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quarta-feira, 6 de março de 2019

Enoturismo na Itália vale 2,5 bilhões de Euros movimentados por 14 milhões de turistas. Grazie, mio Dio!!!


Por Rogerio Ruschel
Meu prezado leitor ou leitora, In Vino Viajas acompanha o movimento do enoturismo na Itália há alguns anos. Ao final deste artigo você vai encontrar links para artigos sobre o assunto desde 2013, além de uma entrevista exclusiva com Paolo Benvenutti (foto abaixo), o presidente da Associação Cittá del Vino (Associazione Nazionale Città del Vino da Itália), a associação que reúne milhares de organizações e pessoas nos 432 municípios que tem sua economia fortemente influenciada pela vinicultura na Itália – entre os quais os produtores responsáveis por 80% dos vinhedos italianos com certificação de origem. Na foto acima, Montalcino. Pois agora In Vino Viajas vai atualizar sua informação.

Pouco mais de 14 milhões de atendimentos estritamente relacionados ao enoturismo, faturamento de 2,5 bilhões de Euros (R$ 10,7 bilhões) ao longo de toda a cadeia de suprimentos, com 85 Euros (R$ 360,00) de gasto médio por dia, aumentando para 160 Euros (R$ 685,00) com hospedagem. Esses são os números do Relatório do Enoturismo na Itália número 15, produzido pela Universidade de Salerno e pela Città del Vino, qual emergem vários pontos interessantes. A partir da pesquisa exploratória entre os 432 Municípios das Cidades do Vinho da Itália constata-se que mais da metade (52%) não prevê o pagamento de um imposto turístico. Além disso, 73% dos Municípios realizaram em 2018, um ou mais projetos para promover ou melhorar a oferta enoturista, mas quase 60% deles não possuem um Posto de Turismo.

No entanto, de acordo com informações recebidas dos próprios municípios, os enoturistas dão uma boa nota (7,18 em média) para a oferta do turismo do vinho como um todo, incluindo as iniciativas das adegas, fornecedores e assim por diante. Além disso, os enoturistas representariam 26,9% do volume de negócios das vinícolas e ainda mais - 36% - dos negócios dos restaurantes, hoteleiros e produtores de produtos típicos. No geral a qualidade das infra-estruturas de acesso aos vários territórios é considerada insuficiente pelos turistas (média de 5,4), bem como o funcionamento das Rotas de Vinho e Sabores (5,8) dos quais fazem parte 2 em cada 3 municípios da rede.

Do ponto de vista das vinícolas (42 responderam à pesquisa exploratória, dos quais metade Toscana), o enoturismo é mesmo importante, porque as vendas diretas nas visitas às caves e degustações são responsáveis ​​por 65% de todas as atividades de enoturismo em oferta.
E embora as opiniões dos entrevistados em geral seja positivo sobre os níveis de serviço oferecidos, as falhas e atrasos existem, por exemplo, na acessibilidade aos deficientes físicos.

Sem grandes surpresas, a Toscana (foto acima) é confirmada como a região enoturística mais popular da Itália, com quase metade das preferências globais (48,41%). Seguem-se Piemonte, Trentino-Alto Adige e Campania. A partir da pesquisa exploratória também se chega a um tiquete de gasto médio de 85 Euros para os enoturistas de passagem (que visitam os territórios sem dormidas) e de 160 Euros por turista considerando-se o nível global de experiência de serviços para o turismo do vinho ao longo da cadeia de abastecimento, incluindo viagem, alimentos, alojamento, compra de garrafas na adega, compra de produtos típicos no local.
As grandes constatações são que o turista do vinho não contribuiu apenas com benefícios para os donos das vinícolas e que ele está pronto para gastar bastante para obter uma experiência de degustação de qualidade, de vinhos de qualidade. Brindo a isso.
Fontes:  Città del Vino  e Vinititaly.com

Saiba mais sobre o enoturismo na Itália em In Vino Viajas:

·      Veja como a Città del Vino promove o território, a identidade e a excelência para manter os vinhos e o enoturismo da Itália no mapa dos melhores do mundo - http://www.invinoviajas.com/2015/08/citta-del-vino/

·      Pesquisa da Associazione Nazionale Città del Vino da Itália sugere estratégias e políticas para o turismo do vinho e da gastronomia - http://www.invinoviajas.com/2013/10/pesquisa-da-associazione-nazionale/

·      A importância da internet para o turismo na Itália, segundo a Associazone Nazionale Cittá del Vino - http://www.invinoviajas.com/2013/08/a-importancia-da-internet-para-o/



sexta-feira, 1 de março de 2019

Show de enoturismo: dormindo em bolhas transparentes com o céu estrelado e cercado por vinhedos na Austrália, Espanha ou México

Por Rogerio Ruschel
Meu prezado leitor ou leitora, que tal acrescentar doses crativas de design realmente contemporâneo e experiências definitivamente aventureiras no seu próximo roteiro de enoturismo? Pois In Vino Viajas mostra como isso é possivel, onde e como: conheça agora três hotéis que oferecem quartos de bolha inflável transparente, em cenários instigantes. 
Bubble Tent, Australia
O primeiro roteiro é para se hospedar no Bubble Tent, o primeiro hotel com quartos de bolha inflável da Austrália, localizado a meio caminho entre as cidades de Mudgee e Lithgow, a cerca de 200 km a noroeste de Sydney. OK, é no meio do deserto, mas tem vantagens: uma vista estonteante para dois patrimonios incríveis: o canion do vale de Capertee (o segundo maior desfiladeiro do mundo que inclui uma Área Importante de Aves (IBA) com aproximadamente 242 espécies); e um dos mais límpidos e estrelados céus do mundo. Mas na minha opinião tem uma terceira atração: cerca de 40 adegas produtoras de vinho com enoturismo na região de Mudgee, e outras tantas um pouco mais longe.


A tenda-bolha tem uma grande área transparente e foi projetada para proteger os hóspedes dos elementos da natureza e para manter sempre uma vista ininterrupta para o hóspede.  Quando chega ao local, o turista recebe um telescópio para observar as estrelas, um App para identificá-las automáticamente e um iPad carregado com aplicativos de observação de aves. As atividades incluem vôos de helicóptero, trilhas a pé sobre a propriedade de 1.000 hectares, rapel, canoagem e pesca. Além, é claro, de visitas aos vinhedos e adegas da região.
A tenda-bolha é inflada por uma tecnologia que usa um sistema pressurizado (uma turbina ecológica operada por baterias e energia solar) que enche e renova constantemente o ar. Infelizmente não posso lhe dizer onde fica o hotel, porque a localização exata do Bubble Tent é mantida em segredo até você ter feito reserva, assim eles conseguem manter a experiência privada e isolada.
Campera Hotel Burbuja, Baja California, Mexico

O Campera Hotel Burbuja está localizado em Ensenada, no coração de Valle de Guadalupe, Baja California, México, na estrada que liga Laja e Finca Altozano. Rodeado por vinhedos, montanhas e olivais, o Campera é um eco-resort único, focado na sustentabilidade e que oferece uma experiência imersiva e luxuosa. E uma das atrações são os quartos-bolha, as burbujas.

O hotel tem dez quartos-bolhas projetados na França e construídos com o mais alto grau de qualidade de materiais, cada um contando com banheiro privativo, cama grande e comodidades de luxo. Aliás, é bom registrar que estes e os quartos-bolha dos osutros hotéis aqui apresentados são projetadas para suportar os climas mais agressivos e são pressurizados e climatizados para oferecer uma experiência segura e confortável.

Como no Bubble Tent da Austrália, aqui também o turista descansa tendo o firmamento como teto, e cercado por vinhedos. E são muitos vinhedos: o Valle de Guadalupe tem mais de 80 vinícolas. Aliás, dentro do frigobar dos quartos-bolha o visitante pode desfrutar de vinhos mexicanos da região, um branco e outro tinto, produzido nos vinhedos de Docepiedras, região do vale com campos de golfe e vinhedos. O hotel e a região também oferecem experiências gastronômicas em mais de 20 restaurantes com chefs conhecidos e visitas a produtores de azeites de oliva. Que tal?
Hotel Aire de Bardenas, Navarra, Espanha 

O terceiro hotel fica na Espanha – e uma das fotos é a que abre aeste artigo. O Hotel Aire de Bardenas está localizado no centro da Comunidade Autônoma de Navarra, ao lado da Reserva Natural Bardenas Reales, no Nordeste da Espanha, fazendo divisa com a França. A região tem um clima árido, que se manifesta com grandeza paisagística do Parque Natural del as Bardenas Reales, 42 mil hectares de paisagens áridas e formações rochosas moldadas naturalmente pela ação das chuvas e um visual muito exótico (foto abaixo). 

Para aproveitar melhor, você pode escolher hospedar-se em bangalôs especiais com vista para as Bardenas Reales, quartos possuem jardim privativo e/ou banheira grande ao ar livre. Ou em um dos quartos-bolha infláveis. O céu está repleta de estrelas e por causa do ambiente quase desértico, a natureza é surpreendente com lindos por-do-sol e amanhecer. Para os hóspedes resta relaxar, fazer trilhas na área do hotel e na Reserva Natural, comer – e beber. Este é um bom local porque o hotel está tão próximo da capital Pamplona quanto de Logroño, já em La Rioja, uma das mais prestigiadas regiões vinícolas da Espanha. São mais ou menos 60 quilômetros, uma distância que vale a pena para passar o dia.


Além das vinícolas por perto, há muitos mosteiros nas proximidades e mais uma atração: produtores de azeite. Na região é possivel realizar visitas e degustação de azeites e dependendo da época, poderá fazer visitas guiadad para acompanhar alguma atividade do processo de fabricação de azeite virgem extra em uma prensa ecológica de alta qualidade com visita ao olival. Gostou?
Meu caro leitor ou leitora, se eu tivesse como investir, faria um destes hoteis com quartos-bolha transparentes no Alentejo, emlocalização estratégica: no município de Reguengos de Monsaraz (a capital portuguesa dos vinhos) perto do Lago Alqueva e do Castelo de Monsaraz e ao lado do Dark Sky Alqueva, o observatório de turismo astronômico certificado pela Nasa. E convidaria meus hóspedes para visitar e degustar os vinhos da Carmim, Ervideira, José de Souza, Herdade do Esporão, Monte dos Perdigões, São Lourenço do Barrocal e outros do território de José Calixto, prefeito da cidade e presidente da Rede Européia de Cidades do Vinho - Recevin. Quem sabe eu ganho na loteria?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Convite comunitário: em março Santa Catarina realiza a 6a. Vindima de Vinhos de Altitude do Brasil; participe, divirta-se, relaxe - e seja feliz.


Por Rogerio Ruschel, com algumas fotos Daniele Lottermann

Meu prezado leitor ou leitora, este é um convite feito por uma comunidade inteira: conhecer uma das mais importantes regiões produtoras de vinho do Brasil, em eventos alegres e divertidos realizados por um mutirão de empresas e órgãos de governo, entre os quais a Associação Vinhos e Vinícolas de Altitude de Santa Catarina, Prefeitura Municipal de São Joaquim e SEBRAE/SC, representadas pelos cavalheiros da foto acima, Eduardo Bassetti, presidente; Giovani Nunes, prefeito e Anacleto Angelo Ortigara, diretor, respectivamente.

Além das belas e badaladas praias do litoral, Santa Catarina também tem atrações no interior do estado, como o turismo dedicado à gastronomia (alemã e italiana), o turismo com experiências de vida rural, e mais recentemente o turismo dedicado à cultura do vinho; o estado já é um importante pólo produtor de vinhos do Brasil, disputando espaço com São Paulo e Paraná. E com um detalhe: Santa Catarina tem se destacado na produção de vinhos finos de altitude, uma especialidade exclusiva no Brasil – nem na Europa se produz vinhos em altitudes de até 1.400 metros. 



Pois agora em março, brasileiros de todos os rincões vão subir a impressionante rodovia da Serra do Rio do Rastro (foto acima) ou outras estradas, para participar da 6a. Vindima de Altitude do Brasil. Os eventos vão ser realizados de 1 a 31 de março na Serra Catarinense, e você pode se diverter e ajudar na colheita desta que provávelmente vai ser uma safra recorde, estimada em 1 milhão de quilos, que vão gerar 1 milhão e 300 mil garrafas de vinho.

Os organizadores reservaram aos visitantes uma intensa programação a partir da abertura dos festejos no primeiro dia de março, na Praça Cezário Amarante, no centro de São Joaquim. No dia da abertura estão incluídas diversas atrações culturais gratuitas para todos os públicos, com a degustação dos vinhos mais conhecidos da região, além de queijos produzidos ali mesmo. 


 Mas a agenda de eventos continuará por todo o mes, sempre nos finais de semana, nas vinicolas que participam do programa. Cada vinícola criou uma programação própria com roteiros de visitas, almoços e jantares harmonizados, por-de-sol e passeios. A agenda prevê shows, cursos, workshops e oficinas sobre as variedade de uvas de vinhos de altitude, exercícios de análise sensorial de produtos e características olfativas, visuais e gustativas de vinhos tintos, brancos e rosés de altitude.

A Vindima deste ano, organizada pela Associação Vinhos e Vinícolas de Altitude de Santa Catarina, inclui 14 vinícolas dos municípios de São Joaquim, Campo Belo do Sul, Urubici e Bom Retiro: Abreu Garcia, D’Alture, Hiragami, Suzin, Quinta da Neve, Leone di Venezia, Serra do Sol, Thera, Vivalti, Villa Francioni, Villaggio Bassetti, Villaggio Conti, Vinhedos do Monte Agudo e Pericó. 



As vinicolas tem pousadas próprias ou parcerias com pousadas para todos os gostos e preço, e a região oferece bons restaurantes, cafés e hotéis. E tem os vinhos, meu caro leitor ou leitora. Eu tenho boas referências dos vinhos da Villa Francioni – que andam impressionando especialistas – e me surpreendo a cada garrafa dos vinhos da Villaggio Conti. 

Os Conti são vinhos de profunda inspiração italiana e muito ricos em novidades como uvas quase desconhecidas no Brasil como as tintas Teroldego, Aglianico e Resfosco Dal Peduncolo Rosso, e brancas como Grechetto (abaixo), Vermentino e Ribolla Gialla, além da Malvasia de Candia que, produzida nas Ilhas Canárias, ESpanha, encantava Sheakespeare e Saramago. E tem também a Arancione, uma uva tinta com a qual Humberto Conti faz um vinho laranja excepcional.



Esta vindima apresenta outra qualidade: ela reflete o esforço da comunidade. E quem me prestigia com sua leitura sabe que costumo dar destaque a eventos que retratam união em torno de objetivos de interesse comum e que respeitam a cultura local. Porisso quero registrar que a 6a.Vindima é realizada via Lei de Incentivo à Cultura, conta com patrocínio da Engie, Supermercado Zabot, Oxford e Lamar e apoio do IFSC, Prefeitura Municipal de São Joaquim, Governo do Estado de Santa Catarina, BRDE, Sebrae, Souza Cruz, Terroir Villaggio, SESC, Aproserra e Bocatti. O evento é uma realização da Vinhos de Altitude Produtores e Associados e da Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania do Governo Federal.
-->O presidente da José Eduardo Pioli Bassetti, que também é proprietário da vinícola Villaggio Bassetti e o produtor Acari Amorim, da Vinícola Quinta da Neve, lembram que este ano a região vai completar 20 anos dos primeiros plantios de parreiras nos campos de altitude da Santa Catarina. “Em 15 anos, nossos vinhos se tornaram referência em qualidade e ganharam prêmios nacionais e internacionais”, fala Bassetti. Concordo com ele. Não degustei todos os vinhos de altitude do Brasil, nem conheço todas as vinícolas, mas aqueles que provei me impressionaram.
Saiba mais em  https://www.vindimadealtitude.com.br

Então, meu caro leitor ou leitora, se você puder, suba a serra do Rio do Rastro. E seja feliz.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

The Porto Protocol: a indústria do vinho enfrenta com muita vontade e classe seu pior inimigo, o aquecimento global



Por Rogerio Ruschel
Prezado leitor ou leitora, as mudanças provocadas pelo aquecimento global já são suficientemente graves para a humanidade, com tormentas, tempestades, furacões e incêndios cada vez mais agressivos, ondas de frio e de calor nunca vistas antes - e como se isso não bastasse, horror dos horrores, já estão ameaçando os nossos vinhos!!!!! Mas podemos ajudar a enfrentar isso com coragem, veja como nesta história.

Segundo a NASA, nos últimos 136 anos desde que a temperatura começou a ser registrada, 17 dos 18 anos mais quentes ocorreram desde 2001, exceto em 1998; e o ano de 2016 foi o mais quente já registrado. Ora, vinho depende de uvas, um produto agrícola que depende do clima, que depende de sistemas como o ciclo do oxigênio, o ciclo da água, o ciclo da temperatura, o aquecimento dos oceanos e tantos outros. Pois nossas atividades predadoras com os recursos do planeta estão desequilibrando ou destruindo estes ciclos, e isso já está chegando às garrafas e adegas.

 
Al Gore vem denunciando isso há mais de uma década, como na foto acima, com o cantor Bono, no World Economic Forum. Na indústria vitivinícola estas mudanças vem sendo sentidas de diferentes maneiras, em diferentes partes do mundo. E há bastante tempo, como eu mesmo tenho publicado aqui no ”In Vino Viajas” (veja no fim deste terxto).

Um relatório de 2016 da AdviClim, uma organização independente que avalia o impacto das alterações climáticas, informa que as flutuações no clima previstas a longo prazo podem causar “mudanças geográficas em variedades de videiras e áreas de produção e mudanças na qualidade e estilo dos vinhos”. Isso significa, meu caro leitor ou leitora, que o status atual de “referência em qualidade” de determinados terroirs, uvas e produtores (como os franceses, italianos, californianos ou alemães) pode simplesmente virar pó, acabando com a dedicação das comunidades, o talento dos winemakers e a herança cultural de centenas de anos.

O relatório também informa que “A terra está ficando mais quente, os padrões climáticos cada vez mais irregulares e isso se torna uma das principais questões ambientais e socioeconômicas enfrentadas pelo desenvolvimento e produção vitícola sustentável no próximo século.” Traduzindo: até mesmo quem estava tranquilo com sua liderança em prestígio e lucratividade na atividade vitivinícola vai precisar pensar com seriedade no assunto.



Muitas organizações começam a se preocupar com isso e hoje quero lhes apresentar uma delas, o The Porto Protocol – o Protocolo do Porto. Está em inglês porque foi concebido assim: global, inclusivo, persuasivo e com forte sentido de urgência. O Protocolo do Porto nasceu na cidade do Porto, Portugal, pela força criativa de Adrian Bridge (foto acima), CEO da The Fladgate Partnership, empresa proprietária de marcas de vinho do Porto como Taylor’s, Fonseca, Krohn e Croft Port, além de hoteis como o fantástico Yeatman e o World of Wine, o gigantesco centro de visitantes, com museus, lojas e restaurantes que está nascendo no centro histórico de Vila Nova de Gaia.
Bridge explica porque se preocupou em formalizar uma proposta de ação no Protocolo do Porto:  “A razão pela qual eu comecei a liderar este movimento sobre mudanças climáticas é simples: estou cansado de ir a conferências onde as pessoas me dizem qual é o problema. Eu entendo o problema. O que precisamos é da solução.”


Por isso em julho de 2018 a Taylor’s Porto da The Fladgate Partnership patrocinou o The Porto Summit 2018, uma conferência sobre mudança climática, na qual o ex-presidente dos EUA Barack Obama participou como orador principal. Na oportunidade Adrian Bridge justificou porque sua empresa estava tão preocupada: “Vivemos de um produto agrícola extremamente vulnerável”.  
O evento reuniu especialistas e ouvintes e lançou o Protocolo do Porto, um conjunto de compromissos que busca incentivar a indústria global de vinhos para um objetivo comum: minimizar os efeitos da mudança climática o mais urgente possivel, reduzir as emissões de CO2 e compartilhar suas experiências e conhecimentos através da plataforman de internet https://www.portoprotocol.com/

Pois agora entre os dias 5 e 7 de março de 2019 vai ser realizada a segunda conferência da série, denominada “The Climate Change Leadership Porto – Solutions for the Wine Industry”. Muitos cientistas, especialistas e empresários do primeiro escalão do mundo do vinho estarão reunidos na bela cidade do Porto – a Invencível – para refletir sobre as propostas do Protocolo do Porto.
A palestra principal estará a cargo de Al Gore, ex-vice do presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, autor de vários livros e do documentário extremamente elucidativo denominado “Uma Verdade Inconveniente”, pelo qual acabou recebendo o Prêmio Nobel da Paz em 2007.

O evento deve reunir cerca de 750 pessoas que tem forte compromisso econômico e social com a indústria (veja acima). Adian Bridge diz que Al Gore deve fornecer informação e inspiração para os participantes. “Estou à procura de inspiração. O que mais eu posso fazer? Que lugar melhor para encontrar motivação do que estar com outras empresas do vinho que lidam com essas questões, em outras partes do mundo? “ Se conseguir apoio, estarei no Porto para informar o que aconteceu aos queridos leitores que nos prestigiam - e que em janeiro de 2019 foram mais de 260.000.


Atualmente a The Porto Protocol já está agindo além das fronteiras vinícolas, com a participação de universidades, empresas de consultoria, hotéis, organizações de turismo – e midias, entre as quais o blogue “In Vino Viajas”, um orgulhoso membro associado. 

Aliás, In Vino Viajas é o primeiro associado da The Porto Protocol no Brasil, e o segundo da America do Sul, depois da Bodega Catena Zapatta da Argentina. E seguramente é o blogue de cultura de vinho emtodo o mundo que mais pesquisa e publica sobre meio ambiente e sustentabilidade.
Este é meu compromisso e brindo a isso!!!!

Para saber mais sobre o evento, acesse http://www.climatechange-porto.com/
Para conhecer algumas das reportagens de In Vino Viajas sobre sustentabilidade acesse http://www.invinoviajas.com/?s=sustentabilidade