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segunda-feira, 19 de maio de 2014

MicroVinya: a revolução dos minifúndios sustentáveis de Alicante, Espanha, com vinhedos centenários recuperados e vinhos com poderosa identidade social


Por Rogerio Ruschel (*)
Meu caro leitor, se prepare para conhecer mais uma deliciosa história da cultura do vinho e seu poder de transformação. É a história de uma iniciativa comunitária que nasceu minúscula em uma região montanhosa, seca e pouco conhecida da Espanha, está se propaganda como uma revolução filosófica pela Europa, e ficou conhecida e premiada a partir de uma reportagem do jornal britânico The Guardian: o projeto MicroVinya, em valenciano ou Microviña em espanhol. Um projeto que é a demonstração de que é possivel produzir vinhos com pontuação de primeira classe e com valores ecológica e socialmente superiores, em áreas minúsculas, a partir de vinhedos antigos abandonados e recuperados. No mundo globalizado do vinho, meu caro leitor, este é o tipo da coisa que só se acredita vendo.

O projeto MicroVinya nasceu em 2004 em Muro de Alcoy, um pequeno vilarejo na parte montanhosa da Comarca de Comtat, Provincia de Alicante, Comunidade Valenciana, Leste da Espanha (foto abaixo) – não muito longe da badalada praia de Alicante que você pode ver na foto acima, com seu porto, e o Castelo de Santa Barbara no alto do Monte Benacantil.

Muro de Alcoy tem 700 anos de história, cerca de 9.000 moradores e sua base econômica hoje é a indústria têxtil; turistas podem conhecê-la em uma de suas festas medievais, como na foto acima. Nesta área montanhosa com solo muito seco, seus habitantes originais, com forte influência árabe, durante mais de quatro séculos trabalharam na terra plantando culturas mediterrâneas como trigo, uvas, oliveiras e amêndoas (foto abaixo).

O projeto MicroVinya tem seu epicentro na pequena bodega Celler la Muntanya, criada pelos amigos Juan Cascant e Toni Boronat (foto abaixo) em Muro de Alcoy, que queriam produzir um vinho para deleite pessoal, mas se tornou uma mobilização empenhada em resgatar vinhedos em toda a Europa Mediterrânea e torná-los economicamente viáveis.

É uma iniciativa que faz parte de um movimento mais amplo para defender o ecossistema mediterrâneo, a cultura, a literatura e a arte regionais, promovido por uma mobilização social chamada Elviart, da qual Juan Cascant é atualmente presidente. Na foto abaixo uma das micro-vinhas do projeto.

Pois em 2004 Cascant e o empresário têxtil Boronat criaram a vinicola Celler la Muntanya (foto abaixo), para plantar e comprar uvas de produtores locais e produzir vinho para uso pessoal, além de azeite de oliva.

Nesta região (veja foto abaixo) se produz vinho desde os tempos dos romanos, mas no começo do seculo XX a praga global da filoxera atingiu as montanhas de Comtat e Muro de Alcoy, aniquilando a atividade. Por causa disso e também porque mais recentemente os proprietários migraram para os centros urbanos em busca de empregos (um processo que ocorre no mundo inteiro), os sócios se depararam com pequenos sitios e áreas rurais abandonadas - situação que ainda hoje permanence: atualmente, 17 dos 24 municipios da comarca de El Comtat tem menos de 500 habitantes.

Nestes antigos sitios abandonados estavam vinhedos esquecidos com uvas Garnachas, Macabeo, Malvasia, Boval, Giró, Verdil, Bonicaire (casta que foi práticamente resgatada da extinção na região), Meseguera, Monastrell e outras: seria necessário recuperar ou arrancar os antigos vinhedos e plantar novos. Aliás, só para o leitor saber: na Europa as autoridades da área da agricultura ordenam que vinhedos antigos ou suspeitos de doenças sejam arrancados. Nas fotos abaixo um broto de Garnacha Tintoreta se abre para o sol e na outra, a uva já crescida.

Com a a juda de José Luis Pérez, enólogo, um dos maiores produtores de vinho da Espanha e um dos maiores especialistas em viticultura mediterrânica, Cascant e Boronat decidiram recuperar um pequeno vinhedo abandonado, mas como a situação era a mesma em toda a região, eles convidaram os vizinhos para fazerem o mesmo e se associarem ao projeto. Assim, todos os proprietários acabariam participando de uma atividade econômicam cada um plantando um pouquinho em sua propriedade abandonada. A proposta foi bem recebida e cerca de 28 pequenos proprietários toparam participar do projeto, cada um plantando suas proprias uvas em áreas pequenas, com média de 5.000 metros quadrados. Este processo gerou o nome do projeto: Microvinhas. Para os pequenos produtores, o diálogo que permite o esforço coletivo (foto abaixo) é um dos valores do negócio.
Mas como eles queriam vinhos saudáveis para consumo próprio (e só para lembrá-lo, caro leitor, vinhos convencionais apresentam traços de dezenas de produtos químicos!), decidiram fazer produtos sustentáveis e comprometidos com valores filosóficos mais abrangentes (veja imagem abaixo).

Com isso as pequenos microvinhedos ganharam um sobrenome: Sustentáveis. Juan Cascant diz que eles não pretendem produzir vinhos ecológicos, e sim, um vinho que carregue o selo “Vino de Microviña”, que é mais do que isso, é “um tipo de identidade ética, um selo que não apenas indica que a uva não tem produtos químicos, mas que os produtores tem grande amor pelo que fazem e cuidado com o território, as questões sociais, culturais e econômicas."

Com esta mobilização e filosofia, quatro anos depois, em 2006, a safra das 28 Microvinhas Sustentáveis totalizou 11.000 toneladas de uvas, comemorada como uma grande conquista da comunidade – veja abaixo reportagem de jornal da época.

Neste ano a primeira safra de Minifundi Muro, a marca que o Celler de La Montanha havia produzido para consumo próprio (ver abaixo) acabou ficando tão boa que foi elogiada pelos críticos, incluindo a poderosa The Wine Advocate, e conseguiu impressionantes 90 pontos no mais importante guia de vinhos da Espanha, o Guia Penin, onde uma pontuação entre 90-94 de 100 significa "excelente: um vinho de personalidade e estilo superior". Na esteira do sucesso de crítica e de público em 2013 sete dos produtos da Celler de La Montanha já podiam ser encontrados nos melhores restaurantes e lojas gourmet da Comunidade Valenciana, da Alemanha e da Costa Leste dos Estados Unidos.

A vinícola Celler de La Montanha atualmente trabalha com 35 micro-vinhas, de micro-empresários – ou micro-novos-empresários, com nomes simples como o prórpio conceito do projeto: "Viña El Gallego", "Viña del Boro", "Viña de Eladio", "Viña El Tunel", "Viña del Cesar",”Viña Malvasia de Pepe". Na foto aérea da região, abaixo, pode-se ver a grande quantidade de micro-vinhedos.

Outro indicativo do sucesso é que alguns dos primeiros 28 produtores parceiros do projeto MicroVinya estão acreditando em investir no futuro. A família da arquiteta Beatriz Vicent Ripoll tem metade de um hectare próximo da cidade medieval de Cocentaina e sob orientação do Celler de La Montanha ela plantou 2.500 videiras de uvas Monastrell, Garnacha Tintorera e um pouco da francesa Syrah. Investiram cerca de 9.000, Euros e devem vender 3.500 garrafas na primeira safra. “"Isso não vai nos alimentar ", diz a arquiteta. "Mas é algo mais romântico; trata-se de restaurar o valor desta terra que foi abandonada."

Uma das fontes de inspiração do projeto MicroVinya é o economista austríaco Christian Felber (foto abaixo) que vem fazendo sucesso junto a novos investidores por suas ideias sobre e “a economia para o bem comum”: segundo Felber, nenhuma empresa pode ser considerada como rentável a menos que dela se beneficie toda a comunidade.  No contexto da sustentabilidade corporativa, estas ideias que estão por trás do Projeto MicroVinya podem ser encontradas nos indicadores propostos pelo Instituto Ethos, no Brasil, e pelo Global Reporting Initiative (GRI), um conjunto de regras para empresas que querem crescer na Nova Era da Economia Verde e Sustentável proposta pela ONU.

Juan Cascant trabalha em um escritório de arquitetura e poderia estar em qualquer grande cidade da Espanha ou da Europa trabahando com prédios e ganhando dinheiro. Mas está em Muro de Alcoy, onde nasceu, está sempre atarefado e como todo revolucionário, fazendo coisas mais difíceis. Ele constrói parcerias, faz palestras, apresentações e cursos – no momento está conversando com três universidades espanholas para a criação de programas acadêmicos para propagar pelo país a experiência já acumulada em 10 anos.
In Vino Biajas entrevistou Juan Cascant – mas esta entrevista você vai ver no próximo post que vamos publicar aqui. Até lá, brindemos à coragem de ser feliz.
Para mais informações acesse http://www.cellerlamuntanya.com/
Saiba mais sobre sustentabilidade:

·      Turismo e sustentabilidade: como beber desta fonte harmonizando benefícios - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/11/turismo-e-sustentabilidade-como-beber.html
·      Microvinhas: curso inovador na Espanha sobre vinicultura sustentável e de alta qualidade em minifúndios tem participação de especialista brasileiro - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/10/microvinhas-curso-inovador-na-espanha.html

·      Microvinhas: os benefícios de produzir vinhos que são eco, micro, top e show - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/11/oportunidades-e-dificuldades-para-o.html

·      MicroVinya: a revolução dos minifúndios sustentáveis de Alicante, Espanha, com vinhedos centenários recuperados e vinhos com poderosa identidade social - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/05/microvinya-revolucao-dos-minifundios.html

·      Coisa de chines: um mega hotel ecológico e futurista numa pedreira desativada - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/08/coisa-de-chines-um-mega-hotel-ecologico.html

·      Os impactos do Réchauffement de la Planète (a versão francesa do Aquecimento Global) no mundo do vinho - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/01/os-impactos-do-rechauffement-de-la.html

·      Jovens empreendedores espanhóis e portugueses fazem sucesso produzindo pranchas de surf com rolhas de cortiça recicladas - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/07/jovens-empreendedores-da-espanha.html

·      Fique esperto: saiba como a rolha de cortiça preserva os aromas do seu vinho e os recursos do nosso planeta - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/08/fique-esperto-saiba-como-rolha-de.html

·      Bird&Wine: degustar vinhos e observar aves, a inteligente proposta de enoturismo da Rota do Vinho Utiel-Requena, Espanha - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/02/bird-degustar-vinhos-e-observar-aves.html

·      Enoturismo inteligente na Andaluzia, Espanha, propõe “paternidade responsável” de vinhas com “sigue tu cepa” - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/09/enoturismo-inteligente-na-andaluzia.html

·      Associazione Vino Libero: um manifesto italiano pela produção de vinhos com identidade, honestidade e sustentabilidade - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/02/associazione-vino-libero-um-manifesto.html


(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e gosta de pessoas que constroem seu próprio futuro – e fazendo o bem.


 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Vinhedo de São Venceslau, nos jardins do Castelo de Praga: o discreto charme do vinho, na terra dos inventores da cerveja


 
Por Rogerio Ruschel (*)
A República Tcheca é conhecida como “o país da cerveja” porque foi lá mesmo, na cidade de Lager que um frade inventou esta bebida – mas hoje vamos falar sobre os vinhos do pais, especialmente do vinhedo de São Venceslau. Aliás, só para você ter certeza, a primeira cerveja com a marca Budweiser é de lá – veja abaixo.

Um dos mais interessantes Patrimônios Mundiais da Humanidade da Unesco, o Castelo de Praga, com 72,5 mil m² é também o maior castelo do mundo, segundo o Guiness Book. Construído em torno do ano 850 DC pela Família Premysl no alto da colina de Hrad como uma fortificação para proteger a margem esquerda da cidade em relação ao rio Vltava, ao longo dos séculos foi sendo ampliado e serviu de moradia para reis e rainhas; atualmente é o palácio do governo da República Tcheca. De onde você fotografa, o Castelo sempre fica bonito – veja abaixo.


Entre as atrações do Castelo de Praga estão o Palácio Real, a Catedral de São Vito, a Torre da Pólvora, o Convento de São Jorge, o Palácio Lobkowicz, a Viela Dourada, a Torre Daliborka, uma prisão medieval, hoje um museu – e o Vinhedo de São Venceslau. Veja abaixo um detalhe da fachada da Catedral de São Vito.


 Implantado no século X pelo homem que se tornaria o padroeiro da nação tcheca, o próprio São Venceslau, o vinhedo do Castelo de Praga tinha como propósito original a produção de vinhos para uso nas igrejas de Praga e arredores. Segundo pesquisadores, o vinhedo (fotos abaixo) foi implantado em um local onde já existiam resquícios do cultivo de uvas na região feito pelos romanos no tempo do imperador Marcus Aurelius Probus, nos anos 276-282 DC, ali e também na região da Morávia Eslovaca (leia mais abaixo). 

Mas se é um dos mais antigos do país, o vinhedo de São Venceslau, com seus 2.100 pés de videiras, é também um dos menores: em 2011 a safra rendeu apenas 2.200 garrafas, grande parte das quais foi oferecida a visitantes estrangeiros pelo presidente da República (que tem sua sede no Castelo de Praga) e o restante foi consumido nos restaurantes do vinhedo.

Atualmente o vinhedo tem um papel turístico, porque debruçado sobre a cidade é realmente lindo; e também educativo-cultural, porque representa a vinicultura do pais. No coração do vinhedo está uma bonita vila, a Villa Richter construída por volta de 1830 (e que foi sede do partido comunista durante os anos difíceis), e que hoje sedia três restaurantes: o Piano Nobile (de cozinha gourmet e criativo), o Piano Terra (de cozinha tradicional tcheca) e o Panorama Pérgola, um bistrô vinho de onde é possível conhecer o melhor vinho do país desfrutando o cenário maravilhoso da cidade (abaixo). Aliás, na cidade se come muito bem!

O vinhedo tem duas variedades de uvas, a branca Riesling do Reno e a tinta Pinot Noir francesa, que são vinificadas. Mas ao longo da estrada panorâmica que desce para a cidade (veja abaixo), também são cultivadas exemplares das 35 castas autorizadas para cultivo na República Checa para a produção de vinho, entre as quais a Veltelin, Müller, Thurgau, Reno Riesling, Sauvignon Blanc, Riesling italiano branco, Pinot, Traminer, Muscat Morávia, Chardonnay, Pinot Gris, Saint- Laurent, Pinot Noir, Zweigeltrebe, Cabernet sauvignon, Limberger, Merlot, e Azul Português. 

A República Tcheca tem duas regiões vinícolas, com um total de seis sub-regiões. A região da Bohemia, com 4% da produção, tem duas sub-regiões (o Melnik e a Litomerice. A região mais importante, a Morávia, produz 96% do pais em quatro sub-regiões: Znojmo, Mikulov, Velké Pavlovice e Morávia Eslovaca. A maior cidade vitícola é Velké Bílovice, com 1.062 produtores que ocupam 803 hectares de vinhas. Nesta região estão muitos hotéis bacanas, como o Baroque Chateau, abaixo.

A produção vinícola do pais foi de 580 mil hectolitros em 2011, produzidos em um total de 16 mil hectares, mas pode chegar a 750 mil hectolitros em anos bons. Os tchecos bebem pouco vinho - aproximadamente 23 litros/pessoa – porque o negócio deles mesmo é beber cerveja: com um consumo anual de 156,9 litros por pessoa, por ano, o maior do mundo, é três vezes mais do que os brasileiros. Tim-tim para os tchecos, com vinho ou cerveja!


Saiba mais sobre a arquitetura Art Noveau das ruas de Praga aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/06/a-surpreendente-arquitetura-art-nouveau.html

A art noveau nas ruas de Praga pode ser vista aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/06/a-art-noveau-nas-ruas-de-praga.html


(*) Rogerio Ruschel rruschel@uol.com.br - é enófilo, jornalista de turismo e foi a Praga por conta dele mesmo. E vai voltar.











quinta-feira, 15 de maio de 2014

Vinho português aposta na Copa do Mundo, no sucesso da seleção e em Cristiano Ronaldo para aumentar as vendas no Brasil

Por João Monge Ferreira (*)

Os produtores de vinho português querem usar o Mundial de Futebol de 2014 para promover a imagem de Portugal no Brasil e incrementar as vendas – e começaram participando da ExpoVinis 2014, o principal evento do setor na América Latina, realizada de 22 a 24 de abril em São Paulo - SP. (Abaixo, uma imagem do Douro).
“O Mundial é importante porque ajuda a falar de Portugal no Brasil, e haverá muitos estrangeiros no país que bebem vinhos portugueses”, afirmou João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e produtor de vinho. Por outro lado, a visibilidade de Cristiano Ronaldo também poderá ajudar à promoção dos produtos portugueses, considerou João Machado, esperando que a claque da equipa vencedora “comemore o título com vinho português”.
O produtor vinícola e diretor da Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal (Fenadegas) Victor Damião acrescentou que haverá também mais portugueses no Brasil durante o evento, entre turistas e profissionais, o que irá também ajudar à promoção. (Na foto abaixo cais no Alentejo em foto de Antonio Laranjeira).
No total, 47 produtores portugueses de várias regiões demarcadas (veja imagem abaixo) participaram este ano na Expovinis Brasil, em torno da entidade ViniPortugal, a associação interprofissional privada que promove no exterior a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos. Entre os participantes estiveram produtores ligados a entidades como CAP, Fenadegas, Vinhos do Alentejo, Vinhos de Lisboa, Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, e empresas já com sede no Brasil, como a Adega Alentejana. A expectativa dos produtores é aumentar a exportação para o Brasil, após um tímido crescimento em 2013, de 1%.
A gestora de mercado da ViniPortugal, Sónia Vieira, afirmou que o resultado do ano passado teve como principal causa o crescimento também tímido da economia brasileira, mas que o país ainda tem espaço para uma maior presença de vinhos portugueses. O consumo per capita de vinho no Brasil é de apenas dois litros por ano, enquanto em Portugal chega a 42 litros. Por isso, o país tem potencial crescimento, salienta Sónia Vieira. Neste ano, a ViniPortugal esteve presente na Expovinis com uma área dedicada a seminários e educação de profissionais. Os produtores da CAP pela primeira vez contaram com o auxílio de dois fundos públicos de financiamento, da União Europeia e de Portugal, que suportaram 75% do custo de participação no evento. Produtores ligados à Fenadegas afirmaram que aproveitaram a presença no Brasil para participar de outros eventos de promoção do vinho, no interior de São Paulo e no Rio de Janeiro.
Dois vinhos portugueses foram escolhidos para o “top ten” da Expovinis, que reúne os dez melhores vinhos expostos, segundo jurados profissionais. Um deles é o Scala Coeli, eleito como o melhor tinto da península Ibérica, produzido pela Adega Alentejana. No Brasil, ele é vendido a 560 reais (180 Euros). O escolhido como melhor vinho fortificado e doce foi o Andresen Porto White 10 Years, da região do Douro, distribuído pela Lusovini, que é vendido no Brasil a 207 reais (66,6 Euros).

Outros posts da série Taças na Copa:
Os vinhos do craque espanhol Andrés Iniesta:
http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/04/conheca-iniesta-campeao-do-mundo-pela.html
Sobre o Faces, o vinho oficial da Copa do Mundo 2014 da FIFA: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/05/um-brinde-copa-do-mundo-2014-com-o.html
Sobre o vinho do craque Leonel Messi:

(*) João Monge Ferreira é português, editor do blog “João Sem Vinho”, Diretor Geral das organizações Pequenos Produtores Portugueses, Novos Rurais/Farming Culture e EcoCasa Portuguesa.
Saiba mais sobre vinhos protugueses no site João sem Vinho -  http://joaosemvinho.blogspot.com.br