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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Conheça os melhores vinhos do sul de Portugal na RuralBeja, a maior feira rural da região, e ganhe de brinde castelos, museus e uma bela historia de amor


Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor ou leitora, imagine uma comunidade com mais de 2500 anos de história, implantada em uma grande planicie fértil repleta de construções megalíticas e vinhedos, sobreiros e olivais e com o céu mais claro do mundo. Imagine que, embora esta comunidade tenha uma clara vocação para a agricultura, seja uma cidade com castelos, uma vila romana incrível e belas atrações culturais como a Sala Capitulo do Museu Rainha Dona Leonor da foto acima. Pois esta comunidade se chama Beja, é a capital do Distrito de Beja e do Baixo Alentejo em Portugal, um excelente local para conhecer vinhos do centro e sul de Portugal. Na foto abaixo, panorâmica da Herdade dos Grous, uma das vinicolas de Beja.

Pois se você quiser conhecer Beja uma boa oportunidade é 6 e 9 de Outubro, quando a cidade estará em festa: é que todos os anos no mes de outubro esta comunidade se apresenta para visitantes de todo o mundo na RURALBEJA. Realizada pela prefeitura, a RURALBEJA é talvez a mais importante feira do sul de Portugal, que além do turismo cultural, vinhos, azeites e gastronomia, apresenta o Salão do Cavalo Lusitano, a Festa Brava (uma série de provas com touros), a Avibeja (mostra regional de aves), a Canibeja (feira de cães) e apresentações de um espetáculo pelo qual sou particularmente apaixonado, o Cante Alentejano.

Para um visitante que não é criador de animais, a principal feiras é a Vinipax, a grande mostra de vinhos do sul de Portugal. O diretor técnico da Vinipax é o enólogo Aníbal Coutinho, critico de vinhos dos jornais Diário de Noticias e Jornal de Notícias e autor de conhecidos guias de vinhos de Portugal, os das séries “Copo & Alma” e “Guia Popular de vinhos”. Pois Coutinho coordena também o Concurso Internacional de Vinhos "PREMIO FIJEV/VINIPAX" em parceria com a Federação Internacional de Jornalista e Escritores de Vinhos (FIJEV), provavelmente o mais importante desta região portuguesa; na edição 2015 cerca de 60 vinhos do Alentejo e das regiões de vinhos do Algarve e da Península de Setúbal competiram no concurso.

Mas nem só de vinhos vive o homem e Beja oferece turismo de qualidade. Fundada por celtas cerca de 400 anos AC, Beja foi invadida e colonizada por lusitanos e cartagineses; foi uma província do Império Romano por mais de 600 anos, do qual chegou a ser a sede de uma das quatro chancelarias da Lusitania (o nome do Império Romano na Península Ibérica), no tempo do imperador Augusto. Depois dos romanos, o território foi ocupado por visigodos, alanos e suevos. Entre os anos 714 e 1162 esteve nas mãos dos árabes, foi reconquistada pelos cristãos e finalmente se tornou uma cidade portuguesa em 1517. Como se não bastasse, Beja ainda sofreu com as invasões francesas entre 1807 e 1811, mas vamos deixar Napoleão pra lá.
Com 23.000 moradores (foto acima, a vidade vista do Castelo), Beja atrai milhares de visitantes com seu patrimônio histórico, religioso, cultural e gastronômico exclusivos. É uma cidade que foca na qualidade de vida e na valorização do tempo dos seus moradores, oferecendo lazer e cultura como parte dos serviços básicos, além de água, luz, esgoto, transporte e habitação. Dois exemplos são uma biblioteca especializada em historias em quadrinhos, ilustrações, cartuns e cinema de animação e o investimento em um projeto para ser uma referência regional e nacional no que diz respeito à sustentabilidade, até o ano de 2020. Na foto abaixo parte das ruinas da Vila Romana.

Os turistas geralmente dão preferência para o Museu Rainha Dona Leonor (também conhecido como Museu Regional de Beja) implantado nas dependências do antigo Convento da Conceição e tombado como Patrimônio Nacional desde 1922 (foto acima, a Sala do Capitulo); o Museu Jorge Vieira – Casa das Artes com obras do escultor lisboeta Jorge Vieira, um dos mais importantes do século XX de Portugal e o Espaço Museológico Rua do Sembrano, com foco na arqueologia e paleontologia.
 
Mas além dos museus, outra visita obrigatória é o Castelo de Beja, parte remanescente dos antigos muros de defesa da cidade construido pelos romanos entre o século III e o século IV (fotos acima); a Villa Romana dos Pisões, com cerca de 30 mil metros quadrados (foto abaixo), e igrejas e abadias, muitas delas.

E por falar em igrejas, foi em Beja que nasceu a freira Mariana Alcoforado (foto abaixo), em 1640, autora de cinco cartas de amor dirigidas ao Marquês de Chamilly (o bonitão da foto abaixo), um marechal do exército francês que lutou em Portugal durante a Guerra da Restauração. As tais cartas de amor da freira foram passadas para fora do convento por uma janela, “vazaram na rede”, como se diz nestes tempos de internet, e acabaram se tornando um clássico literário de amor proibido com o titulo de “Cartas Portuguesas”.     
 
Então já sabe, estimado leitor ou leitora: se você quiser conhecer os vinhos do sul de Portugal, se divertir, conhecer coisas bonitas e sentir no coração um vento que já soprou em amores clássicos, aproveite e visite a RuralBeja, em outubro; conheça detalhes aqui: http://www.cm-beja.pt/homepage.do2
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e gosta de cavalos lusitanos, pássaros e cães, mas prefere vinhos e azeites.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Eno-Olimpíadas revelam os 30 mais bem pontuados vinhos do Brasil, vencedores entre 850 candidatos de 110 vinícolas de 8 estados

Por Rogerio Ruschel (*)

Meu prezado leitor ou leitora, a Grande Prova Vinhos do Brasil 2016 vai ficar conhecida como as Eno-Olimpíadas do Brasil: dia 03 de Agosto foram divulgados os vinhos vencedores da quinta edição deste concurso, a maior de todos os tempos. Pode-se dizer que se tratam de vinhos vencedores de uma olimpíada, uma verdadeira corrida de obstáculos, porque o concurso começou no Rio de Janeiro no mes de junho e terminou no evento de entrega dos resultados no Hotel Casacurta em Garibaldi, na serra gaúcha, esta semana – veja foto abaixo. Os resultados completos serão publicados no Anuário Vinhos do Brasil 2016/2017, que será lançado no Rio de Janeiro durante as Olimpíadas e em breve estará nas bancas.

O evento é uma realização do Grupo Bacco com a coordenação do jornalista Marcelo Copello, e foi a maior de todos os tempos já realizada no Brasil: milhares de garrafas de vinhos (vários exemplares de cada um dos 850 rótulos) foram enviadas por 110 vinícolas de oito estados brasileiros (foto abaixo). “Os jurados estrangeiros se encantaram com os sucos de uva e com os nossos espumantes Moscatel, mas a maioria dos brasileiros ainda desconhece que o Brasil tenha tanta variedade de vinhos”, disse Marcelo Copello, do Grupo BACO e presidente do júri.
E aqui está talvez a maior novidade do concurso, depois da grande quantidade de concorrentes: a variedade de terroirs e regiões de produção que se espalham pelo país. Estima-se que cerca de 90% dos vinhos brasileiros são produzidos no Rio Grande do Sul, mas entre os 30 vencedores temos vinhos de quatro estados e alguns deles totalmente desconhecidos, de regiões como a Chapada Diamantina, a serra fluminense e a Serra da Mantiqueira. 
Vinhos do sudeste do Brasil estão sendo produzidos (e também muito bem avaliados) utilizando uma tecnologia de produção denominada “poda invertida”, que consiste em alterar o ciclo da vinha para fazer a colheita no inverno. É assim: no verão brasileiro, em janeiro, quando as vinícolas do Sul colhem suas uvas, no Sudeste, poda-se a planta; e em julho, no inverno, colhe-se a uva quando é seco, as noites são frias e as uvas estão maduras. Segundo o introdutor da técnica no Brasil e coordenador técnico da Epamig, Murillo de Albuquerque Regina (na foto abaixo do Paladar, jornal O Estado de São Paulo), “Não precisamos corrigir o vinho, temos 14%, 15% de álcool que não pesam porque temos acidez. Sem chuvas, não há diluição. As noites frescas trazem a boa acidez e nos dão vinhos equilibrados que podem envelhecer”. Murillo Regina tem mestrado e doutorado em viticultura e enologia em Bordeaux e um pós-doutorado sobre melhoramento da viticultura no Entav, do Instituto do Vinho e da Vinha da França. De lá trouxe para o Brasil a técnica da poda invertida para o Sudeste, no ano 2000, que agora comeca a recolher os frutos.
Os resultados completos serão divulgados pelo Anuário Vinhos do Brasil 2016/2017, a "bilbia"do vinho brasileiro que tem o apoio do Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho. Neste ano foram 28 categorias, com 30 campeões (ocorreram três empates) e uma categoria, importante para nossos produtores, a de Suco de Uva integral. Seguindo normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o número de medalhas foi limitado a 30%. No total, foram cinco medalhas de duplo-ouro, 160 medalhas de ouro e 90 medalhas de prata. Espumante Brut Champenoise e Tinto Super Premium foram as categorias com mais medalhas de ouro, com 31 e 37, respectivamente. 
A comissão Julgadora foi formada por especialistas brasileiros e do exterior: Michel Friou - França, enólogo chefe da vinícola Almaviva; Danio Braga - chef e sommelier, fundador da ABS Brasil; Sebastián Rodrigues - Chile, enólogo da Concha y Toro; Diego Arrrebola – Sommelier, atual bi-campeão brasileiro; Vladimir Veliz - Chile, do site CanaldeVino; Gilberto Pedrucci - enólogo e presidente do Sindivinho; Marcio Oliveira - jornalista de MG, responsável pelo site Vinotícias; Ed Arruda, sommelier chefe do Copacabana Palace; Ricardo Farias, presidente da ABS-Rio; Celio Alzer, professor da ABS-Rio; Roberto Rodrigues, diretor da ABS Rio; Homero Sodré, Delegate de Bordeaux no Brasil pelo CIVB; Jô Sodré, professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá; Maria Helena Tahuata, vice-presidente da ABS Rio; Romeu Valadares, jornalista; Luiz Fernando Silva, do Grupo Pão de Açúcar; Sergio Queiroz, Grupo BACO; Marcelo Copello - Grupo BACO e presidente do juri. na foto abaixo, os vencedores com seus diplomas.
 

 

Então conheça os campeões da Eno-Olimpíadas, os vencedores de cada categoria da Grande Prova Vinhos do Brasil 2016 – na foto acima representantes com seus diplomas:

1.     Espumante Branco Brut Champenoise - Viapiana 575 dias e Gran Legado
2.     Espumante Branco Brut Charmat - Chandon Excellence
3.     Espumante Rosé Brut Champenoise - Cave Geisse Terroir
4.     Espumante Rosé Brut Charmat - Monte Paschoal Virtus
5.     Espumante Branco Extra-Brut e Nature - Cave Geisse Terroir Natures
6.     Espumante Prosecco/Glera - Monte Paschoal
7.     Espumante Branco Moscatel - Aliança
8.     Espumante Branco Demi-sec - Aurora Saint Germain
9.     Espumante Rosé Demi-sec e Moscatel - Don Guerino Moscatel Rosé
10.  Branco Chardonnay - Casa Verrone Speciale
11.  Branco Sauvignon Blanc - Don Guerino Sinais
12.  Branco Moscato - Macaw Perini
13.  Branco de Outras Castas e Cortes - Estância Guatambu
14.  Rosé - Dunamis Tom
1.     Tinto Cabernet Sauvignon - Barão de Petrópolis (Vinícola Bebber) e Aurora Millesime
2.     Tinto Merlot - Miolo Terroir e Salton Desejo
3.     Tinto Tannat - Simonetto
4.     Tinto PinotNoir - Suzin
5.     Tinto Cabernet Franc - Dal Pizzol Do Lugar
6.     Tinto Marselan - Viapiana Expressões
7.     Tinto de Outras Castas - Monte Paschoal Tempranillo
8.     Tinto Corte - Perini Quatro
9.     Tinto Syrah - Primeira Estrada (Vinícola Estrada Real)
10.  Tinto Super Premium (acima de R$ 100) - Perini Quatro
11.  Doces e Fortificados - Salton Intenso
12.  Suco de Uva Integral Tinto - Zanrosso
13.  Suco de Uva Integral Branco - Aurora
14.  Best Buy, bem pontuados até R$ 39,99 no varejo (serão divulgados posteriormente)

 
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas, é gaúcho mas mora em São Paulo e é torcedor do vinho brasileiro

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Um brinde a Manoel Peterlongo, o criador da champanhe brasileira e da empresa que comemora 100 anos reinventando a alegria de viver


Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor ou leitora, comprar vinhos de uma vinícola com mais de 100 anos traz pelo menos duas certezas: 1) não há dúvida de que a empresa teve muito tempo e acumulou experiência suficiente para aprender a fazer bons produtos e 2) a longevidade é um sinal de qualidade, porque ninguém se mantém por tanto tempo num mercado competitivo e personalista como o de vinhos sem conquistar e manter o respeito do consumidor. Pois aqui no Brasil quem tem uma ficha como essa é a Vinícola Peterlongo, de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, a capital dos espumantes do Brasil.

Foi o imigrante italiano Manoel Peterlongo (foto que abre esta matéria) quem desenvolveu e lançou a primeira champanhe do Brasil, em 1915. Para isso ele constituiu uma empresa com o nome de Armando Peterlongo, seu filho mais velho (foto abaixo) que foi, nos anos seguintes, com grande talento, o realizador dos sonhos do pai. A foto acima mostra parte da fábrica nos anos 1940. Naquela época, a champanhe era elaborada somente pelo método Champenoise, desenvolvido pelo abade Don Perignon em Epernay, Champanhe, no século XVII - aliás, a empresa se mantém fiel a este método até hoje. Outra herança deste pioneirismo é que a Peterlongo tem autorização judicial para utilizar o nome “champanhe” – a Denominação de Origem da famosa região francesa - em seus produtos .

E para comemorar seus 100 anos, a vinícola do seu Manoel Peterlongo está reinventando a alegria de viver, beber, harmonizar e se divertir – verbos que combinam perfeitamente com champanhe... Vou resumir esta história centenária. A primeira champanhe brasileira foi desenvolvida em instalações agora históricas que incluem pelo menos duas propriedades que podem ser chamadas de magníficas. Uma delas é a primeira residência da familia Peterlongo, erguida como um castelinho (veja na foto abaixo), onde hoje são realizadas degustações e cursos para visitantes, mas que em breve poderá ser parte de um hotel que está em planejamento.

A outra propriedade é uma cave subterrânea de 10 mil m² construída com belissimas pedras de basalto nos moldes das caves francesas da época, e que representa uma espetacular solução de engenharia ao manter a temperatura ambiente interna baixa e constante para as garrafas em todas as estações do ano. O corredor da foto abaixo mostra um destes ambientes da cave, que hoje é parte do Museu Peterlongo.

Atualmente a cave está sendo utilizada para atividades de turismo. João Ferreira, sommelier e diretor geral me apresentou o museu que lá está instalado, os projetos de adaptação para tornar o local um centro de eventos e festas, e também me mostrou por onde passa um riacho hoje subterrâneo, que ajudava a levar água para o processo produtivo e fazer a refrigeração da cave. Na foto abaixo João Ferreira, de pé, comanda uma degustação harmonizada para mim e para Marcio Carlotto, da Setur de Garibaldi.

Hoje a Peterlongo é uma empresa moderna, com equipamentos atualizados (foto abaixo) e produz e exporta uma ampla linha de champanhes Brut, Extra Brut, Moscatel, brancas e rosés; vinhos frisante; champanhes filtrados Espuma de Prata; refrigerantes e sucos de uva e vinhos tranquilos com uvas Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Riesling e Tannat, varietais e assemblages. A lista de prêmios é enorme e pode ser consultada no site da empresa; o prêmio mais recente do meu preferido, o Presence Moscatel, é uma Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, na edição brasileira do ano passado.

Como todas as empresas longevas, a Peterlongo também teve que superar dificuldades apresentadas pela economia; afinal, em 100 anos de vida enfrentou duas guerras mundiais, várias turbulências políticas internacionais e nacionais e inúmeros planos econômicos tropicais - e as crises e variações de mercado provocadas por tudo isso. No fim dos anos 1990 a empresa estava concordatária e foi adquirida pelo empresário Luiz Carlos Sella (na foto abaixo recebendo um prêmio), que já tinha negócios na serra gaúcha. Como ele mesmo me disse, a idéia era realizar os aportes de capital, inovação e gestão necessários para colocar a Peterlongo novamente no caminho da liucratividade, e então vendê-la. 

Pois durante 15 anos os tais investimentos foram feitos, uma nova equipe gestora foi contratada e sob o comando do próprio Sella e do executivo João Ferreira, oriundo da competitiva indústria automotiva, a empresa voltou ao azul em 2014. Mas como é bastante comum no mundo do vinho, o investidor se apaixonou pela atividade e em vez de vender a Peterlongo, decidiu ampliar os investimentos. O relacionamento com a comunidade, que foi abandonado nos duros tempos de crise está sendo retomado e em breve vai ser lançado um livro com a memória dos 100 anos da empresa, o que, segundo Ferreira, é de enorme significado e importância para a Peterlongo. Na foto abaixo, rótulos históricos da empresa.

Como a Peterlongo recebe muitos turistas, muitos planos começam por aí. A antiga cave de pedras de basalto deve se tornar um centro de eventos para casamentos e festas, cursos, degustação e varejo. O atual museu vai ser ampliado e modernizado. O castelo residencial da familia deve ser parte de um hotel a ser construído. E nos jardins da empresa, ao lado de um vinhedo que costuma ser visitado pelos turistas (veja a foto abaixo), será implantado um espaço para projeções de cinema ao ar livre, mais um ato de memória a Armando Peterlongo que fazia filmes de interesse comunitário que estão sendo recuperados.

Esta é a parte visivel das mudanças, mas na área de produção também estão sendo realizados investimentos que ainda não estão sendo revelados. Mas como me disse João Ferreira, “Vamos honrar a memória dos pioneiros Manuel e Armando Peterlongo com ideias, produtos e serviços de qualidade superior”. Tenho certeza de que isso vai acontecer, meus caros João e Sella, porque somente com qualidade superior uma empresa produtora de champanhes poderá continuar a ser competitiva local e globalmente. Faço um brinde a todos do passado e do futuro desta empresa gaúcha e brasileira da qual todos devemos nos orgulhar. E eu quero voltar na Peterlongo para ver todos estes projetos realizados.
 
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas e já viu garrafas de champanhe Peterlongo em muitos eventos no Brasil e exterior, nos ultimos 40 anos.