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segunda-feira, 2 de maio de 2016

O vinho do futuro: estudo sobre mudanças climáticas desenha um novo mapa da produção mundial de vinhos no ano de 2050


Por Rogerio Ruschel (*)
Meu caro amigo ou amiga, talvez a gente não esteja mais aqui lendo, escrevendo e bebericando vinhos no ano 2050. Mas é bom saber o que já está acontecendo hoje e deve se acelerar como tendência no mundo do vinho em relação as mudanças climáticas, ao aquecimento global e outras questões que afetam a agricultura como um todo e a sobrevivência dos vinhedos em particular. Na verdade nós seres humanos precisamos inventar um modo mais inteligente de manter a beleza (e a eficiência produtiva) da natureza que seja melhor do que o da foto abaixo.

Nós sabemos que o mundo produz vinhos com cerca de 2.000 diferentes tipos de uvas (como as da foto abaixo) e organizações internacionais investem para verificar o desempenho daquelas com maior potencial para sobreviver em um mundo mais quente em 2050.

Entre outros dados, o estudo “Climate change, wine, and conservation” revela um fato preocupante para os grandes players do momento: as regiões mais produtivas no mundo de hoje não serão capazes de manter o seu desempenho no futuro. Por outro lado o estudo revela que em outras regiões do planeta, mais frias, onde a produção agora é muito menor ou até mesmo inviável, se tornarão áreas potenciais de produção de vinho ou mais eficientes. O mapa que abre este artigo - publicado pelo portal Vinetur, da Espanha - apresenta um resumo do impacto das mudanças climáticas nas principais regiões produtoras de vinho do mundo no ano 2050. E a foto abaixo mostra a vida real do mundo do vinho.

Já se sabe que a Austrália e a França estão assustadas com as mudanças do regime de chuvas, e que muitos especialistas apostam em vinhos biológicos para enfrentar os tempos difíceis. Não está cientificamente confirmado, mas a região de vinhos de altitude em São Joaquim, na serra de Santa Catarina (foto abaixo), poderá se beneficiar com o frio.

Este estudo foi realizado por um grupo de pesquisadores indepedendentes do setor de vinho, de universidades dos Estados Unidos, China, França e Chile – veja a fonte no fim deste texto. Aliás, já publiquei várias reportagens sobre o assunto aqui no In Vino Viajas – veja no fim deste texto os links de algumas destas matérias. O estudo prevê um aumento das regiões vinícolas mais frias, aquelas com temperaturas médias anuais entre 13-15 °C de GST. O GST - Growing Season Temperature é um índice desenvolvido pelo Instituto de Investigação Agrária de Tasmânia (Austrália) para medir temperaturas médias, e é calculado tomando-se a temperatura média para cada mês da temporada da produção de vinho de sete meses (Outubro a Abril na hemisfério sul, e de abril a setembro no hemisfério norte), dividida por sete.


Você que é leitor de In Vino Viajas vai ser informado em primeira mão o que mundo vai saber no fim do mes de maio: o Simpósio Internacional sobre Temperaturas Frias do Vinho (em inglês International Cool Climate Wine Symposium - ICCWS), que vai ser realizado em Brighton, Inglaterra, de 26 a 28 de maio de 2016, vai consolidar com mais clareza os melhores lugares de clima frio para a viticultura no futuro, dependendo da sua GST. Mas já vem sendo divulgado um ranking das mais frias regiões vinícolas do mundo e alguns impactos potenciais; ou, digamos assim, uma suspeita do que poderia acontecer nestas regiões firas - veja a seguir.

Marlborough, Nova Zelândia (15,4 ° C)
As variedades Sauvignon Blanc, Pinor Noir e Chardonnay são colhidas em 23.200 hectares. O clima é frio e seco e a Sauvignon Blanc amadurecem mais lentamente em Awatere Valley. Na área mais próxima do litoral tem muito vento frio e as culturas deverão ser reduzidas devido a uma floração deficiente.

Rheingau, Alemanha (15,2 ° C)
Pinor Noir e Riesling são as principais variedades, colhidas em 3.200 hectares. Esta área é constituída por encostas íngremes com orientação para o sul, contribuindo para receber mais temperaturas frias e em um alto risco de geadas tardias. No período mais frio da colheita são obtidas as melhores uvas das encostas viradas para o sul, e nos anos mais quentes as uvas de frente para o leste serão mais beneficiadas.

Okanagan Valley, British Columbia, Canadá (15,1 ° C)
Merlot, Pinot Gris, Chardonnay e Pinor Noir são as variedades mais importantes. Com o tempo mais frio no norte, neste lugar o risco de congelamento é reduzido graças ao lago Okanagan. O ice-wine (vinho do gelo) produzido em baixas temperaturas em torno de -8 ° C e -14 ° C pode se beneficiar nesta região.


Suíça (14,9 ° C)

Pinot Noir, Chasselas, Gutedal e Gamay são plantadas em 14.800 hectares. Esta área é caracterizada por muitos meso-climas. As vinhas são plantadas em diferentes altitudes acima do rio Rhone. As áreas mais frias estão nas vinhas mais altas e com tempo mais frio em Valais.


Central Otago, Nova Zelândia (14,8 ° C)
Pinot Noir, Pinot Gris e Riesling estão em 1.950 hectares. Especialistas dizem que a variedade Pinot Noir, que tem níveis de açúcar e maturidade que o torna diferente,  poderão ser incrementados. Nesta área é normal ter mudanças bruscas de temperatura, o que fornece uma intensidade frutada, cor e acidez nas uvas – e isso pode aumentar.

Kremstal, Áustria (14,7 ° C)
As variedades Grüner Veltliner, Riesling e Zweigelt estão plantadas em 2.400 hectares. Nesta área, um sistema de três camadas com a idéia de diferentes épocas de coleta é usado, e a inclinação de suas encostas aumenta a energia solar e os ventos moderados Danúbio ajudam a manter um bom clima.

 

Champagne (14,7 ° C)

Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay são colhidas em 35.000 hectares. O clima desta região permite a produção de um vinho espumante com uvas de maturação baixa. 

Tasmânia (14,4 ° C)

Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc são cultivadas em 1.800 hectares. Esta área tem um clima excelente, tanto para a produção de vinhos espumantes como para vinhos tranquilos.

Região do Rio Ruwer, Alemanha (13,8ºC)

Riesling, Müller-Thurgau e Elbling são as variedades colhidas em 8.800 hectares.

Nesta área, os vinhos de diferentes aromas poderão assumir um maior equilíbrio e elegância, porque as plantas têm mais dificuldades para amadurecer com o frio mais intenso.

 

Saiba mais no estudo “Climate change, wine, and conservation” em http://migre.me/tFzgx
Alguns artigos já publicados por “In Vino Viajas” sobre sustentabilidade:
·      Microvinhas: os benefícios de produzir vinhos que são eco, micro, top e show - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/11/oportunidades-e-dificuldades-para-o.html

·      MicroVinya: a revolução dos minifúndios sustentáveis de Alicante, Espanha, com vinhedos centenários recuperados e vinhos com poderosa identidade social - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/05/microvinya-revolucao-dos-minifundios.html

·      Os impactos do Réchauffement de la Planète (a versão francesa do Aquecimento Global) no mundo do vinho - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/01/os-impactos-do-rechauffement-de-la.html

·      Fique esperto: saiba como a rolha de cortiça preserva os aromas do seu vinho e os recursos do nosso planeta - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/08/fique-esperto-saiba-como-rolha-de.html

·      Associazione Vino Libero: um manifesto italiano pela produção de vinhos com identidade, honestidade e sustentabilidade - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/02/associazione-vino-libero-um-manifesto.html






 



 







segunda-feira, 25 de abril de 2016

Duas ou tres taças de poesia e de vinho com Pablo Neruda, Mario Quintana, Jorge Luis Borges e Gilberto Carvalho

 
Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor ou leitora, hoje vamos falar de poesia e de como poetas conhecidos como Pablo Neruda e Mario Quintana a utilizaram para falar de vinhos. Mas vou também apresentar a poesia de meu amigo Gilberto Carvalho, gaúcho da principal região vinícola do Brasil, a serra gaúcha. Ele é publicitário e sociólogo, mas é poeta. E gosta de vinhos. Por isso não é de estranhar que logo escrevesse sobre o vinho e tudo aquilo que o cerca, a chamada cultura do vinho. Sua principal obra tomou forma com “De vinho e vida” – um conjunto de livro e CD com 14 poemas recitados pelo autor acompanhado pelo quarteto Os Polifenóis, em um belo estojo - a quarta obra do autor (veja abaixo).

A união da literatura com o vinho sempre me pareceu um caminho natural e adequado porque ambos tocam na alma, alegram o dia e melhoram a vida. Embora a união da literatura com o vinho (e da arte com o vinho) seja bastante usual na Europa – especialmente na Espanha, Portugal e Itália onde Rotas de Vinhos, museus especializados e vinícolas promovem eventos, saraus e lançamentos - no Brasil isto é raro, uma novidade. Ou era quando o livro de Gilberto Carvalho foi lançado em 2011 (foto abaixo) e mereceu o apoio do Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho. Aliás, Carlos R. Paviani, diretor do IBRAVIN, lembra o porque: “O vinho sempre foi um parceiro permanente do homem em todas as civilizações, estando presente no dia-a-dia, inclusive, da arte dos povos. O Ibravin, atento à esta realidade, alia-se a esta obra, exibindo a arte poética e musical da nossa gente como temática dos nossos vinhos do Brasil.”
Gilberto Carvalho traduz muitos dos sentimentos de quem ama o vinho com o calor dos amigos e a paixão do sabor, mas com a sobriedade necessária de quem se refere a uma bebida alcoólica. O poema “Encantamento” traduz parte disso: “Me agrada este flertar com as labaredas do fogo/de teu corpo/em minhas mãos./Ver tua alma inteira/desenhada em cada gole/de satisfação./ Gosto de te saber/assim, entre segredos,/onde confio/meus questionamentos./ (…) A insaciável decisão da nossa hora/é quem nos leva os dois pelo caminho/Tu, nos incontáveis goles que bebi/Eu, infetiçado em ti e neste vinho.” (Na foto abaixo, o lançamento do livro em Santa Maria – RS).
Outro poema interessante é Orquestração: “O vinho baila redondo/no cálice junto a mão/sob a batuta entusiasta/do maestro coração./No carnaval desta vida/meio a dores e alegrias/o vinho marca o compasso/no bloco das fantasias./Mas quando chega a manhã/vai-se até o vinho e então/bate um tambor solitário/o maestro coração!”. Muitos poetas conhecidos e experientes enalteceram esta profunda relação entre o coração, a poesia, a vida e o vinho. Pablo Neruda, o poeta chileno que recebeu o Premio Nobel em 1971, escreveu uma conhecida “Ode ao Vinho” da qual estes poemas fazem parte: “Vino color de día/vino color de noche/vino con pies púrpura/o sangre de topacio/vino, estrellado hijo de la tierra/vino, liso/como una espada de oro,/suave/como un desordenado terciopelo/vino encaracolado/y suspendido,/amoroso, marino/nunca has cabido en una copa,/en un canto, en un hombre,/coral, gregario eres,/y cuando menos mútuo.”
Já em "Soneto del vino" o escritor argentino Jorge Luis Borges tenta identificar os segredos do vinho: “¿En qué reino, en qué siglo, bajo qué silenciosa/Conjunción de los astros, en qué secreto día/Que el mármol no há salvado, surgió la valerosa /Y singular ideia de inventar la alegria?/Com otoños de oro la inventaron./El vino fluye rojo a lo largo de las generaciones/Como el río del tiempo y en el arduo camino/Nos prodiga su música, su fuego y sus leones./En la noche del júbilo o en la jornada adversa/Exalta la alegria o mitiga el espanto/Y el ditirambo nuevo que este día le canto/Otrora lo cantaron el árabe y el persa./Vino, enseñame el arte de ver mi propia historia/Como si ésta ya fuera ceniza en la memória.” (Na foto abaixo, o lançamento do livro em Bagé – RS).
Gilberto Carvalho (na foto abaixo) também procura desvendar o universo do vinho, como Borges e Neruda. Entre os poemas de “De vinho e vida” estão achados como em “Diferenças”: “Um vinho bom/tem música/é redondo/ e leva nossa alma para dançar./ Já o vinho ruim/é um velho rabugento/que estraga tudo/até o melhor momento/que brota de um olhar”. Ou este pequeno segredo minimalista: ”Eu trago um vinho guardado/feito de sonho e paixão,/alma e verso, voz e sangue/das vinhas do coração.” 

Como Gilberto Carvalho tem sangue português, “De vinho e vida” foi lançado também em Portugal. O circuito começou nos Açores, com dois lançamentos: na Ilha de São Miguel, com o apoio do gabinete da Governadora Sandra Souza e cobertura da RTP – Radio e Televisão de Portugal e na Ilha do Fayal, com um evento no auditório da biblioteca pública da cidade de Horta com a música da Jazz Band da Praia do Almoxarife. Já no continente, os poemas de Gilberto foram apresentados em Lisboa na Casa dos Açores; em Braga e no Famalicão – terra dos ancestrais do autor - os lançamentos foram na Universidade de Braga e na biblioteca municipal de Famalicão, com a presença de gente das artes e imprensa local.    

Gilberto me disse que está finalizando uma nova obra, a “De vinho e vida II”, que deve ser lançada em breve. Isto é ótimo porque precisamos prestigiar os amigos, o vinho e quem produz o vinho. Como o fez o poeta Mario Quintana – também gaúcho e conterrâneo da cidade de Alegrete como Gilberto Carvalho – que escreveu esta pequena pérola (veja acima): “Por mais raro que seja, ou mais antigo,/Só um vinho é deveras excelente/Aquele que tu bebes, docemente,/Com teu mais velho e silencioso amigo.”
De fato, como Gilberto Carvalho escreveu na abertura de seu livro, “Pior que uma vida sem vinho somente uma vida sem poesia”. Brindo a isso. Para  contacatr o autor acesse www.facebook.com/O-poeta-do-vinho
  
(*) Rogerio Ruschel gosta de poesia e de vinho - e tenta harmonizar isso em São Paulo, Brasil, onde edita este blogue. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Conheça “Roger Trip Sabores de Portugal”, o roteiro de turismo que harmoniza criatividade, bom gosto e qualidade num super-exclusivo banquete turistico



Por Rogerio Ruschel (*) 
Meu prezado leitor ou leitora: estou anunciando o lançamento do primeiro programa Roger Trip, a série de roteiros de turismo diferenciado nos quais estou trabalhando há alguns meses. Com as Roger Trips quero apresentar a pessoas de bom gosto experiências turísticas que associam cultura, diversão, vivência e aprendizado; serão roteiros desenvolvidos por mim, jornalista veterano e editor do blog In Vino Viajas, em parceria com a About Dreams, uma criativa e inovadora agência de receptivo turístico do Alentejo, Portugal. Só para você ter uma ideia, a edição de junho da badalada revista "Global Citizen", do Dubai, considera um passeio no Alentejo, como um dos melhores do mundo e recomenda quatro atrações que estão no roteiro "Roger Trips Sabores de Portugal".
O primeiro programa Roger Trip tem foco na culinária portuguesa e foi feito para quem trabalha ou quer trabalhar com alimentos e para quem quer aprender mais sobre os sabores de Portugal, já que estão na moda. O “Roger Trip Sabores de Portugal”, tem duas saídas planejadas: grupos de 21 a 28 de outubro e outro de 25 de novembro a 2 de dezembro de 2017.  É uma experiência turística realmente exclusiva que harmoniza turismo, aprendizado e lazer sem estresse e com muita classe. Depois de muitos exercícios, idéias e conversações minhas, da Inês, Sónia e Marta, as sócias da About Dreams, com fornecedores, o programa se tornou um delicioso banquete turistico com vários “pratos” – veja a seguir. Abaixo, quadro português com banquete da nobreza, de autor desconhecido: come-se bem há séculos em Portugal...

O “primeiro prato” é dedicado ao aprendizado, são vivências para degustar e aprender sobre a gastronomia portuguesa. O roteiro começa com um passeio no Centro Histórico de Lisboa onde você vai conhecer os lugares de turismo obrigatórios, com um detalhe: vai degustar especialidades portuguesas, doces e pasteis da doçaria conventual portuguesa, em endereços para não-turistas.

Neste “primeiro prato”, uma exclusividade Roger Trip: visitas técnicas aos dois mais importantes mercados públicos de Portugal: o belo Mercado da Ribeira, em Lisboa, onde os descolados vão almoçar, e o badalado Mercado do Livramento de Setúbal, um dos melhores mercados de peixe do mundo segundo o jornal US Today – e certamente um dos mais bonitos, com seus 5.700 azulejos (os dois nas fotos abaixo). Nestes mercados você vai poder ver e fotografar as especiarias portuguesas, mas também conversar com os feirantes, anotar dicas, aprender receitas e degustar delicias – tudo diretamente da fonte!

Quer mais? Pois deu trabalho mas conseguimos: você vai participar de quatro workshops de culinária, instrutivos e agradáveis. O primeiro é sobre especialidades portuguesas na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa; outro sobre culinária alentejana na badalada Portuguese Cooking School em Évora; vai curtir também um workshop de culinária de frutos do mar na Escola de Hotelaria de Setúbal (foto abaixo) – e não menos importante, vai aprender a fazer a deliciosa doçaria conventual centenária com experientes cozinheiras de Lisboa.
Esses são alguns dos ingredientes do “prato de aprendizado” do banquete turístico que é a “Roger Trip Sabores de Portugal” entre os dias 20 e 27 de maio; veja agora o “segundo prato”, que é formado por turismo de qualidade. Nós incluimos três passeios fundamentais: uma caminhada no Centro Histórico de Lisboa incluindo os cafés clássicos do Rossio; um passeio encantador no centro histórico da Cidade-Museu de Évora (foto abaixo), um Patrimônio da Humanidade que atrai gente do mundo inteiro (cidade onde moram a Marta e a Sónia, da About Dreams) e um espetacular passeio na vila medieval de Monsaraz, a preservadíssima fortaleza dos Cavaleiros Templários com mais de 900 anos, que você nunca mais vai esquecer (fotos abaixo).
Mas nosso turismo também é diferenciado: um passeio nas águas calmas do belo Alqueva, o maior lago artificial da Europa a bordo do charmoso veleiro Sem Fim, construido na Holanda em 1913 (sugestão da Inês) veja abaixo.

E uma surpresa encantadora: turismo astronômico na Reserva Dark Sky, o primeiro sitio do mundo a receber a certificação “Starlight Tourism Destination Certification”, concedida pela Fundação Starlight, com o apoio da UNESCO, OMT e IAC (fotos abaixo). Quando conheci o Dark Sky lá uma diretora da NASA que se apaixonou pelo espetacular céu estrelado do Alentejo.
E tem mais na parte de turismo da “Roger Trip Sabores de Portugal”, uma atração que não costuma estar nos roteiros convencionais: um passeio na Serra da Arrábida, considerada uma das mais belas paisagens portuguesas e do mundo, e que fez grande sucesso numa recente reportagem do Globo Repórter. Só para constar: a Inês já tinha sugerido quando a Rede Globo fez o programa.
Mas o banquete turistico que é a “Roger Trip Sabores de Portugal” tem um “terceiro prato”, formado por provocações da visão e do paladar: vinhos, jantares e shows. Você vai degustar jantares em restaurantes premiados de Évora, da vila medieval de Monsaraz (o Sem Fim, que também produz azeites) e um inesquecível jantar no Restaurante Belcanto, do chef José Avillez, que acumula quatro estrelas Michelin e foi o Chef do Ano da revista Wine em 2015 (abaixo) – uma uma conquista da About Dreams, pois esta será uma estreia exclusiva para a nossa viagem ... E claro, sempre acompanhado de vinhos clássicos portugueses.
E por falar em vinhos, se prepare: incluimos visitas a três das mais importantes vinícolas do Alentejo: a Bacalhoa (onde você vai conhecer a Quinta e o magnífico Palácio da Bacalhôa – a adega na foto abaixo), a Adega da Cartuxa (produtora do icônico vinho Pêra-Manca, o vinho português mais conhecido no mundo ao lado do Porto) e a Herdade do Esporão, empresa secular com extensos vinhedos (foto abaixo) cujos limites foram estabelecidos no ano de 1267 (sim, 1267, duzentos e cinquenta anos antes da descoberta do Brasil!). Minha dica: não deixe de degustar também os maravilhosos azeites de oliva de classe superior.
E como comida e bebida combina com música, o “Roger Trip Sabores de Portugal” inclui um show na Casa de Fados Sr. Vinho, de Lisboa, considerada a melhor de Portugal, e uma apresentação inesquecível de Cante Alentejo - o coral masculino de agricultores que vai deixar você arrepiado, como eu fiquei. São duas manifestações culturais reconhecidas pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade e que precisavam estar em uma Roger Trip, as viagens planejadas por mim com a experiência local e profissional da Inês, Sónia e Marta, da About Dreams.

Mas como tempero acrescentamos mais um diferencial: nosso negócio é o conteúdo, a qualidade e a vivência da viagem, e porisso achamos justo que você aproveite suas milhas ou ofertas promocionais de internet para adquirir o trecho aéreo. Assim a “Roger Trip Sabores de Portugal” começa com todo o grupo se encontrando no aeroporto de Lisboa dia 20 de maio. Aliás, o grupo tem apenas 12 lugares – e certamente serão ocupados por pessoas de bom gosto.

Conheça a programação completa e faça sua reserva. Você vai ver, viver, fazer e aprender sobre os sabores de Portugal. E vai trazer na bagagem uma conquista pessoal valiosa para sua carreira e uma história inesquecível para seus amigos. Acima, com Rui Flores, um dos enólogos da Herdade do Esporão; abaixo um poema de Fernando Pessoa escrito na parede de um restaurante no Alentejo e que traduz um pouco da alma deste povo.
 Baixe o PDF com a programação completa em http://migre.me/twBbt
Saiba mais sobre minhas viagens de autor em http://migre.me/twBdu
Ou se preferir fale comigo pelo fone +55-11-9-9974-3187
Já escrevi muito sobre o Alentejo; para ver acesse In VIno Viajas e procure por Alentejo no espaço em baixo do logotipo. Uma sugestão: http://migre.me/txeOO
(*) Rogerio Ruschel é editor do In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e está apaixonado pelo Alentejo.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fotógrafo brasileiro capta a alegria libertada pelo vinho no rosto das pessoas, uma, duas e tres taças depois - e faz sucesso internacional


Por Rogerio Ruschel (*)

Meu prezado leitor ou leitora, todo mundo diz que os olhos são a janela da alma; e ao que parece as lentes de uma câmera fotográfica bem pilotada podem capturar o estado da alma que fica estampado não só nos olhos - a tal janela da alma - mas também nas expressões do rosto das pessoas.

Pois o fotógrafo brasileiro (com estúdio em São Paulo) Marcos Alberti está fazendo sucesso na imprensa internacional ao mostrar que isso é possivel com o projeto “Tres Taças Depois”, cujo resultado você pode ver ao longo desta matéria. Ele resolveu juntar algumas de suas paixões em um projeto de pesquisa: amigos, fotografia, vinho e boa conversa. “Tem uma frase que diz que a primeira taça é da comida, a segunda é do amor e a terceira é da confusão. Queria ver se isso era verdade”, diz Alberti sobre a ideia básica do projeto.

“Tres Taças Depois” é uma brincadeira divertida porque registra a expressão de pessoas bebricando vinho: antes e depois de uma, duas e tres taças – talvez mais taças, nuncas se sabe... A primeira foto sempre era feita assim que os convidados chegavam no estúdio, com o objetivo de retratar o estresse do trânsito ou o cansaço de um dia cheio - o que, convenhamos, numa cidade com mais de 11 milhões de habitantes e quase 6 milhões de veículos deixa profundas marcas nos habitantes...


Só então os trabalhos começavam. Ao fim de cada taça, um novo clique. Pessoas de várias áreas se reuniram por algumas noites, gente da publicidade, música, arquitetura, moda e arte. Ao fim da terceira taça, muitos sorrisos surgiam, e com eles, estas histórias gráficas que In Vino Viajas está mostrando.

Marcos Alberti foi estudante de música, artes plásticas e design e se formou em arquitetura e urbanismo, mas acabou se apaixonando pela fotografia no começo dos anos 2000. Desde aí vem trabalhando com fotos para moda, publicidade e retratos, aliás muito interessantes e sensuais. 

Em 2010 foi convidado a participar da Bienal Internacional de Arte de Roma, que foi seu primeiro reconhecimento como artista. Alguns premios internacionais e tres anos depois, Alberti estava estudando cinema nos Estados Unidos e desde então vem produzindo comerciais para anunciantes como Coca-Cola, Bradesco, Samsung, Nestlé, Nike, Asics e outros.

Como todas as pessoas de bom gosto, Marcos Alberti gosta de vinho e de compartilhar momentos de alegria com os amigos. Neste caso ele foi além: retratou e vem compartilhando a alegria das pessoas para mostrar que uma, duas ou tres taças de vinho podem deixar tudo menos estressante e mais interessante. O trabalho de Alberti pode ser conhecido em https://www.facebook.com/studiomarcosalberti/


(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e gosta de uma, duas, tres e quatro taças de vinho - e de compartilhar boas idéias.