Cultura do Vinho, Enoturismo e Turismo de Qualidade * O 8o. site de vinhos mais acessado do Brasil (Ranking EnoEventos/Alexa 2015) * O mais internacional blog de Cultura do Vinho e Enoturismo da América Latina, com leitores em 136 países
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quarta-feira, 16 de maio de 2018
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Um brinde ao novo e melhor: In Vino Viajas começa 2017 com nova imagem, em novo endereço, mais moderno, mais elegante e com mais serviços; este é o último post aqui.
Por Rogerio Ruschel (*)
Estimado
leitor ou leitora: bem-vindo ao Ano Novo de 2017 e ao novo In Vino Viajas. Depois de quatro anos e meio de crescimento seguro
e rápido, In Vino Viajas vai começar o ano mais bonito, mais moderno, mais elegante, mais
dinâmico e com mais serviços em um novo endereço que você vai conhecer em http://www.invinoviajas.com/
Hoje In Vino Viajas tem leitores em
136 países, especialmente no Brasil, Estados Unidos e Portugal, pessoas de bom gosto que apreciam histórias que divertem, informam e sensibilizam – veja abaixo o
quadro com os 5 países com maior número de visualizações.
No novo
endereço as mudanças começam pela plataforma, de Blogspot para Wordpress, o que
vai permitir mais agilidade na publicação e melhor leitura em aparelhos móveis
como celulares, tablets e smartwatches e em equipamentos convencionais como
desktops, notebooks e handhelds. Eu, que sou o editor, vou ganhar uma série de
novos recursos para trabalhar e isso aos poucos vai se transformar em muitas
novidades para os leitores.
Alem das
facilidades operacionais, o novo In Vino
Viajas será uma plataforma de internet incorporando vários recursos que vão
dinamizar o jornalismo de qualidade que o levou a ser o mais importante site de
cultura do vinho da America Latina, entre os quais:
· um canal próprio no
Youtube para que possamos transmitir eventos e festas populares, publicar
cursos, fazer matérias on-the-road e entrevistar pessoas que fazem a cultura do
vinho mais dinâmica e mais importante para todos;
· um endereço exclusivo
no Instagram para publicar imagens, quadros e estatísticas para profissionais,
mostrar as melhores fotos de nossas viagens e publicar as fotos dos nossos
leitores que queriam compartilhar suas lembranças;
· uma plataforma de
captação, formatação e envio de endereços eletrônicos de leitores e pessoas
interessadas na cultura do vinho, no enoturismo e no turismo de qualidade que
vai permitir o compartilhamento de reportagens jornalísticas na forma de newsletters e
revistas eletrônicas;
· canais próprios no
Facebook e Twitter para estreitar relacionamento com amigos e leitores, todos pessoas
de muito bom gosto que viajam por lugares incríveis e que poderão compartilhar
sua alegria de viver.
Até o fim
de novembro de 2016 In Vino Viajas
havia publicado 430 reportagens e atingido o número de 33.882 acessos por mes –
veja o quadro abaixo.
Com estes
novos canais vamos poder ampliar o leque de cobertura, aumentar a base de
leitores, atender segmentos específicos de interesse e oferecer serviços de jornalismo, comunicação
e promoção de maneira mais objetiva para comunidades, entidades representativas, empresas e
instituições associativas, setoriais e de desenvolvimento. Atualmente já oferecemos alguns desses serviços e estes novos recursos
nos ajudarão a manter a independência econômica que se traduz em jornalismo
independente, profissional e de qualidade. Entre estes serviços estão:
· Ampliação da oferta
de cursos e palestras do editor, Prof. Rogerio Ruschel (na foto abaixo), em eventos regionais,
congressos, seminários e wortkshops. Temos feito isso na America Latina e na
Europa abordando temas como por exemplo: estatísticas
com os melhores indicadores dos resultados do Enogastroturismo; planejamento
estratégico de marketing do Enoturismo; como o marketing de território pode
agregar valor ao patrimônio comunitário; lições de sucesso no marketing do
Turismo; casos de sucesso no uso das mídias sociais na Promoção de Vinhos,
Enoturismo e Turismo Cultural; ideias para promover um destino nas midias
sociais; histórias divertidas e interessantes de 8.000 anos de cultura do vinho
no mundo;
· Publicação de reportagens contratadas. Eu mesmo, como editor, ou jornalistas
de In Vino Viajas vão visitar,
pesquisar, entrevistar e fotografar os patrimônios humano, histórico, cultural,
econômico e social de uma região e publicar reportagens que serão lidas pelos
milhares de leitores do site, mas que poderão ter um alcance multiplicado, com
baixo custo, com o aproveitamento do material jornalístico nos canais de
YouTube, Instagram, Facebook, Twitter e nas publicações especiais e revista
eletrônica;
· Publicação de livros impressos e e-books de caráter técnico para profissionais, como por exemplo, um
livro com nossa palestra com “50 ideias promocionais bem sucedidas em enoturismo
em todo o mundo” ou guias de viagens diferenciadas em regiões de alto interesse
turístico ou estratégico para a cultura do vinho no mundo. O primeiro e-book sobre "5 delícias de Paris" já está disponível para você baixar, e é grátis!
Em
eventos internacionais In Vino Viajas
é referido como um exemplo de storytelling
no jornalismo da cultura do vinho. Já publiquei 430 reportagens contando historias
sobre vinhedos, vinhos, queijos, gastronomia, azeite de oliva, frios, temperos
e produtos alimentícios típicos. Pesquiso no mundo inteiro, entrevisto
profissionais, dirigentes e lideranças relacionadas à cultura do vinho, vinhos,
enoturismo e turismo de qualidade.
Escrevo também
sobre patrimônio histórico rural e urbano, arquitetura, parques, jardins,
museus e eventos culturais que animam as pequenas comunidades ou agitam as
grandes cidades, porque sei que isso tem valor para quem se ama e ama seu país.
Como os tchecos, turcos, norte-americanos, italianos e outros cidadãos que
estavam acessando In Vino Viajas ao
mesmo tempo como mostra a imagem abaixo.
Escrevo
sobre arquitetura de vinícolas, bares e lojas de vinhos interessantes ou
curiosas; sobre novidades de enologia e viticultura e sobre marketing, para
compartilhar boas ideias entre os leitores que produzem, distribuem ou vendem
serviços como turismo ou produtos como vinhos e azeites. Escrevo sobre as belezas do
Brasil e fico muito feliz quando vejo que pessoas do mundo inteiro lendo sobre meu país – como, por exemplo, um leitor do Uzbequistão, na Ásia Central, lendo
sobre o Mercado Ver-o-Peso, de Belém do Pará (abaixo).
Escrevo
sobre meio ambiente, impactos ambientais, estratégias e produtos mais
sustentáveis; vinhos biológicos, orgânicos,
biodinâmicos e naturais e vejo que a cada dia mais leitores querem se informar
e mais organizações querem debater esse assunto, o que me leva a fazer
palestras como em um curso sobre vinhos eco, micro, top e show na Universidade
de Valência, Espanha, em 2015.
In Vino Viajas tem sido, desde 2012, um contador de histórias, um storyteller. E agora, a partir deste
início de 2017 iniciamos esta nova fase com um site mais moderno, mais elegante, mais
abrangente e com mais serviços para continuar contando estas histórias que tem conquistado o carinho de milhares de
leitores, no mundo inteiro.
Obrigado
pelo prestígio. Agora convido você a vir comigo e olhar para o futuro. Conheça já o novo site em http://www.invinoviajas.com/.
Saúde!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Uma visita à Quinta do Seixo, da Sogrape: a impressionante beleza dos vinhedos do Douro, em Portugal, e a difícil tarefa de tentar registrá-la
Meu prezado leitor ou leitora, me recostei
uma videira velha ao lado de um muro de pedra e em respeitoso silêncio
mergulhei meus olhos naquela paisagem magnífica por mais de um minuto. E nas
três horas seguintes quase não consegui parar de tirar fotos, tentando
aprisionar aquele cenário de beleza milenar em uma pequena e ridícula câmera
fotográfica. É impressionante! Sou um jornalista experiente e só fiquei assim,
sem palavras, em poucos locais na minha vida. E o Douro Vinhateiro, em
Portugal, é uma dessas – e creio que impressiona todo mundo porque foi
reconhecido pela Unesco como um Patrimônio da Humanidade em 2001.
Estive lá no começo do inverno, em dezembro, e
embora os vinhedos não tenham a beleza colorida da primavera, o movimento é
menor; em 2015, só em barcos mais de 750 mil turistas estiveram lá. Fui convidado pela Sogrape Vinhos, a
maior e mais premiada vinícola de Portugal, para visitar a Quinta do Seixo, uma
das propriedades mais bonitas do Douro e berço do Don
Sandeman, a marca de vinho do Porto com 225 anos que em 2015 vendeu 6,7 milhões
de garrafas em mais de 130 países – mais de 18.000 garrafas por dia!
Vou contar esta história, mas antes seria bom
você saber porque este é considerado um dos destinos imperdíveis do mundo.
Localizado no Norte de Portugal, o Douro é um lugar histórico: foi a primeira
região vinícola do mundo a ser uma Região Demarcada, em 1756 É um vale
recortado pelo rio Douro (e afluentes) que nasce na Espanha e desagua no
Atlântico, nas cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, depois de percorrer 897
kms.
Hoje, depois de centenas de anos de cultivo
de uvas, atividade que começou no tempo dos romanos, é uma das mais belas
regiões vinícolas do mundo. Sabe aqueles lugares onde você simplesmente não
consegue parar de fotografar? Pois o Douro é assim e eu não resisti, como
mostra a foto abaixo.
Os vinhedos são plantados de três diferentes
maneiras: em socalcos (zonas com inclinação muito elevada, geralmente com muros
de xisto – como na foto acima), em patamares (terraços sem muros de suporte
como na foto abaixo) e no alto (topos) e o solo é basicamente de xisto com
incrustrações de natureza granítica. Pois é: o Douro tem um solo empedrado e
pobre e uma dificuldade acachapante para trabalhar. Mas é de lá que vem a matéria-prima
e é produzido o famoso vinho do Porto e os vinhos de mesa com a DOC Douro.
Você pode visitar o Douro de trem (comboio),
de barco, de carro ou misturando as opções. Fui com o trem IR863 que leva 2:30
hs da Estação São Bento, no Porto, até Pinhão, uma pequena vila à margem
direita do Rio Douro, que é o coração do Alto Douro Superior e voltei de carro com Inês
Vaz, Press Officer da Sogrape.
A viagem acaba sendo rápida porque você não
se cansa da paisagem e a chegada em Pinhão (acima) é uma prenúncio da beleza
que está por vir: a estação de
Pinhão é uma das mais bonitas de Portugal. Construída no século 19, é coberta por 25 painéis de azulejo de
autoria de J. Oliveira em 1937, que representam cenas da cultura da uva e
produção de vinho na região como as das imagens abaixo.
A Sogrape tem seis
quintas no Douro, com um total de 486 hectares de
vinhas plantadas com uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta
Barroca, Tinta Roriz e outras, sob a coordenação do enólogo Luis Sottomayor. A
Quinta do Seixo fica na margem sul do rio Douro, no Cima-Corgo (Douro Superior),
cerca de 15 Km da estação de Pinhão, e tem 71 hectares de vinhas plantadas nos
sistemas patamares e vinha ao alto.
Propriedade da Sogrape desde 1987, a Quinta
do Seixo hoje é um moderno centro de vinificação no qual são produzidos vinhos
do Porto e vinhos de mesa e também tem instalações de enoturismo que oferecem
visitas guiadas à adega, à loja e aos lagares robotizados com apresentações
multimídia sobre o ciclo de produção do vinho, complementados por degustações,
cursos e experiências turísticas em uma sala com uma vista panorâmica
espetacular sobre o rio Douro – veja as fotos abaixo.
Você escolhe: os roteiros podem ter de 60 a
120 minutos, custam entre 10 e 38 Euros e incluir a degustação de até cinco
vinhos do Porto em uma sala impecável (foto acima) acompanhados ou não de uma
seleção de queijos regionais do Douro e de uma visita às Vinhas Velhas. Meu
roteiro foi especializado e Eduardo Gomes-Helena, consultor em viticultura e
enologia, foi meu guia na visita técnica (foto abaixo).
E por falar em visita técnica, acho justo
registrar que além dos vinhos excepcionais e do cenário inesquecível, a Quinta
do Seixo tem produzido também outro ativo importante: conhecimento em
sustentabilidade. Gomes-Helena me falou com entusiasmo sobre este assunto: entre
outras ações, a Quinta realiza monitoramento da diversidade nas videiras e no
ecossistema do entorno (contando insetos, por exemplo); promove a
biodiversidade plantando mudas de espécies autóctones como madressilva,
rosmaninho, roselha, caril, medronheiro e espinheiro; restaura a cobertura
vegetal natural e combate pragas das videiras reduzindo ao máximo o uso de produtos
químicos. O técnico me falou que entre outras ações eles vem provocando
confusão sexual na traça-da-uva para ela não se reproduzir mais…
Agende sua visita no site da Sogrape https://www.sograpevinhos.com/visitas/cave/4
- ou em agências de turismo especializadas de Porto.
(*) Rogerio Ruschel é editor de In
Vino Viajas baseado em São Paulo, Brasil, e é o autor de algumas das fotos; as demais são de Sonia Fonseca.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Porque a cultura popular brasileira, tão rica no folclore, música, artes, literatura e culinária, continua invisível no turismo?
Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor ou leitora, quero
convidá-lo(a) a refletir um pouco sobre cultura popular, nosso patrimônio
coletivo. Esta semana o Ministério do Turismo divulgou o desempenho do turismo
brasileiro em termos internacionais em 2016: crescemos 5%, com 6.6 milhões de visitantes, o que é pouco, porque sediamos as Olimpíadas. Veja a série histórica abaixo.
Talvez pudéssemos melhorar nossa atratividade
turística se valorizassemos coisas exclusivas do país que poderiam nos ajudar a
competir com outros destinos. Por exemplo, um patrimônio cultural exclusivo -
nossa rica e diversificada cultura popular - relacionada a um de nossos maiores
patrimônios naturais, a água. Na foto de abertura, cena da lenda da
Vitória-régia.
Pois sugeri isso recentemente em um evento internacional. Dia 5 de dezembro de 2016 fiz uma palestra
no “1st International Forum on Tourism and Heritage - Water, Heritage and
Sustainable Tourism – IFTH-16” organizado pela Univesidade Portucalense – UPT na
cidade de Porto, Portugal – veja foto acima. O congesso reuniu palestrantes de
universidades de 14 países com o objetivo de “chamar a atenção para a
importância da preservação da água no turismo (e na vida em geral) que se
esgota na natureza e que em muitos locais do planeta é já um grande problema”,
nas palavras da Dra. Isabel Vaz de Freitas, diretora do Departamento de
Turismo, Património e Cultura da UPT.
Minha palestra foi sobre “A Amazônia Azul – A influência do
patrimônio tangível e intangível dos recursos hídricos do Brasil na construção
da identidade social e cultural dos brasileiros e seu aproveitamento
turístico”. Para quem não se lembra, “Amazônia Azul” é o
nome que a Marinha Brasileira dá ao nosso mar territorial, um conceito que
expandi para todos os recursos hídricos do país nesta palestra (na foto abaixo,
Anavilhanas, Amazonia).
Para o trabalho pesquisei fontes como Câmara Cascudo,
Darcy Ribeiro, Silvio Romero e o Plano Nacional de Turismo 2013/2016 da Embratur para identificar
os mitos e lendas da Amazônia Azul trazido pelas três etnias fundamentais da
nação brasileira (índios, portugueses e negros) na cultura brasileira em geral,
no folclore, música, danças populares, poesia, artes, literatura, culinária,
construcão naval, etc. Na sequência avaliei como estas várias dimensões do
patrimônio cultural derviado das águas no Brasil são percebidas, reconhecidas e
utilizadas turísticamente pelos brasileiros. Na foto abaixo a representação
artistica de Tarsila do Amaral sobre as etnias dos operários brasileiros,
Comprovei o que já sabia: nossa cultura popular é riquíssima, mas
pouco valorizada e muito pouco explorada turísticamente. Grande parte de nossa
cultura está ligada às águas; a própria Padroeira do Brasil (na foto abaixo, com o Papa Francisco), o maior pais
católico do mundo, veio das águas,
quando Nossa Senhora Aparecida foi “pescada” em 1717 no rio Paraiba do
Sul.
Temos dezenas de lendas ligadas às aguas como a lenda da Boitatá (imagem abaixo), da Cobra-Grande, da Iara ou mãe-d'água
e da Vitória-régia, mas elas raramente
se transformam em temas de um produto turístico.
O Brasil tem
uma construção naval muito rica; como Amyr
Klink já havia demonstrado, nossa arquitetura
naval popular reúne tradições ibéricas, mediterrânicas, norte-européias,
africanas, asiáticas e americanas e o Projeto “Barcos do Brasil” associado ao Museu Nacional do Mar (estabelecido
em 1993 na cidade de São Francisco, Santa Catarina, pólo de imigração açoriana)
e a três
embarcações (a canoa costeira Dinamar, o saveiro de vela Sombra da
Lua e a canoa de pranchão Tradição), foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Na literatura, poesia e música temos a realização de danças folclóricas como o frevo (acima) e
fandangos no litoral, mas a maior contribuição da cultural popular na música talvez seja mesmo o samba. O samba
nasceu no cais do porto do Rio de Janeiro (em Valongo, hoje local do
Sambódromo, projetado por nosso talento de exportação Oscar
Niemeyer) e creio que somos o único pais do mundo a
ter uma canção popular utilizada como ferramenta de estratégia
geopolítica: ”Esse mar é meu”, um samba de João Nogueira sobre as 200 milhas
náuticas talvez incentivado pela ditadura militar no fim dos anos 60 para apoiar a
decisão brasileira de aumentar seu mar territorial que “inimigos externos não
queriam", e que virou tema da Escola de Samba Portela em 1981.
A importância das águas na música e na
poesia inspirou talentos reconhecidos mundialmente
como Dorival Caymmi, Vinicius de
Moraes, João Marcelo Bôscoli, Tim Maia, Jorge Amado, Tom Jobim, Di Cavalcanti,
Oswaldo Goeldi, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e muitos outros. Poucos
eventos de fato valorizam isso com qualidade internacional, e um deles é a Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP (foto acima) que já conquistou o respeito internacional.
Realizamos centenas de eventos regonais e locais relacionados à
água em todo o país - como as portuguesas procissões Marítimas de Nossa Senhora dos Navegantes e São Pedro,
e as africanas as Festas de Iemanjá
- mas temos poucos produtos turísticos
de padrão internacional com foco na cultura popular. Entre estes destaco o Carnaval
(que pode abordar temas relacionado à água), Círio de Nazaré e as Festas de São
João – mas apenas um grande evento valoriza os mitos e lendas do reino das águas
no Brasil em padrão global e de maneira permanente: o Festival Folclórico de
Parintins, realizado no final de junho no coração da floresta amazônica. Para
conhecer um pouco, acesse aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2016/12/festival-folclorico-de-parintins.html
Pois é, meu caro leitor ou leitora,
continuamos oferecendo ao turista estrangeiro sol&mar (como na foto acima),
o que não está errado, mas isto ele encontra em dezenas de países. E o que só nós temos, uma cultura
popular forte, distinta, diversa e encantadora permanece invisível no turismo
brasileiro e não
é utilizada de maneira formal e planejada como atração turística, tanto para
brasileiros quanto para estrangeiros. Encerrei a palestra na cidade do Porto mostrando que mesmo
negaivo isso pode ser visto de maneira positiva porque abre uma série de oportunidades para
investidores, planejadores, gestores públicos e agentes de turismo no Brasil -
veja abaixo. Podemos transformar essa cultura popular forte, rica e diversa de
nosso país em Roteiros turísticos temáticos; Parques temáticos – ao lado de
oceanários e parques de lazer; Festas regionais com maior valorização e
conteúdo; Concursos e festivais gastronômicos; Competições náuticas temáticas;
Museus especializados; Concursos literários tematizados e Festivais de música
folclórica.
Eu acredito que um dia alguém vai
perceber isso; apenas gostaria que fosse um investidor brasileiro.
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas a partir de São Paulo, Brasil e gostou muito de todos que conheceu na Universidade Portucalense.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Conheça cinco dos melhores hotéis de enoturismo no ano de 2016 na Espanha, segundo o site Trivago – um brinde à safra 2016 do bom gosto!
Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado amigo ou amiga, neste mundo da
internet nós podemos ter acesso a várias fontes de informação e conhecer
diferentes opiniões. O portal de busca Trivago apresentou sua seleção de 2016
dos 10 melhores hotéis para desfrutar o melhor do enoturismo ou turismo do
vinho na Espanha. A avaliação foi feita considerando a localização, as instalações,
atividades oferecidas e evidentemente a possibilidade de degustar os vinhos de
qualidade da região. Para que você possa saborear com detalhes, In Vino Viajas
apresenta cinco destes hotéis para você.
1. Valbusenda Hotel
Resort & Spa (Toro, Zamora)
O Valbusenda Hotel Resort & Spa fica na cidade de Toro, Zamora, na província de Castela e Leão, uma pequena comunidade com uma população de menos de 10.000 habitantes. O hotel oferece quartos e suites de luxo com um toque minimalista, com uma vista espetacular sobre as vinhas circundantes do hotel – veja a foto que abre esta matéria. Tem um spa para aproveitar os benefícios médicos das uvas, com base nos mais recentes tratamentos e técnicas medicinais ligados a vinificação. No restaurante do hotel, o Cloud Restaurant (foto abaixo), elegância e tradição caminham lado a lado, mas o destaque é a gastronomia típica e os produtos regionais.
O Valbusenda Hotel Resort & Spa fica na cidade de Toro, Zamora, na província de Castela e Leão, uma pequena comunidade com uma população de menos de 10.000 habitantes. O hotel oferece quartos e suites de luxo com um toque minimalista, com uma vista espetacular sobre as vinhas circundantes do hotel – veja a foto que abre esta matéria. Tem um spa para aproveitar os benefícios médicos das uvas, com base nos mais recentes tratamentos e técnicas medicinais ligados a vinificação. No restaurante do hotel, o Cloud Restaurant (foto abaixo), elegância e tradição caminham lado a lado, mas o destaque é a gastronomia típica e os produtos regionais.
Das janelas do hotel dá para ver a adega, o
rico vale do rio Douro e do Jardim Ampelográfico com mais de 250 variedades de
uva de todo o mundo (foto acima). Lembro que Zamora tem a maior coleção de
edifícios românicos em toda a Espanha e a cidade de Toro já é considerada um
centro vinicultor importante.
2. Cava & Hotel
Mastinell (Penedés, Barcelona)
O Mastinell Cava & Hotel está localizado em uma área privilegiada de Penedés, uma das mais importantes regiões produtoras de espumantes (cavas) da Espanha. Seu design respeita a essência da arquitetura catalã, que se reflete na fachada ao estilo de Gaudi que imita garrafas e combina o horizonte com os hectares de vinhas que a rodeiam – veja na foto abaixo.
O Mastinell Cava & Hotel está localizado em uma área privilegiada de Penedés, uma das mais importantes regiões produtoras de espumantes (cavas) da Espanha. Seu design respeita a essência da arquitetura catalã, que se reflete na fachada ao estilo de Gaudi que imita garrafas e combina o horizonte com os hectares de vinhas que a rodeiam – veja na foto abaixo.
Entre as atividades oferecidos pelo resort
incluem tratamentos de cavaterapia e terapia do vinho, degustações ao ar livre,
visitas à adega Mastinell, um curso introdutório à Denominação de Origem DO
Penedés, um passeio entre vinhedos de bicicleta ou segway e brincar se
divertindo com o método tradicional de pisa das uvas na vindima.
3. Hacienda Manor Nevada
(Villamena, Granada)
Projetado pelo arquiteto Jesus del Valle, este hotel de quatro estrelas tem 25 quartos com vista para as vinhas e para os picos da Sierra Nevada (foto acima). Sua adega e o vinhedo de 21 hectares estão localizado em um terreno de ardósia de montanhas, um terroir adequado para a vindima de uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Trempanillo.
Projetado pelo arquiteto Jesus del Valle, este hotel de quatro estrelas tem 25 quartos com vista para as vinhas e para os picos da Sierra Nevada (foto acima). Sua adega e o vinhedo de 21 hectares estão localizado em um terreno de ardósia de montanhas, um terroir adequado para a vindima de uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Trempanillo.
O hotel tem a sua própria adega, que pode ser
visitada no roteiro organizado a partir da videira, até degustação. Também são
oferecidos cursos introdutórios para degustação e conhecimento do processo, a
partir da produção até o envelhecimento. O pessoal do hotel também organiza
excursões pela cidade com guias locais que conhecem cada canto e lenda das ruas
estreitas de paralelepípedos de Villamena.
4. Quinta de San Amaro
(Meaño, Pontevedra)
A Quinta de San Amaro é o local perfeito para descobrir os segredos dos vinhos da Galícia. Durante a época da colheita o hotel organiza vinícolas exclusivas e rotas do vinho em torno de Galicia, visita o Bierzo e o Norte de Portugal para descobrir vinhos de Rias Baixas e Ribeiro. Você também pode descobrir Meaño com caminhadas pela cidade que abriga o hotel, e visitar vinícolas locais.
A Quinta dispõe de 14 quartos acolhedores e um
pequeno restaurante entre as vinhas de Valle del Salnés. No seu restaurante (acima)
você poderá saborear pratos sazonais com base em ingredientes frescos do
mercado local, juntamente com uma lista de vinhos variada, estrelado por Rias
Baixas, ótimos brancos. Nesta região fica a cidade de Cambados que foi eleita a
Capital Europeia do Vinho 2017.A Quinta de San Amaro é o local perfeito para descobrir os segredos dos vinhos da Galícia. Durante a época da colheita o hotel organiza vinícolas exclusivas e rotas do vinho em torno de Galicia, visita o Bierzo e o Norte de Portugal para descobrir vinhos de Rias Baixas e Ribeiro. Você também pode descobrir Meaño com caminhadas pela cidade que abriga o hotel, e visitar vinícolas locais.
5. Cal Llop (Gratallops,
Tarragona)
O Cal Llop é um hotel boutique localizado no coração de Priorat, em Tarragona. Das varandas deste hotel charmoso localizado em uma casa centenária com vista para a cidade emblemática de Gratallops, você poderá contemplar os vinhedos (foto acima). O hotel fica a uma curta caminhada de vinícolas famosas como Alvaro Palacios Priorat, Clos Mogador, Clos Martinet e Clos de l'Obac e existem visitas organizadas para um lagar de azeite tradicional.
O Cal Llop é um hotel boutique localizado no coração de Priorat, em Tarragona. Das varandas deste hotel charmoso localizado em uma casa centenária com vista para a cidade emblemática de Gratallops, você poderá contemplar os vinhedos (foto acima). O hotel fica a uma curta caminhada de vinícolas famosas como Alvaro Palacios Priorat, Clos Mogador, Clos Martinet e Clos de l'Obac e existem visitas organizadas para um lagar de azeite tradicional.
Além do conforto do hotel você pode fazer
passeios com visitas e degustações personalizadas, caminhadas e passeios de
bicicleta entre vinhedos e visitas a lugares mágicos como o Mosteiro Scala Dei
ou a aldeia histórica de Siurana. O restaurante Boca del Llop oferece culinária
mediterrânea acompanhada por uma carta de vinhos com os sabores DOQ Priorat e
Montsant. O que nnao é pouca coisa, meu caro leitor ou leitora.
Um bride ao bom gosto!
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas a partir de São Paulo, Brasil.
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas a partir de São Paulo, Brasil.
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