor presente e futuro de seus vinhos.

Mas existem pelo menos outras duas razões também ressaltadas por Fernando Guedes: a inovação permanente e a distribuição própria. Guedes reconhece que no universo do vinho é preciso ter tradição, mas ao mesmo tempo é necessário “dotar a empresa de uma perspectiva permanente de busca da inovação”, em suas palavras. E ressalta que a inovação deve estar em toda a gama da empresa: novas tecnologias produtivas, novas formas de conquistar consumidores, novas formas de gerar negócios, novos produtos. Uma das tecnologias é o WineBioCode, um sistema desenvolvido em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e outras entidades, que permite identificar a casta de uma uva no campo, a partir do DNA, com alta rapidez – na foto abaixo, o Douro, milenar região de pesquisas com uvas.

Talvez as principais “novidades inovativas“ estejam na forma de conquistar consumidores. De olho na renovação da base de consumidores, a Sogrape vem realizando com sucesso eventos para experimentar e promover coquetéis criativos com vinhos do Porto no grande mercado consumidor deste produto, o Reino Unido. Os jovens “millenials” como o da foto abaixo estão adorando a experiência.

O caso mais interessante de inovação para conquistar novos consumidores talvez seja um vinho lançado em agosto deste ano nos Estados Unidos, no qual Fernando Guedes aposta muito; é tão recente que nem consta do site da empresa e posso considerar que se trata de uma notícia em primeira mão para o leitor de “In Vino Viajas”. O novo produto é o “Silk & Spice” e segundo Guedes, “trata-se de um red-blend que foi desenvolvido especificamente e exclusivamente para atender um segmento de consumidores dos Estados Unidos, pessoas que buscam um vinho descomplicado”. A Sogrape desenvolveu o sabor, a garrafa e a embalagem baseada em pesquisas; no rótulo foi colocado um mapa-mundi com roteiros da “rota da seda” feita por viajantes portugueses – aliás, muito bonito, veja abaixo.

Outro aspecto valorizado por Fernando Guedes como provável razão do desempenho da Sogrape é o fato de ser global com distribuição própria. “Evidentemente temos muitas parcerias na distribuição e isso é importante, mas quando nós mesmos somos os responsáveis pela gestão do processo, temos mais facilidade para cumprir nosso compromisso fundamental de fazer amigos antes de fazer negócios”, Guedes explica. E complementa: “A distribuição própria é mais ágil e nos permite manter a identidade desta empresa familiar e global, tradicional e inovadora que procuramos criar”. 
Meu caro leitor ou leitora, aí estão pelo menos seis razões pelas quais a Sogrape Vinhos de Portugal SA foi considerada a melhor vinícola do mundo duas vezes seguidas. Tive a grata oportunidade de conversar por quase duas horas com Fernando da Cunha Guedes – o vinhateiro da foto acima - em um café do Hyatt Hotel em São Paulo, no fim de agosto, com a (agradável) participação do diretor da Sogrape no Brasil, Carlos Santo Gomes, que propiciou o encontro. Aliás, Guedes me disse que, além de ser um executivo estratégico da empresa e conhecedor dos assuntos pertinentes ao Brasil, Gomes é um especialista em China e Oriente. Santo Gomes tem histórias muito interessantes que pretendo contar para você em outra matéria, porque esta já está muito grande.
Conversamos também a atuação da Sogrape no enoturismo e fiquei sabendo de novidades que estão sendo preparadas para breve e que, evidentemente, os leitores de “In Vino Viajas” vão conhecer em primeira mão. O centro de recepção a turistas da Sandeman, em Gaia (acima), e a Quinta do Seixo, abaixo, são duas unidades de enoturismo da Sogrape.

Este encontro demonstrou que entre as vantagens de ser um jornalista que escreve sobre coisas interessantes como vinhos e a cultura do vinho, está a oportunidade de conhecer “gentlemen with brains”, cavalheiros com cérebro como dizia David Ogilvy, meu ex-chefe na agência de propaganda Ogilvy. Brindo a isso e à oportunidade de continuar escrevendo sobre boas idéias e produtos excepcionais com cavalheiros que os realizam. Tim-tim!
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vinho Viajas a partir de São Paulo, Brasil, e admira o trabalho das pessoas que produzem vinhos como parte de uma cultura comunitária






sexta-feira, 17 de julho de 2015

Fazendo storytelling de qualidade, In Vino Viajas é o oitavo site de vinhos do Brasil, o maior da America Latina e lidera tendências globais


Por Rogerio Ruschel (*)

Meu querido leitor ou leitora, o seu carinho não tem preço – mas gera resultados espantosos: “In Vino Viaja” já é o oitavo mais acessado site de vinhos do Brasil (veja acima a lista dos 15 mais). Esta semana, dia 16 de julho, foi divulgado o ranking de internet da indústria vinícola brasileira feito anualmente pela EnoEventos com dados da Alexa - The Web Information Company, empresa do grupo Amazon.com especializado na análise do tráfego da Internet, cuja base de dados contempla milhões de páginas residentes em mais de 130 países. O ranking 2015 da EnoEventos/Alexa (abaixo), coordenado por Oscar Daudt, analisa cinco segmentos da indústria separadamente: Vinícolas, Importadoras, Sites e blogs (onde “In Vino Viajas” foi considerado), Organizações e Associações e Lojas virtuais, em um total de 326 portais e sites.


“In Vino Viajas” - criado em 2012 e dedicado à cultura do vinho, enoturismo e turismo de qualidade - era o décimo em 2014 e agora é o oitavo mais acessado site de vinhos do Brasil. Este resultado reforça o que já sabíamos: com leitores em 129 países - mesmo sendo escrito em português - “In Vino Viajas” é o site de cultura do vinho e enoturismo mais popular e importante da America Latina, com uma média de 6.400 acessos diários nas redes sociais. E para minha supresa, em recente evento em Portugal fiquei sabendo que o que fazemos desde 2012 é denominado storytelling (contação de histórias, em livre tradução), é a tendência mais moderna de jornalismo na internet e  "In Vino Viajas" é um dos modelos internacionais sobre isso. Uau! Aliás, esta informação está sendo comprovada pelos convites para fazer palestras no exterior: em 2015 participei de dois eventos em Portugal (Minho e Alentejo), um em Montevidéu e outro na Espanha - veja abaixo.

Voltando 
--> à pesquisa: “In Vino Viajas” ficou bem colocado mesmo quando comparado com outros setores do ranking no Brasil. No ranking de Vinícolas, “In Vino Viajas” tem classificação global 185 e a vinícola com mais acessos no país em um total de 81 empresas, tem posição global 593 (veja acima); no ranking de Importadoras, “In Vino Viajas” só tem menos acessos do que tres gigantes – também em um mercado com 81 empresas (veja abaixo). E se estivesse no ranking de Lojas Virtuais, “In Vino Viajas” ocuparia o nono lugar – sem fazer ofertas e sem vender absolutamente nada, apenas contando histórias que divertem e emocionam pessoas cultas e exigentes, como você.

Também no começo de julho tive outra boa notícia: ultrapassei 3 milhões de acessos no Google+, que soma os acessos ao blogue e a redes sociais como Facebook. Atualizando: em dezembro de 2015 o número de acessos ultrapassou 3,7 milhões e os cálculos mostram que pelo menos 6.400 pessoas acessam todos os dias textos produzidos por este seu dedicado editor. Veja abaixo.

Tenho recebido convites do exterior para publicar minhas matérias e para fazer palestras sobre meu trabalho porque, segundo me dizem, publico conteúdo consistente, reportagens de verdade com entrevistas, pesquisa com fontes, confirmação de dados e até mesmo as vezes “furo” mídias mais poderosas dando notícias em primeira mão. Nas fotos abaixo dois momentos de pequeno exibicionismo que você vai perdoar: eu fazendo uma palestra em Portugal no Congresso Internacional de Enoturismo-Europa para uma platéia seletiva em julho/2015; e parte de uma entrevista para divulgar minha participação como professor em um curso da Universidade de Alicante, na Espanha, em novembro de 2014. Atualizando: depois disso, fiz palestras em Montevidéu, Uruguai (setembro) e Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, Portugal, em outubro/2015.
Vendo os resultados do Ranking EnoEventos/Alexa 2015, fico feliz em saber que o mais completo ranking setorial do Brasil está provando que qualidade atrai quantidade, que existem muitas pessoas como você que procuram algo mais além do que está dentro de um cálice de vinho, que querem saber mais do que quantos pontos tem uma garrafa de vinho para exibir aos amigos. 
Porisso meu querido leitor ou leitora, faço um brinde a você, prometendo me dedicar cada vez com mais afinco a pesquisar e contar histórias que divertem e emocionam pessoas cultas e exigentes. O ano de 2016 vem ai e terá muitas novidades.
Muito obrigado pelo prestígio de sua leitura.  
Para conferir o ranking completo;http://www.enoeventos.com.br/201503/rank/rank.htm
(*) Rogerio Ruschel é jornalista profissional e escreve sobre cultura do vinho, enoturismo e turismo de qualidade porque gosta - e ao que parece consegue cmpartilhar este prazer com seus leitores.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Fazendo conteúdo de qualidade, In Vino Viajas já é o 10o. site de vinhos mais acessado do Brasil e mantém leitores em 98 paises

Por Rogerio Ruschel (*)
Em pouco mais de dois anos, e graças ao prestígio emprestado por leitores como você, o In Vino Viajas, este blogue de Cultura do Vinho e Enoturismo já é o 10o. site sobre vinhos mais visitado do Brasil, entre 86 que medem audiência. Uma alegria para este editor e um espanto para alguns desinformados. O ranking EnoEventos/Alexa é organizado anualmente desde 2010 pelo portal EnoEventos - o maior do setor no Brasil - com dados públicos do Alexa.com, um site do grupo Amazon.com especializado na análise do tráfego da Internet. A edição 2014 foi divulgada em meados de setembro, e oferece 100% de imparcialidade. Pelo ranking, quanto menor for o número da coluna da direita (Alexa 2014 - x 1000), melhor a colocação. Por exemplo, In Vino Viajas é o site com a 262.000a. colocação em um universo de 35 milhões de sites avaliados pela Alexa em todo o planeta.

Para alguns desinformados os números surpreenderam ao mostrar a popularidade de um blog de cultura do vinho e enoturismo com 2, 3 a até 10 vezes mais acessos do que blogs de avaliação de vinhos com tradição no mercado, sites dze vinícolas de grande porte e de entidades setoriais. A posição de In Vino Viajas no ranking mostra que SIM, há interesse por informações sobre a história, a tradição e a cultura que cercam a produção do vinho; pelo ambiente de produção e seus atrativos turísticos, por aspectos que vão além da taça do vinho e de seu rótulo. Instalar o medidor de acessos do Blogspot e o FeedJit também permitiu descobrir outra informação preciosa: em menos de 12 meses registramos leitores em 98 países, o que transformou o In Vino Viajas no mais internacional do Brasil em seu segmento! E In Vino Viajas continuará sem receio de mostrar seus números: o leitor pode ver a qualquer momento do lado direito da página HOME o volume e a origem dos acessos. 

O desempenho dos blogs
Embora nem todos os sites tornem públicos seus dados de acesso, consultando-se o banco de dados do Alexa.com como o ranking da EnoEventos fez, constata-se que os 11 blogs mais bem avaliados (gráfico acima), têm mais acessos do que a oitava loja virtual de vinhos mais acessada (abaixo). Quer dizer: loja virtual que desdenha fazer propaganda em blogs de qualidade pode estar sofrendo de miopia de marketing.

Nesta edição de 2014 o ranking EnoEventos/Alexa pesquisou 91 vinícolas, 78 importadores, 85 sites e blogs, 34 organizações e associações e 42 lojas virtuais – veja o ranking de lojas virtuais acima. As cinco vinícolas mais acessadas foram a Salton, a Aurora, a Miolo, a Casa Valduga e a Luiz Argenta. As importadoras mais acessadas pela internet foram a Mistral, a Decanter, a Grand Cru, a Peninsula Vinhos e a Todo Vino. Entre as organizações setoriais brasileiras, as cinco mais visitadas foram a ABS-SP (Associação Brasileira de Sommleiers, SP), a Viticultura, o Ibravin, a Vinhos do Brasil e a Aprovale – Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos. Já as cinco lojas virtuais de vinhos mais acessadas foram a Wine, a Evino, a Vinho BR, a Winestore e a Imigrantes Bebidas.  

Aprendizado necessário
E aqui está outra informação preciosa para quem leva a sério o marketing e a comunicação das vinícolas brasileiras: os 16 blogs mais bem avaliados (primeiro gráfico, acima), têm mais acessos do que o primeiro site mais acessado das vinícolas brasileiras, a Salton - veja abaixo. Quer dizer: a desqualificação técnica em produção e gestão das vinícolas, detectada por recente pesquisa da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Ibravin, comentada aqui( http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/09/pesquisa-revela-o-perfil-da-industria.html ) também ocorre com o marketing e comunicação mais básicos, primários até, que é ter seu próprio site como ferramenta de negócios. Esta realidade deixa claro que gestores de sites de vinícolas poderiam aprender muito com profissionais e blogueiros de qualidade, o que é normal em qualquer atividade industrial (o benchmarking), mas aparentemente não o é na vinicultura brasileira, porque a maioria dos gestores parece continuar trabalhando como seus avós...

Este baixo volume de acessos a sites de vinícolas também aparece em algumas importadoras consideradas importantes e nas organizações setoriais (veja abaixo). Oscar Daudt, diretor do Portal EnoEventos e organizador do Ranking, apresenta algumas das razões disso: “Muitas vezes uma empresa investe um bom dinheiro no desenvolvimento de sua página na internet, imaginando que apenas o fato de participar da rede irá trazer a visibilidade almejada. Nunca é assim e normalmente o capital investido vai direto para o ralo, visto que o site não é acessado pelos consumidores que nem tomam conhecimento de sua existência. Falta a divulgação permanente e um conteúdo dinâmico e bem estruturado para atrair os visitantes e fazer com que eles retornem com frequência. Além de mostrar aos leitores a importância de cada um dos sites de vinhos do Brasil, a presente análise servirá, também, para orientar as próprias empresas na estratégia de divulgação de suas páginas. É importante estar presente na Internet, mas isso só não basta. É necessário, também, aparecer.”


Acho que o segredo do sucesso do In Vino Viajas foram dois: a produção e entrega de um conteúdo dinâmico, de qualidade, atraente e bem estruturado que atrai visitantes do Brasil e de outros 97 países; e a divulgação do blogue, feita de maneira dedicada, profissional, intermitente. O que podemos fazer para vinícolas, importadoras e outras organizações que compreendam a importância estratégica do canal de vendas chamado internet.

Para conhecer todos os rankings acesse http://www.enoeventos.com.br/201403/rank/rank.htmm

(*) Rogerio Ruschel ( rruschel@uol.com.br) é profissional de marketing e comunicação com experiência de 40 anos em propaganda e consultoria especializada; professor universitário e jornalista especializado.