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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Participe de campanha de crowfunding para recriar o vinho que o Imperador romano Julio Cesar bebia há 2.000 anos em suas vitórias.


Por Rogerio Ruschel (*)
O multi-premiado criador de vinhos Roberto Cipresso, proprietário da WineMaking de Montalcino, Itália,  está tentando recriar o vinho preferido pelo Imperador Júlio César há mais de 2.100 anos – provavelmente o vinho que o imperador usava para comemorar suas vitórias, como a mostrada na tela acima. Para isso Cipresso lançou a campanha "Temporibus Vinum Giulii" (abaixo, foto do video de lançamento) em seu badalado estande na recente edição da Vinitaly 2014 e ampliou a campanha para a internet, fazendo a primeira campanha de crowfunding para um vinho. ("Crowfunding" é o nome dado a campanhas que arrecadam doações financeiras voluntárias para projetos sociais ou culturais lançados pela internet).

Cipresso é enólogo e proprietário da Fattore La Fiorita de Montalcino, Itália e dá consultoria a vinícolas em vários países, como à argentina Achaval Ferrer e à Bueno Bellavista Estate, vinícola do locutor brasileiro Galvão Bueno e seu sócio Grupo Miolo, no Brasil, para o desenvolvimento dos vinhos “Bueno-Cipresso Brunello di Montalcino”.  Lançado em Fevereiro de 2014, este novo rótulo do locutor Galvão Bueno é um DOCG produzido na vinícola Poggio al Sole, Toscana, com a clássica uva Sangiovese Grosso e está disponível no mercado brasileiro nas safras 2004 e 2007. Vejas fotos abaixo do locutor e o enólogo Roberto Cipresso.
Com sócios, Cipresso criou o projeto WineCircus, uma cantina-laboratório que pesquisa uvas autóctones e processos antigos de vinificação. O vinicultor utilizou vestígios de viníferas encontradas por pesquisadores entre as ruínas da vila do imperador romano Júlio César, em Campi Flegrei, Itália, local sobre o qual em 1493 foi construído o Castello di Baia pelo rei Afonso I de Aragão. Veja abaixo e na imagem de abertura, um quadro de Lionel Royer que mostra o líder da Gália Vercingetórix se rendendo a César, em seu trono de "dono do mundo ocidental".

Os vestígios encontrados apontam para uvas que permitiam produzir vinhos conhecidos em registros históricos como Falanx e Ellenicum, e como estavam plantados na residência dele, talvez fossem as uvas que faziam o vinho que o próprio imperador bebia. Aliás, segundo consta, no tempo de Júlio César o vinho era a bebida que animava grandes bacanais, como o da imagem abaixo.

O objetivo da campanha, segundo Roberto Cipresso “é criar uma comunidade de fãs que queiram recuperar os gostos e sabores de antigas vinhas perdidas no tempo e ajudar a cobrir os custos necessários para produzir uma quantidade limitada de garrafas de vinho – com 20.000 Euros conseguiremos produzir cerca de 1.000 garrafas de meio litro de um vinho que vai receber o nome de Vinum Giulii (veja abaixo) que serão entregues aos colaboradores."

Cipresso adianta também que "Se o crowdfunding tiver sucesso além disso, poderemos ampliar os estudos ou produzir mais garrafas para doação a museus e pesquisadores, mas nenhuma garrafa será vendida em hipótese nenhuma.” A campanha "Temporibus Vinum Giulii" está sendo realizada pelo site de "crowfunding" Indiegogo, mas como o site não permite que se arrecade dinheiro para um projeto de bebida alcoólica, os doadores vão participar do clube de pesquisa de vinhos de Cipresso, o WineCircus, e ganhar cartões de associado (cartão Preto, Prata ou Ouro) e garrafas do “Vinum Giulli”, conforme o valor da doação. Quem doar 5.000 Euros vai poder ficar um dia no Poggio dal Sole, a badalada vinícola (e hotel) de Roberto Cipresso em Montalcino, na Toscana italiana, onde foram tiradas estas fotos abaixo.

Quando escrevi este texto,  dia 20 de abril, cerca de 8% do valor total já havia sido arrecadado – veja em  https://www.indiegogo.com/projects/temporibus-by-roberto-cipresso#home
Júlio César foi o imperador que transformou a República Romana no Império Romano, a partir do ano 60 Antes de Cristo. O próprio Júlio César registrou seus feitos militares de conquista da Gália entre 58 e 52 A.C. num texto chamado “Bello Gallico” – veja abaixo capa de uma edição do século XVII.

Veja outra pesquisa para recriar vinhos antigos - desta vez na Sicilia - em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/02/pesquisa-historica-na-sicilia-produz.html
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e gosta de pesquisas históricas – ainda mais se puder beber o resultado!





quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pura emoção: vinícola espanhola valoriza a experiência dos peregrinos do Caminho de Santiago com o concurso "1000Caminos"


Por Rogerio Ruschel (*)

“1000 Caminos” (1000 caminhos) é uma grande idéia de marketing, porque associa uma vivência pessoal de grande importância a uma marca de vinho – e como se sabe, a escolha de um vinho é também uma experiência pessoal. Trata-se de um concurso realizado pela empresa vinícola espanhola Martin Codax que valoriza a experiência dos peregrinos no Caminho de Santiago (que, Segundo dizem, é marcante para toda a vida), através da distribuição de prêmios para os melhores relatos em imagens, textos e “lugares secretos”. Veja acima uma das fotos vencedoras em 2013 (de María Rosa Mennucci Agotegaray) que retrata a emocão íntima de um peregrino, e na foto abaixo os vencedores da edição 2013 recebendo seus prêmios.

A edição 2014 (quinta edição) foi lançada no mes de Março e todos os viajantes podem concorrer até Dezembro. As edições anteriores do concurso “1000 Caminos” receberam mais de 350 mil visitantes, cerca de 4.000 fotos e textos inscritos e distribuíram mais de 300 prêmios, Abaixo, uma das foto premiadas em 2013, de Maite Arberas Arza,

Este ano serão oferecidos 90 prêmios ao todo. Todos os meses entre Abril e Dezembro de 2014 três vencedores em cada categoria (nove prémios ao todo) serão eleitos por voto populara na internet e receberão diferentes conjuntos de produtos Martín Codax (vinhos excelentes, muito premiados), notebooks Pilgrim (Peregrino), uma agenda com os dados essenciais para qualquer caminhante e mais um bônus de enoturismo para visitar a adega da empresa e seus vinhedos – aliás, lindos.  (abaixo, outra foto premiada em 2013, de Oria González Portoles.

Ao final da competição, em dezembro, também serão escolhidos três vencedores finais, uma em cada categoria, mas estes serão escolhidos por um júri profissional composto por profissionais da imprensa, escritores e artistas plásticos. Os prêmios finais serão viagens inesquecíveis de seis dias, para duas pessoas:
• Concurso de fotografia : 3 dias em Paris + 3 dias na Borgonha com visita a uma vinícola
• Concurso de histórias : 3 dias em Frankfurt + 3 dias em Mosel -Saar- Ruwer  com visita a uma vinícola
• Concurso de lugares secretos : 3 dias em Veneza + 3 dias na Toscana com visita a uma vinícola
Abaixo, duas fotos retratando a igreja de Santiago, premiadas na edição 2013, de autoria de Armando Gonzalez Alameda e Roberto Sánchez.

A Bodegas Martín Códax é uma cooperativa com atuais 270 sócios produtores (e mais 300 familias fornecedoras de uvas) que foi fundada em 1986 em Pontevedra, no Valle de Salnés, Espanha, vizinha de Portugal. A região fica dentro da Denominação de Origem (DO) Rias Baixas, que é especializada em vinho branco produzido com a uva Alvariño (No mapa abaixo veja que a DO Rias Baixas fica na Galicia, bem à esqauerda e acima, ao longo do Rio Minho).

É uma empresa comprometida com a cultura local e investe na recuperação da cultura galaico-portuguesa. Como tem instalações próximas de uma das rotas do Caminho de Santiago, sempre apoiou os peregrinos e viajantes. Em 2010 transformou este apoio no concurso “1000 Caminos”. 

Veja o site para participar em http://www.1000caminos.com/
Saiba mais sobre a DO Rias baixas em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/09/no-caminho-de-compostela-conheca-o-bus.html

Este post é dedicado à leitora Joseane R. Boechat.
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e um dia vai fazer o Caminho de Santiago -  nem que seja uma partezinha...
 





sábado, 12 de abril de 2014

Mundo louco: Frank Zappa é a primeira bactéria transmitida por humanos para uma planta; a bactéria é de acne e a planta, uma videira…


Por Rogerio Ruschel (*)

Lamento informá-lo, meu caro leitor, mas nós humanos somos bombas contaminantes. Já foi provado por pesquisadores da Universidade de Yale, dos Estados Unidos que um único ser humano – eu, você ou o simpático Frank Zappa, na foto acima, por exemplo - pode infestar coisas ou animais com até 37 milhões de bactérias em uma sala – em apenas uma hora! E também já se sabe que podemos transferir patógenos (como virus e bactérias, como esta belezinha da foto abaixo) de uma espécie para outra: animais passam virus para seres humanos e vice-versa, mas isso nunca tinha sido registrado entre dois reinos diferentes, como de animais para plantas.

Pois agora a coisa mudou. Pesquisadores italianos do Research and Innovation Center – Fondazione Edmund Mach, da Itália, constataram que as videiras Vitis vinifera do noroeste do país carregam na casca, nas fibras do xilema e nos tecidos da medula, uma bactéria que acompanha o homem desde o começo dos tempos, a nojentinha Propionibacterium acnes (abaixo, na foto), causadora da acne – a doença da pele que causa cicatrizes, espinhas e aquelas perebinhas que infernizam as pessoas, especialmente a vida de adolescentes.

A análise genética da bactéria e a comparação com outras bactérias, levou os cientistas a fazer uma estimativa de que um ser humano contiminou as videiras aproximadamente 7.000 anos atrás, mesma época em que a planta foi domesticada, durante o Período Neolítico. De lá para cá, a bactéria se adaptou completamente a seu novo hospedeiro - a coitada da videira - e não pode mais retornar para os humanos. Na foto abaixo, uma uva contaminada com o Zappa – nem parece, não?

Para homenagear este evento tão incomum, os cientistas deram um nome incomum a esta bactéria: P. acnes tipo Zappae (ou P. Zappae) - acredite, caro leitor, uma singela homenagem ao roqueiro maluco ítalo-americano Frank Zappa, criador da banda Mothers of Invention, falecido em 1993. Veja abaixo o simpático Zappa com uma luva especial de bichinho, para não contaminar os leitores…

Curiosamente, as plantas que contém a P. Zappae são saudáveis, o que sugere que a bactéria não tem efeito negativo sobre a mesma, talvez até mesmo beneficie as videiras – será que é por causa do nome do Frank Zappa?  Abaixo a banda The Mothers of Invention no palco, contaminando a juventude sadia dos anos 60 e 70.


E me perdoe a brincadeira, caro leitor, mas agora, quando alguém lhe disser que um vinho é jovem, faça o teste definitivo: se tiver espinhas, é jovem mesmo...

Fonte: revista Hype.science

(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e foi contaminado com a bacteria do rock nos anos 60. 70, 80 e 90.




quinta-feira, 10 de abril de 2014

Enologia, turismo e gastronomia: veja como a Universidade de La Laguna aregaça as mangas para agregar valor à economia do vinho nas Ilhas Canárias, Espanha




Por Rogerio Ruschel (*)

As Ilhas Canárias são uma Região Autônoma da Espanha, cerca de 1.000 Km do continente europeu e apenas 100 Km do Marrocos, África; é um arquipélago no Oceano Atlântico com sete ilhas principais e cerca de 2 milhões de habitantes - veja o mapa abaixo. 
O cultivo de uvas e a produção de vinhos chegou no arquipélago pelas mãos dos conquistadores entre os séculos XIV e XV - vindas da ilha de Creta, Grécia - e apesar do solo vulcânico o clima suave e ameno favoreceu a adaptação de muitas variedades, mais de 100. O sucesso foi tão grande na Europa que o vinho competia com o açúcar de cana como o principal produto de exportação das Ilhas Canárias e foi exportado em grande volume para toda a Europa a partir do século XVI, até o século XIX. Na foto de abertura, a colheita manual, e abaixo as mudas crescendo em buracos no solo vulcânico.
Além da economia, os vinhedos nas ilhas Canárias têm grande importância cênica, porque ocupam cerca de 10% das ilhas - inclusive os solos mais vulcânicos. Os vinhos canários são um dos melhores cartões de visita para os turistas que chegam às ilhas. Abaixo veja o sistema de condução típico da videira em vinhedo do Vale de La Orotava, Tenerife.

O arquipélago produz vinhos tintos, brancos, rosados e adocicados com uvas brancas (como Pedro Ximenez, Torrontés, Breval, Moscatel de Alexandria, Abílio) e uvas tintas (como Listán Negro, Tintila, Malvasia Rosada, Moscatel Negra), mas as grandes estrelas são os vinhos brancos e suaves, os adocidados Malvasia. Abaixo, videiras se adaptando ao solo disponíve..
 
 O vinho Malvasia das Ilhas Canárias chegou a ser um sinônimo de vinho para sobremesa e sempre foi preferido por muitas pessoas, entre as quais o mais célebre habitante da ilha, o português José Saramago, Prêmio Nobel da Literatura; mas séculos antes já havia encantado William Shakespeare que o citou em “Henrique IV” como um “vinho maravilhosamente penetrante e que perfuma o sangue antes que se possa dizer: o que é isto?” Esta grande variedade de uvas fez com que fossem desenvolvidas 10 Denominações de Origem Protegida – ou técnicamente nove, porque no começo de Março de 2014 o Conselho Regulador (CR) de uma das DOs, a D.O. Ycoden Daute Isora, concordou em fundi-la brevemente com a Denominação de Origem Provisional (DOP) Islas Canarias. 

Muito do sucesso atual dos vinhos das Ilhas Canárias se deve ao turismo (sol & praia, gastronomia, desportes, náutica) que vem crescendo de maneira consistente, mas também a estudos científicos que vêm sendo produzidos. Saiba mais sobre isso no post “Conheça o vinho Malvasia que nasce na paisagem lunar de Lanzarote, Ilhas Canárias e encantou Sheakespeare e Saramago”, que pode ser acessado aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/01/conheca-o-vinho-malvasia-que-nasce-na.html Na foto abaixo, foto aérea de vinhedo em solo vulcânico que revela uma estranha imagem .

Um dos núcleos de pesquisa sobre a economia do vinho é a Universidade de La Laguna, localizada em Tenerife, a maios das sete ilhas, que tem 23 faculdades e 3 Centros de Pesquisa, 45 programas de Graduação e 52 programas de Doutorado, 356 Laboratórios e 14 Bibliotecas. Na foto abaixo o edificio Central. 

Uma das unidades de pesquisa e ensino sobre a economia do vinho é a Aula Cultural de Enoturismo e Turismo Gastronômico, um centro de pesquisa dedicado a “Promover ações vinculadas ao enoturismo e ao turismo gastronômico, realizando projetos de pesquisa e intercâmbio com especialistas, empresas do mercado e público em geral". Entrevistei o Diretor deste centro de pesquisa, o Professor Valerio Luis Gutiérrez Afonso (na foto abaixo com professores e alunos); veja as respostas no original em espanhol, a seguir. 

"In Vino Viajas: ¿Cuáles son los recursos de la Universidad de La Laguna a respecto de
vinificación?
Professor Afonso: La Universidad de La Laguna en la actualidad centra sus estudios científicos sobre vinificación en las facultades de ingenieros agrónomos y de química, en materia de cursos se puede apuntar al grado de Ciencia y Tecnología de los Alimentos, así como, en enología a los estudios de Ingeniero Agronómo."



"Sobre enoturismo y gastronomía vale destacar los diferentes cursos temáticos y específicos de pequeña duración (20 ó 30  horas), que el Aula Cultural de Enoturismo y Turismo Gastronómico de la Universidad de La Laguna suele convocar puntualmente, y que intentan de acercar y promocionar la formación en enoturismo y turismo gastronómico entre la comunidad universitaria y para cualquier persona interesada en estas disciplinas." (Acima, aula de enologia; abaixo Porto dos Cristãos, polo turístico de Tenerife)

"In Vino Viajas: En su opinión cuales son las cinco principales atracciones turísticas
relacionadas a enoturismo y gastronomía de Las Canarias?
Professor Afonso: En los último años, Canarias ha conseguido una mejora destacada en sus aspectos culinarios y vinícolas, que es fácilmente perceptible y valorado por los millones de turistas que visitan el archipiélago. Todo ha sido fruto de acciones en red, entre las administraciones públicas y el empresariado, que precisan aún más de aunar esfuerzos coordinados continuados, no solo para proseguir en esa línea de mejora de lo que se ofrece, sino para que la gastronomía y el vino. (Abaixo, vinhedos em El Golfo, La Frontera, El Hierro)."
"Para que sea mejor conocido fuera y, en consecuencia, mejor aprovechado, tanto para preservar y difundir unas señas de identidad culinarias y vitivivinícolas propias, con son: una diversidad varietal de uvas, diferenciación por tener variedades prefiloxericas, naturaleza benigna, un territorio único y una climatología benigna todo el año para desarrollar las actividades de enoturismo y gastronómico, y la mayor comodidad y seguridad de un destino “exótico” en un marco europeo, siempre en conexión aérea directa desde una gran cantidad de países europeos."

"In Vino Viajas: Cuales son los vinos de destaque de las Canarias ademas del malvasía?
Professor Afonso: El hecho que haya variedades que exclusivamente crecen en las islas, o que las no han sido destruidas por el temible insecto de la filoxera que destruyo las cepas europeas, pero que no llego a las Islas, hace de Canarias un jardín vitinicola único en el mundo contando con más de 100 variedades catalogadas, aunque por superficie plantada y producción destacan a nivel general el listan negro y listan blanco." (Abaixo, vindima em vinhedo da DO Ycoden Daute Isora)

"In Vino Viajas: Porque las islas tienen tantas Denominaciones de Origen? Cual es la
principal?
Professor Afonso: Las Islas Canarias cuentan con una diversidad geológica y varietal que difiere de una isla a otra, además de por variedad de sistemas de cultivo adaptados a la orografía y geología de cada zona e isla, por estos motivos predominan diferentes denominaciones de origen que reconocen y protegen su territorio, sistemas de producción y elaboración."

Um brinde aos produtores e pesquisadores das Ilhas Canárias. 
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e um dia vai conhecer as Ilhas Canárias.