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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Festival Nacional da Truta é ótima oportunidade para fazer turismo com qualidade e identidade na serra catarinense em setembro

Fonte: Grangeiro & Scarduelli; edição Rogerio Ruschel; fotos de Paulo Sefton
Meu prezado leitor ou leitora, Truta quente das Montanhas, Ravioli de truta defumada, truta Tropical, Combo da Noiva, Tortelone de truta, Truta na telha e Truta Sabor da Serra - sempre valorizando os produtos regionais, como o pinhão, mel,  frutas vermelhas, entre outros -  são algumas das opções dos 19 restaurantes de Urubici e Bom Retiro, na Serra Catarinense que estarão à espera dos visitantes de 23 de agosto a 29 de setembro na quarta edição do Festival Nacional da Truta (Fenatruta).
Mas as delícias vão além dos pratos – estão em todos os lugares. Como nas florestas de araucária, pomares de maçã e outras frutas de estação, vale fértil de hortaliças, vinhedos, pequenos povoados, cuja arquitetura das casas coloridas se funde com a natureza nas atividades cotidianas dos moradores. Tudo isso a mais de mil metros de altitude.
Visitas a cascatas, cânions e serras, cavalgadas, contato com animais e lugares de grande beleza natural, além de passeios e degustações em vinícolas, vêm atraindo um número cada vez maior de visitantes. Atento a esse movimento, Urubici e Bom Retiro se uniram para promover o Festival. Situados a meia distância entre Florianópolis, Lages, Tubarão e Criciúma, o acesso aos municípios é outra atração, pela beleza das estradas nas serras do Rio do Rastro e do Corvo Branco.

Foi neste cenário aprazível que a truta, um peixe bem adaptado a regiões montanhosas, alcançou status de produto nobre e ganhou um festival de gastronomia anual. A combinação com a cadeia produtiva local pincela os cardápios dos restaurantes com delícias que, harmonizadas aos bons vinhos, espumantes e cervejas artesanais, atraem visitantes de várias partes do Brasil.
Santa Catarina é o segundo estado que mais produz trutas, atrás apenas de Minas Gerais. As regiões Sudeste e Sul respondem por 100% do peixe no país, totalizando mais de 2 mil toneladas, em números de 2017, atualizados em setembro do ano passado pelo IBGE. Apenas em Santa Catarina a produção cresceu 30% nos últimos sete anos, conforme dados da Associação Catarinense de Truticultores (Acatruta).
Com 16 anos de existência e mais de 70 associados, a Associação do Trade Turístico de Urubici (Pouserra) foi quem criou o Festival em 2016. A promoção do evento surgiu para prestigiar a qualidade da gastronomia local e regional, bem como diminuir as taxas de sazonalidade na baixa estação. Por isso, a Fenatruta envolve os principais estabelecimentos de gastronomia, pousadas, vinícolas e operadores de turismo de Urubici e Bom Retiro, cujas distâncias de Florianópolis situam-se entre 172 e 136 quilômetros, respectivamente. 

A primeira edição do Festival contou com nove restaurantes e mais de 850 pratos comercializados. No ano seguinte, em 2017, o número dobrou: foram 15 estabelecimentos e cerca de 2.000 pratos consumidos. Ano passado, a Fenatruta envolveu 16 restaurantes e foi prestigiado por cerca de 10 mil pessoas. 
A realização do Festival este ano contará com a participação de 19 restaurantes, num acontecimento gastronômico que permitirá aos visitantes e moradores locais degustarem pratos típicos deste peixe de água doce. Um cardápio especialmente selecionado para agradar o paladar e os bolsos, com preços de, no máximo, R$ 49,50 por pessoa.
Na quarta edição do festival gastronômico, a Fenatruta está chegando com um ar ainda mais festivo. As duas praças da Avenida Adolfo Konder, em Urubici, se alternam para serem palco do receptivo do festival. Apresentações de talentos locais, degustações e capacitações farão parte das atrações deste ano.
O lançamento está marcado para 21 de agosto, e o Festival começa oficialmente nos restaurantes dois dias depois e vai até o final de setembro. Como em anos anteriores, neste período os restaurantes, bistrôs, cafés, empórios, churrascarias e pizzarias de Urubici e Bom Retiro, além de pousadas e vinícolas da região, oferecerão pratos, petiscos e iguarias da gastronomia local baseados na truta. E para melhorar a experiência dos turistas, através da parceria com o SENAC, SESC e SEBRAE, os municípios foram capacitados e preparados para oferecer o que há de melhor aos visitantes.
Brindo a isso, porque nesta região estão sendo feitos alguns dos melhores vinhos brasileiros da atualidade. Aliás, lamento muito que os produtores de vinhos não estejam participando ativamente do Festival e sequer sendo citados na divulgação do evento. Porque não unir esforços? Alguém poderia me responder: quando vamos entender que só a união faz a força?

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Uvas portuguesas Touriga Nacional e Alvarinho agora são Bordeaux AOC ou Bordeaux Superieur


Por Rogerio Ruschel

Estimado leitor ou leitora, os tempos estão mudando. A gloriosa Bordeaux, uma das mais badaladas – e fechadas - regiões vinícolas fancesas incluiu 7 novas uvas que poderão ser incluidas no blend de uvas permitidas pela legislação da região demarcada das Denominações de Origem Bordeaux: a tinta Touriga Nacional, a mais famosa uva portuguesa e origem de minha eno-atividade predileta que é “tourigar”, isto é, degustar vinhos portugueses desconhecidos para descobrir novos aromas; e o Alvarinho, a uva branca com a qual os portugueses fazem o super refrescante Vinho Verde na região do Minho e os espanhois fazem vinhos em Rias Baixas, na Galicia.

As 7 novas uvas vão ajudar a solucionar os problemas que já sendo causados pelas mudanças climáticas. Com verões absurdamente quentes, tempestades inesperadas, chuvas de granizo e calendário de tratos culturais alterado todos os anos, os franceses correm atrás do prejuízo e vêm testando muitas uvas de diferentes regiões. E finalmente aceitaram incluir nas denominações aquelas uvas que além de fortes, tem consistência enológica para a produção de vinhos de alta qualidade. Assim, a Touriga Nacional e o Alvarinho foram aceitas para classificação como Bordeaux AOC ou Bordeaux Superieur. Além das portuguesas as novas usvas são a Marselan (adoradas pelos chineses), Arinarnoa, Petit Manseng, Lilorila  e Castets, uma bordalesa que andava esquecida. Veja detalhes mais abaixo.

Não quero me exibir, mas Jancis Robinson e eu tínhamos razão: os vinhos portugueses tem mesmo classe mundial. Conheci Bordeaux em 2013, há seis anos, acompanho os vinhos e acho que seus vinhos ficarão ainda melhores. Uma reportagem do portal The Peak Malaysia dia 2 de agosto acrescenta detalhes, veja a seguir.

 
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O que isso tudo significa para o bebedor e colecionador?

Para uma das regiões vinícolas mais tradicionais do mundo, é um movimento que realmente marca a ameaça iminente das mudanças climáticas. Mesmo assim, existem ressalvas: os produtores só podem distribuir até 5% de seus vinhedos para essas uvas e misturar apenas 10% para qualquer blend. As novas uvas também só são permitidas em parcelas selecionadas - imóveis de primeira linha como St. Emillion e Paulliac ainda precisam usar as variedades tradicionais por enquanto. Estes vinhos continuarão a ser feitos da mesma forma, pelo que a nova decisão não vai fazer com que os preços de Bordeaux disparem tão cedo.

Felizmente, os Bordelaises já tem experiência em trabalhar com outras uvas não tradicionais fora da França. O educador de vinhos Edwin Soon explica: “Dez por cento é uma quantidade muito pequena de 'novas' uvas - isso não mudará o estilo, mas sim uma ferramenta de ajuste fino e proporcionará mais flexibilidade para produzir um vinho melhor.


Durante a última década e mais, muitas casas de Bordeaux vêm ganhando muita experiência com seus investimentos na Argentina e trabalhando com o acréscimo de Syrah, Malbec e outras variedades de uva às suas misturas de "estilo Bordeaux" produzidas na Argentina. ” "Cabernet Sauvignon e Merlot permanecerão os reis", acrescenta Mathias Camilleri, Master Sommelier e cabeça som de Ce La Vie. "Estou surpreso que algumas das uvas que escolheram não fossem francesas - como Touriga Nacional e Alvarinho, ambas de Portugal. No entanto, como sommelier, seria uma ótima maneira de começar a trazer mais interesse aos vinhos de Bordeaux. Haverá novos estilos para descobrirmos e novas histórias e sabores para compartilhar com os clientes ”, compartilha Camilleri.

Permitir mais variedades de uvas de outras partes do mundo também traz uma desvantagem menos óbvia: a homogeneização. O Master Sommelier Mathias Camilleri explica: “A inclusão de novas uvas, uma das quais é melhor identificada com Portugal (Touriga Nacional) e outra que é mais conhecida como uva branca de clima frio da Espanha (Albarino), significa que os estilos de vinho e variedades de uva estão menos vinculados à identidade regional ... É como o que aconteceu com a indústria automobilística. Antigamente, era fácil identificar as origens de um carro pela forma como conduzia - fosse americano, japonês, europeu, etc. Hoje em dia, os carros são mais semelhantes do que diferentes, por isso é o emblema do carro ou a sua marca que se tornou um aspecto importante para suas vendas. Eu vejo o mesmo acontecendo com o vinho ”.

Conheça uma videira com 500 anos na região dos Vinhos Verdes: http://www.invinoviajas.com/2015/09/conheca-videira-com-500-anos-da-quinta/



 
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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Cientistas de Harvard descobrem que vinho tinto vai ajudar os humanos a sobreviverem em Marte – eu já desconfiava!


Por Rogerio Ruschel, especial do Cinturão de Órion

Estimado leitor ou leitora, se você está pensando em passar o próximo fim de semana em Marte, leve um bom estoque de vinho tinto. Explico porque; eu não, cientistas da Universidade de Harvard. À medida em que cresce a possibilidade de os humanos chegarem a Marte, há uma preocupação sobre como sobreviver lá depois de nove meses de viagem a velocidades alucinantes, em ambiente sem gravidade. Então muitas organizações de pesquisa estão trabalhando nisso – e uma delas demonstrou que o resveratrol, um composto que é encontrado na pele de uvas, no vinho tinto e em mirtilos, poderá ser um grande aliado.

A pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Harvard (EUA) foi financiada pela agência espacial da NASA e publicadas este mês na revista Frontiers in Physiology. O que ocorre é que em viagens longas em ambientes sem gravidade, músculos e ossos enfraquecem, e depois de apenas três semanas no espaço, o sóleo, um músculo localizado na parte de trás das pernas, abaixo dos gêmeos, encolhe um terço. E isso é acompanhado por uma perda de fibras musculares que são necessárias para a resistência, o que dificulta muito as pessoas conseguirem ficar de pé. 



Os pesquisadores já sabiam que o resveratrol, presente especialmente na casca das uvas tintas, tem sido amplamente investigado por seus efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e antidiabéticos, e que seus compostos ajudam a preservar a massa e força muscular. Então resolveram ampliar as pesquisas, e experimentos feitos em camundongos submetidos aos efeitos simulados do desgaste por falta de gravidade, apresentaram resultados promissores.

Os pesquisadores equiparam os ratos com um cinto de segurança e os suspenderam por uma corrente no teto da gaiola. 24 espécimes machos foram expostos a uma carga gravitacional normal (a da Terra) e depois a de Marte, onde a força gravitacional é muito mais baixa, até 60% menor. Os bichinhos ficaram pendurados assim por 14 dias. Metade deles receberam resveratrol em água e a outra metade apenas água.
A comida era a mesma e podia ser distribuida à vontade. Os cientistas mediram a circunferência da parte de trás dos membros - onde o soleus se localiza - e a força de pressão das pernas da frente e de trás semanalmente, e ao fim dos 14 dias os músculos foram analisados. 

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Os resultados, segundo os responsáveis, "foram impressionantes": como esperado, a "condição de Marte" enfraqueceu a aderência e reduziu a circunferência da panturrilha e o peso muscular, entre outros. "Mas incrivelmente," a suplementação com resvaratrol quase resgatou completamente o aperto das pernas e protegeu a massa muscular”, de acordo com cientistas, que reconhecem, no entanto, que a proteção não estava 100% completa, já que algumas áreas das fibras não se recuperaram. Como sabemos que recentemente cientistas italianos descobriram um lago com água em estado líquido em Marte, talvez seja possível tomar uma taça com amigos marcianos na beira de uma piscina. Assim, para garantir que vai estar bem, meu caro leitor ou leitora recomendo que leve vinhos para seu pique-nique no espaço sideral...


In Vino Viajas está empenhado em ajudar seus leitores pelos novos caminhos do sistema solar. Veja outras matérias de interesse para os que já vivem os novos tempos:

Saiba como harmonizar vinhos do Planeta Terra com delícias do espaço sideral aqui: http://www.invinoviajas.com/2017/07/como-harmonizar-inter-galacticas/

Saiba onde pode tomar um bom vinho fazendo turismo astronômico, no Alentejo, Portugal: http://invinoviajas.blogspot.com/2015/12/conheca-dark-sky-alqueva-o-primeiro.html

Fonte: Agência EFE

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sábado, 20 de julho de 2019

Pelo ar, por terra e pelo mar: três passeios imperdíveis em Lisboa com a agência Winelands Portugal


Por Rogerio Ruschel

Estimado leitor ou leitora, Portugal já foi eleito várias vezes o melhor destino turístico da Europa e do mundo e Lisboa acumula vários troféus, tendo sido eleita em junho de 2019 o Melhor Destino City Break da Europa – a melhor cidade para viagens de curta duração da Europa pelos World Travel Awards. Então, a pedido de leitores e em homenagem a Lisboa, vou sugerir alguns passeios de curta duração na cidade.
Como os leitores de In Vino Viajas tem bom gosto, os roteiros sugeridos são da Winelands Portugal, uma operadora de turismo de alta qualidade, pioneira em enoturismo no país, que tem uma vantagem: reflete a visão de Susanna Tocca, uma empresária austríaca com gosto refinado, grande experiência em turismo de eventos e corporativo que há mais de 20  anos escolheu Portugal para viver. Susanna apresenta o país com os olhos de um viajante europeu que valoriza experiências de qualidade e surpreendentes.

Se você tiver pelo menos dois dias, pode curtir roteiros como o Segredos do Alentejo, Alma Lusa, Caminhada no Douro,m passeios diferenciados no Porto e outros que a Winelands oferece. Mas hoje vou apresentar três passeios para quem tem apenas um dia; são experiências curtas mas muito interessantes em Lisboa, obrigatórias para quem vai pela primeira vez à cidade. 

1. Passeio pelos céus de Lisboa e pelas vinhas da Bacalhoa


Este programa oferece uma emoção única na região de Lisboa: voar sobre o rio Tejo, admirar a capital e a Peninsula de Setúbal do céu, pousar perto de Vila Fresca de Azeitão, visitar a Quinta da Bacalhoa para provar alguns dos mais bem conceituados vinhos portugueses e voltar de helicóptero. Um passeio de 3 horas, com 40 minutos no helicóptero!

Isto é o que se pode chamar de de verdade de um programa exclusivo e diferenciado. Você embarca em um helicóptero turístico (mínimo 2 e máximo 5 passageiros), e após um vôo de 20 minutos sobre o Tejo, Lisboa e a região da Península de Setubal, visita a adega e o Palácio da Bacalhoa, que por causa de seus jardins (abaixo), vinhedos, vinhos e azulejamentos é uma das mais famosas adegas de Portugal. Neste ambiente magnífico você vai fazer uma degustação de 4 vinhos Premium, incluindo Espumante e o Vinho Moscatel, vai degustar os famosos Queijos de Azeitão - e vai voltar feliz da vida, voando, para Lisboa.


Tudo de bom, não? A Bacalhoa é uma antiga propriedade da Casa Real Portuguesa. A quinta com o famoso Palácio da Bacalhoa - também conhecido como Palácio dos Albuquerques - fica na pequena aldeia de Vila Fresca de Azeitão, Concelho de Setúbal. Alguns dos vinhos, como o Quinta da Bacalhoa Tinto e em anos excepcionais o Palácio da Bacalhoa, são ícones da qualidade vinícola de Portugal. 

O passeio está disponível durante todo o ano de segunda-feiras a sábados, das 10h00 às 16h00, conforme disponibilidade, com preços por pessoa variando entre 192 Euros (5 pessoas) e 470 Euros (2 pessoas). Mas é bom reservar com a Susanna. Veja detalhes aqui: https://www.winelands.pt/epages/2759-160616.sf/pt_PT/?ObjectPath=/Shops/2759-160616/Products/EXP09LX-Lisboa
 
2. Costa de Lisboa em Veleiro com por-do-sol inesquecível




Este programa oferece uma maneira diferenciada de conhecer Lisboa, como os antigos navegantes o faziam quando chegavam de meses de aventuras no mar: de barco. Quando estão lá, com tanta coisa para conhecer, poucas pessoas se lembram disso, mas Lisboa fica na foz do Rio Tejo com o Oceano Atlântico. Assim, apreciar a Costa de Lisboa a partir de um veleiro é uma experiência memorável! A Winelands Portugal oferece um roteiro sob medida para aproveitar melhor a segunda parte do seu único dia: um passeio de duas horas de veleiro, saindo da Doca do Bom Sucesso, na Marina de Lisboa.

Como já me disse um amigo que fez a viagem, é uma outra magia. O roteiro oferece uma visão inusitada de atrações conhecidas como Belém,Praça de Comercio e Alfama, e se você escolher o cruzeiro para estar a bordo no pôr-do-sol, vai ver tudo isso com aquela luz romântica pela qual Lisboa é conhecida mundialmente.

A bordo são servidos refrigerantes e vinhos. O programa está Disponível durante todo o ano, de segunda-feira a sexta-feira, oferece vagas de 2 até 40 pessoaspartir de 2 pessoas, por 70 Euros por pessoa. Veja detalhes aqui: https://www.winelands.pt/epages/2759-160616.sf/pt_PT/?ObjectPath=/Shops/2759-160616/Products/%22EXP02LX%20-%20Lisboa%22


3. Clássicos de Lisboa em Tuk Tuk com degustação de especiarias
Este roteiro é um clássico na cidade: a descoberta da Lisboa antiga em um passeio de Tuk Tuk nos bairros Alfama, Baixa e Chiado, parando em 3 miradouros para contemplar a cidade e incluindo degustação de vinhos e de queijos de Azeitão num dos locais mais tradicionais de Portugal, os wine bars do Bairro Alto. O Tuk-tuk é um triciclo motorizado para transporte de até 5 turistas bem protegidos, ecológico e perfeito para passear em ruas estreitas driblando bondes e o trânsito pesado.
O roteiro sai da Praça da Figueria entre as 10h00 ou 16h00 e por 2,5 horas passa pelo coração de Lisboa na Alfama, a parte mais antiga da cidade, com as suas ruas estreitas, pracinhas autênticas e escadarias; pela animada Baixa, pela Praça do Rossio e pelo badalado bairro do Chiado. Nas lentes de sua câmera estarão casas com fachadas de azulejos antigos, surpresas urbanas, lojas vintage e de design, os pontos mais bonitos e emblemáticos da cidade a partir dos Miradouros de Nossa Senhora do Monte, de Santa Luzia e de São Pedro de Alcântara.


E sabe onde termina? No Bairro Alto, em um dos badalados wine bars para degustar os excelentes vinhos portugueses acompanhados por um delicioso queijo de Azeitão (aquele com recheio que derrete na boca) e pão, e também o local ideal para fazer compras diferentes ou para jantar em um dos restaurantes típicos. O preço por pessoa varia entre 40 Euros (5 passageiros) e 75 Euros (2 pessoas). O roteiro fica aqui: https://www.winelands.pt/epages/2759-160616.sf/pt_PT/?ObjectPath=/Shops/2759-160616/Products/EXP01LX-Lisboa

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Veja como a agricultura familiar está levando sustentabilidade para os hóspedes de grandes redes hoteleiras


Por Rogerio Ruschel
Exclusivo – Entrevista com Mauro Carvalho, CEO da Realgem´s Guest Solutions.  
Prezado leitor ou leitora, segundo algumas pesquisas, o terceiro item mais importante na escolha de um hotel são os mimos oferecidos aos hóspedes. E os mais lembrados são as amenities (amenidades), aqueles produtos de higiene em miniatura que a gente encontra no banheiro com sabonetes, xampus, hidratantes, tocas, sais de banho e outros. Geralmente eles tem embalagens muito bonitas mas eu gosto mesmo quando eles tem outro valor: quando são feitos de maneira sustentável. Eles podem ser mais sustentáveis pelas matérias-primas, embalagens, ou ainda por estarem integradas em um contexto de Comércio Justo (ou Fair Trade). Ainda são poucas as alternativas comercialmente viáveis com este contexto, mas acho importante mostrar os bons exemplos para que outros sejam estimulados. E para isso entrevistei uma pessoa que também acredita nisso, Mauro Carvalho, CEO da Realgem´s Guest Solutions.
A Realgem´s Guest Solutions - que apesar do nome é 100% brasileira e tem sua sede no Paraná - se apresenta como “o maior fornecedor de cosméticos e produtos de marcas de luxo exclusivos para estabelecimentos de hospedagem” do Brasil e tem procurado trabalhar com amenities no contexto do Comércio Justo, como os produtos da Talentos do Brasil. Comércio Justo, como você sabe meu caro leitor ou leitora, é um dos pilares da sustentabilidade econômica e ecológica e procura estabelecer contato direto entre o produtores e compradores, reduzindo a dependência de atravessadores e de instabilidades do mercado global de commodities. Veja acima os ODS - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU, que formam um ambiente de Comércio Justo. 
 Talentos do Brasil é um projeto idealizado em parceria com os Ministérios do Turismo e do Desenvolvimento Agrário, além do SEBRAE, com o objetivo de fortalecer a relação entre a agricultura familiar e atividades produtivas. No site da Secretaria de Agricultura Familiar (MAPA), sabe-se que vários grupos, em todo o país vem desenvolvendo atividadescom babaçu, bordados, piaçava, crochê, sisal, lã de ovelhas, buriti, juta, peles de peixe, folhas, cana de açucar, pedras, taboa, tururi e outros materiais naturais como o mel, este já incorporado à atividade turística. A Realgem´s participa do projeto porque, além de terem qualidade, segundo Mauro Carvalho, “oferecer os amenities Talentos do Brasil é uma atividade altamente sustentável e que gera uma melhor renda para os pequenos agricultores, porque além do ganho na venda da matéria-prima, 5% do lucro com essa linha é deles”.
Leia a seguir a entrevista com Mauro Carvalho (na foto acima).
Rogerio Ruschel - Porque a Realgem´s Guest Solutions ao que parece trabalha com apenas uma marca FairTrade, a Talentos do Brasil? Não existe oferta de outros produtos que ofereçam características de sustentabilidade em amenities? Ou não há mercado para produtos com preços um pouco superiores a produtos convencionais?
Mauro Carvalho - "A linha Talentos do Brasil Tda Realgem's é a única de Fair Trade em amenities do Brasil, da América Latina, e possivelmente das Américas. O que gera para os produtores - a Cooperativa AVAPIS (Cooperativa Vacariense de Apicultores - receitas tanto na compra do mel para transformação em extrato, que será utilizado em nossos cosméticos, quanto no final com a destinação de 5% das vendas destes produtos. Temos grandes clientes como as redes internacionais ClubMed e o Hyatt Place, que as utilizam no Brasil. A busca por produtos cada vez mais sustentáveis faz parte da nossa missão com organização. O mercado para produtos sustentáveis do ponto de vista dos consumidores é uma grande preocupação, porém ainda muitos estabelecimentos de hospedagem tem como foco principal o custo. Prova disso é a pesquisa realizada pelo Instituto MAPIE (2016), onde aponta os amenities de qualidade como o 3° item mais relevante pelos hóspedes na hotelaria.
Rogerio Ruschel – Sua empresa trabalha somente com cosméticos, mas o turismo busca sempre aumentar a experiência do hóspede de maneira ampla. Uma das tendências mundiais no turismo é oferecer ao visitante produtos com identidade territorial e comunitária; em cosméticos significa levar propriedades positivas de matérias-primas de vinhos, azeites, queijos, doces, ervas, temperos, etc. Como incorporar a tendência de produtos com identidade territorial no brand management da empresa?

Mauro Carvalho - A linha Terra Brasilis - Frutos do Nordeste, foi criada com essas características culturais. Outro exemplo foi a linha Riqueza Natural, presente há quase 20 anos no Mercado, que traz elementos bem brasileiros. Temos desenvolvido vários projetos que seguem essa mesma linha de Fair Trade, onde temos um grande parceiro que é a Natura, que reconhecidamente produz cosméticos com grande respeito a comunidades amazônicas. Temos desenvolvido para diversos clientes formulações exclusivas, conforme a necessidade de cada estabelecimento sejam eles pequenas pousadas ou grandes redes.
Rogerio Ruschel - Se o objetivo do projeto Talentos do Brasil é inserir produtos da agricultura familiar na atividade turística, como a Realgem´s Guest Solutions imagina que poderia aumentar a presença destes produtores em seu trabalho de fornecimento de produtos para redes hoteleiras para além do tradicional? Haveria espaço para a Realgem’s incluir em sua linha de amenities outros produtos que ajudem a inserir o hóspede em um contexto de familiaridade e amabilidade como amenities gastronômicas, amenities não-comestíveis, ativos de artesanato local e outros? 
“Na linha de Fair Trade temos um grande parceiro que é a Natura, que reconhecidamente produz cosméticos com grande respeito a comunidades amazônicas.”
Mauro Carvalho - Fomos novamente pioneiros em amenities de 4ª geração; tivemos com a rede Radisson o Projeto Cidades, com características culturais de cada localidade onde a rede possui seus estabelecimentos. Outro bom exemplo foi a linha Fernando de Noronha, que resgatou a essência desse que é um dos locais mais belos do Brasil. Está em nosso DNA desses 30 anos resgatar as características de cada região, pois tais produtos podem levar um pouco das características de uma localidade para todo o mundo, por meio da hotelaria. E sabemos que isso ocorre com produtos típicos de pequenas regiões na Europa como Queijos, Vinhos, Azeites.
Rogerio Ruschel  - O enoturismo mobilizou em 2018 cerca de 1,2 milhões de diárias no Brasil, em regiões vinícolas do Brasil como a Serra Gaúcha, a Campanha Gaúcha e a Serra Cararinense. O óleo de semente de uvas possui propriedades antioxidantes bastante conhecidas e valorizadas em termos medicinais e cosméticos. Ao que parece a Realgem´s Guest Solutions não oferece linhas de amenities com insumos baseados em uvas para hotéis nestas regiões. Porque isso ocorre?
Mauro Carvalho - Desde nossa fundação em 1989, já utilizávamos o óleo da semente de uva. Tivemos no ano de 2017 uma linha de amenities chamada Vinum, com extrato de hibisco e sementes de uva em sua formulação, assim como um frasco exclusivo para tal, mas infelizmente a linha acabou sendo descontinuada no Brasil, porém no Chile ela é uma de nossas mais vendidas. Assim temos realizado regularmente pesquisas com nossos clientes, para buscar as tendências do que eles procuram. Um bom exemplo é a tendência que percebemos do uso de dispensers em hotéis, para evitar o desperdício de produto e uso de plástico, e que virou uma realidade excelente para todos os lados, mas principalmente para o meio ambiente.
“Sabemos da importância e do potencial que produtos com matérias primas sustentáveis e genuinamente brasileiras têm mundo afora.”
Rogerio Ruschel  - A Realgem´s Guest Solutions opera na Europa?
Mauro Carvalho - Hoje nossa atuação está centrada no Brasil e América Latina (Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru, Uruguai e Chile), por conta das oportunidades que temos de atuações além do Brasil, também nestes países vizinhos. Hoje a Realgem’s já é uma empresa internacional, porque temos parcerias estratégicas na Àsia, Europa, América do Norte e América Latina. Sabemos da importância e do potencial que produtos com matérias primas sustentáveis e genuinamente brasileiras têm mundo afora, e por aqui são pouco valorizados. Por isso atender essas redes em outros continentes também é um dos nossos caminhos para a próxima década. 
Hoje estamos preparados para atuar em qualquer país, devido a nossa preocupação ambiental, mesmo sob as mais rígidas legislações, pois nossas formulações são totalmente biodegradáveis, nossos frascos também contribuem, pois de forma comprovadas eles se degradam totalmente em apenas 4 anos, sem causar danos no meio ambiente. Outra preocupação está na logística reversa, em que os produtos fazem o caminho inverso até terem a sua correta destinação, por meio das usinas de reciclagem e programas de coleta seletiva, para isso temos parceria com o Instituto INPAR (Instituto Paranaense de Reciclagem). Assim como nosso pioneirismo na oferta de dispensers para os meios de hospedagem, o que reduz em até 1.200% a quantidade de plásticos no meio ambiente.
Rogerio Ruschel  - Como diferenciar os produtos da Realgem´s Guest Solutions de concorrentes que fabricam cosméticos e que concorrem com amenities próprios como por exemplo L’Occitane e Natura, ou outros distribuidores como Harus, Ecco e Trussardi?
Mauro Carvalho - Nossos produtos se diferenciam do ponto de vista de suas formulações, pois trazemos ao mercado as melhores formulações da hotelaria brasileira, o que resulta em uma qualidade superior. A Natura é um grande parceiro que temos, fomos procurados por eles assim como outras grandes empresas para desenvolvermos suas estratégias comerciais para a hotelaria, devido a nossa expertise de mais de 30 anos. Os demais concorrentes dos nossos produtos na prática seriam apenas os importados em termos de qualidade; mesmo marcas importadas quando fabricadas em solo brasileiro são produzidas com qualidade inferior, e quando estas empresas destacam um ativo em suas formulações, mas as utilizam em doses tão pequenas que não surtem nenhum efeito. Desta maneira nosso foco não está na quantidade, mas sim na qualidade quando produzimos amenities que os hóspedes possam utilizar sem medo. Ocorrem muitas vezes de hóspedes nos procurarem para adquirir tais produtos para uso pessoal."
 
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