Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador turismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador turismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Turismo de Portugal ganha mais quatro prêmios no World Travel Award e contabiliza 65 novos hotéis e remodelações no ano de 2015


Por Rogerio Ruschel (*)

Meu prezado leitor ou leitora, não quero ser repetitivo, mas Portugal está mesmo se destacando no turismo mundial – mais do que isso, está “bombando”, como se diz no Brasil. Como In Vino Viajas tem publicado, o país tem sido indicado ao longo dos ultimos dois anos por leitores de jornais europeus e norte-americanos como detentor de alguns dos melhores destinos do mundo – como o Algarve, as cidades de Porto e Lisboa, Açores, Madeira e a região do Alentejo. Na foto acima a Torre de Belém, uma veterana atração turística (de 1520) em Lisboa, e abaixo o novíssimo restaurante e wine-bar Cella Bar, dos Açores, de 2015.

O turismo está se expandindo em todo o país ajudado por seus ótimos vinhos e gastronomia diferenciada – na foto abaixo, um mapa resumido das atrações. Mais recentemente, no começo de novembro, dois hotéis portugueses conquistaram prêmios Condé Nast Johansens 2016: a Pousada de Lisboa, do Grupo Pestana, inaugurado em 2015, que venceu na categoria de Melhor Pequeno e Exclusivo e o Novo Hotel e o Palácio Estoril Hotel Golf & Spa, um veterano inaugurado em 1930, que foi considerado o Melhor Hotel para Reuniões da Europa. 

Pois recentemente, dia 12 de dezembro de 2015, em evento muito badalado em Casablanca, Marrocos, o país recebeu mais quatro prêmios nos World Travel Awards (WTA), tidos como os “óscares” do turismo – prêmios, diga-se de passagem, decididos por votação online de profissionais do turismo e de turistas como os Condé Nast Johansens. E na mesma semana, em outra demonstração de que o tuirismo no país está mesmo aquecido, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) anunciou atualizou para 65 o número de novos hotéis e remodelações previstas para 2015. Na foto abaixo turistas na região do Douro, a região vinícola demarcada mais antiga do mundo e Patrimônio da Humanidade.

Os World Travel Awards 2016 de Portugal foram para a Ilha da Madeira, eleita o melhor destino insular do mundo mesmo concorrendo com regiões como Bali, Barbados, Creta, Jamaica, Maldivas e Seychelles; a Parques de Sintra, considerada a melhor empresa em conservação de patrimônios; o hotel Vila Vita Park eleito como o melhor resort ecológico de luxo do mundo e o hotel Conrad Algarve (abaixo), um bi-campeão mundial como melhor resort de lazer de luxo do planeta.

Sintra também foi premiada – pelo terceiro ano consecutivo –, graças à empresa Parques de Sintra, que recebeu o prêmio para melhor empresa do mundo em conservação, como um reconhecimento do trabalho de qualidade que vem fazendo  na conservação e restauro dos parques e monumentos, entre os quais o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e os palácios de Sintra, Monserrate e Queluz.

Dois hotéis cinco estrelas do Algarve foram premiados: o Vila Vita Park, em Porches (foto acima), que venceu na categoria de melhor resort verde de luxo e o Conrad Algarve venceu novamente como melhor resort de lazer de luxo do mundo. Os WTA são atribuídos desde 1993 e dividem-se por dez grandes regiões, realizando-se eventos regionais ao longo do ano,  que culminam com o grande evento para os premiados a nível mundial. Este ano foram recebidos cerca de 800 mil votos de leitores, vindos de mais de 170 países. Então, meus amigos, proponho um brinde aos profissionais do turismo de Portugal: tim-tim.
 
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e recomenda a seus leitores de 129 países que conheçam Portugal antes que o país fique caro demais

domingo, 1 de novembro de 2015

Conheça o Cella Bar, o belíssimo wine-bar dos Açores, Portugal, que está atraindo visitantes, arquitetos e winelovers para o meio do Oceano Atlântico.

Por Rogerio Ruschel (*)
Estimada leitora ou leitor, pegue sua boia e sua taça e se prepare, porque vamos fazer uma longa viagem até os Açores. Território estratégico e autônomo de Portugal, os Açores são um conjunto de nove ilhas de origem vulcânica que ficam no meio do Oceano Atlântico Norte, a 1.600 km do continente europeu e 2.454 km do continente norte-americano. É longe de tudo, veja o mapa abaixo, de 1584, ainda no tempo das grandes navegações. A atividade econômica para os 250 mil habitantes está baseada na agricultura, pesca e turismo, por causa das belezas cênicas, como a Lagoa do Caldeirão, na ilha do Corvo, abaixo.
O turismo está ligado a esportes aquáticos e de terra e ao geoturismo, porque o arquipélago tem registro da existência de 1.766 vulcões, dos quais nove deles ainda estão ativos. Pois responda com sinceridade: você investiria 300 mil Euros para recuperar um prédio em ruínas na ponta desolada de uma dessas ilhas, para fazer um restaurante e wine-bar de qualidade superior, assim, literalmente no meio do Oceano?
Pois dois jovens empreendedores da Ilha do Pico, Filipe Paulo, de 34 anos e Fábio Matos, com 36, investiram esta grana toda e quatro anos nisso e estão se dando muito bem. O resultado final é o Cella Bar, que foi inaugurado no primeiro semestre de 2015, está sendo extremamente badalado e atraindo não só turistas endinheirados, mas também repórteres de publicações de arquitetura, turismo, vinho e bom gosto em geral – até da China – e, claro, do Brasil, este seu sempre bem informado blog In Vino Viajas.


Com o Cella Bar o arquipélago de Açores ganhou uma atração que mesmo no meio do oceano está sempre lotado e já é considerado um dos restaurantes mais bonitos do mundo. Construido em Madalena, na região balneária Lugar da Barca, na ponta da Ilha do Pico, a construção ocupa duas unidades: um edifício de pedra basáltica, reciclado de um prédio abandonado e em ruínas, onde funciona o restaurante, e uma nova extensão em madeira, onde fica o bar. No teto do bar foi montada uma esplanada com cadeiras confortáveis e guarda-sois onde o visitante pode tomar um bom vinho português olhando para o imenso oceano (fotos abaixo).

Com uma área total de 322 metros quadrados, o projeto revoluciona a paisagem dos Açores e impacta visualmente quem o vê da terra ou do mar, de dia ou de noite, por causa do desenho arrojado e criativo do arquiteto Fernando Coelho. A concepção do interior, também muito bonita, é de outro portugues, Paulo Lobo, e a escultura do exterior foi criada por Paulo Neves. Veja fotos abaixo.

Então agora você já sabe: depois de navegar, surfar, pescar, passear, pedalar, mergulhar, andar de parapente ou passear a pé, de bicicleta, a cavalo, vá relaxar no Cella Bar. Deguste tapas, sopas, bebidinhas ou especialidades portuguesas em carnes, peixes e frutos do mar harmonizadas evidentemente com vinhos portugueses – na foto abaixo, parte do wine-bar.
E antes de terminar, anote duas atrações geotérmicas dos Açores: conhecer o único vulcão do mundo que pode ser visitando por dentro, o Algar do Carvão, no interior da Caldeira Guilherme Moniz, na Ilha Terceira, um cone vulcânico com 90 metros de altura que tem em seu interior contendo uma bela lagoa de águas cristalinas e tranquilas a cerca de 100 metros de profundidade – veja na foto abaixo um pedaço da escadaria. 

Boa viagem!
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil e ainda não conhece os Açores – mas a boia paras a viagem já está pronta! As melhores fotos são de Fernando Guerra.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Hotel brasileiro inaugura suítes de tres andares em pipas gigantes de vinho, as maiores do mundo

-->Por Rogerio Ruschel (*)

Meu caro leitor, parecia um casamento inevitável: fica no sul do Brasil, na serra gaúcha, onde são fabricados os melhores vinhos brasileiros e também onde se encontra o melhor turismo de qualidade do país, um hotel onde o hóspede pode dormir dentro de uma pipa de vinho. E não é um tonelzinho mixuruca: são barricas imensas, com capacidade para 100 mil litros que depois de reformadas permtiriam uma ocupação planejada e confortável de tres andares!
-->  
A inovação foi feita pelo Grupo Pampas, uma rede hoteleira do Rio Grande do Sul, no Hotel Fazenda Pampas da cidade de Canela, a maior de suas unidades. O hotel comprou as pipas de vinícolas gaúchas como Garibaldi e Aurora que se modernizaram, e depois de reformadas ficaram com 90 m² e mais um banheiro anexo.
-->Trata-se do maior receptivo em pipas de carvalho do mundo, o único deste porte. Outros dois hotéis europeus usam barricas bem menores, o Hotel De Vrouwe van Stavoren, em Stavoren, na Holanda, que usa pipas de 14 mil litros e umas quitinetes de 20 m² no Château Vieux Lartigue, em Saint-Emilion, pertinho de Bordeaux, na França. O hotel holandes foi o pioneiro, mas só tinha 4 quartos com duas camas de solteiro que podem virar uma de casal e uma pequena sala com televisão (veja a foto abaixo). Os leitores de In Vinio Viajas já o conheciam, porque foi mostrado dois anos atrás, em março de 2013 – veja aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/03/o-hotel-holandes-onde-os-turistas.html
-->As barricas do Hotel Fazenda Pampas oferecem o conforto de um apartamento convencional, mas com muito mais charme. No primeiro piso fica a sala de estar com sofá, televisão de LED, cozinha com mesa e cadeiras, e o banheiro anexo.
-->O quarto fica segundo andar com cama de casal, TV de LED de 42 polegadas e climatizador.
-->E finalmente no terceiro andar fica a cobertura, com cadeiras e tapetes e uma vista privilegiada da região, de um lago e de animais que ficam soltos como cavalos, emas, lhamas e ovelhas. Das 20 pipas projetadas, 14 já estão a disposição dos hóspedes a preços que variam entre 200 e 300 Euros. Das 14, três são pipas duplas, construidas na horizontal, para atender pessoas com limitações em subir escadas.
-->O hotel oferece momentos de lazer na varanda com mesas feitas a partir de barricas de vinho (acima) e passeios a cavalo para relaxamento total (abaixo).
-->Além disso, é claro, meu querido leitor, você vai encontrar uma deliciosa tradição gaúcha: aqui se come muito bem, bebe-se vinho de qualidade feito na região e você realmente descansa porque a serra gaúcha é sempre espetáculo. Um brinde a isso!

Para saber mais acesse http://www.hoteispampas.com.br/snw/
(*) Rogerio Ruschel é jornalista e edita In VIno Viajas a partir de São Paulo, Brasil, mas tem muita saudade da serra gaúcha onde já morou.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Conheça os caminhos do vinho do Paraná, o quarto estado maior produtor de vinhos do Brasil


Por Rogerio Ruschel (*)

Talvez você não saiba, caro leitor, mas o Paraná é o quarto estado produtor de uvas e vinhos do Brasil. Eu não sabia, fui pesquisar e descobri que a vinicultura se iniciou a partir de 1557 com a fundação de Ciudad Real del Guayrá pelos padres jesuitas espanhóis - claro, como sempre em todo o mundo, para a produção de vinho para a missa. As uvas eram simples e vieram de Buenos Aires; essa fase terminou com a destruição das Missões Jesuiticas pelos bandeirantes portugueses. Veja acima o mapa do caminho turístico do vinho na Região Metropolitana de Curitiba, e abaixo o mapa vinícola do Estado do Paraná nos dias de hoje.

A vinicultura foi retomada em 1852 com a criação da Colonia do Superagui, no litoral paranaense, por colonos vindos especialmente da Suiça (Vevey) e França (Alsacia), mas também alemães e italianos que trouxeram uvas vitis viniferas

Segundo registros da época, no final da década de 1870 a Colônia contava com 6 cantinas. Veja abaixo uma ilustração dos vinhedos na Colonia do Superagui no século XIX  – hoje a ilha toda é uma reserva ecológica declarada Patrimonio da Humanidade pela Unesco em 1999.

Atualmente o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) identifica 21 grandes regiões produtoras de vinhos no Brasil, sendo tres delas no estado do Paraná. Conheça um pouquinho das caracteristicas destas regiões.

Região Metropolitana de Curitiba (RMC) - Concentrada nos municípios de Colombo, São José dos Pinhais e Campo Largo, a vitivinicultura na RMC tem origem na colonização italiana. A estrutura da produção mantém-se elaborando vinhos e sucos de uva que são comercializados localmente, com o apoio de um bem organizado programa de turismo ancorado na vitivinicultura e complementado pela gastronomia regional. Na Colônia Antônio Rebouças, Curitiba. foi construido um Monumento Histórico Comemorativo a Emigração Italiana – veja abaixo.

Oeste Paranaense - O Oeste Paranaense tem o seu centro na cidade de Toledo, onde se localiza a Vinicola Dezem, uma das mais qualificadas - veja na foto abaixo. Variedades de uvas tintas pouco exploradas em outras partes do Brasil, como Tempranillo, Sangiovese e Negro Amaro vem demonstrando ótima adaptação a esse novo terroir brasileiro.

Norte do Paraná - Nesta região, concentrada entre os municípios de Londrina, Marialva, Maringá, Rolândia e outros adjacentes, tradicionalmente predomina a produção de uvas finas de mesa, mas nos últimos anos tem se diversificado. No município de Maringá também são produzidos vinhos finos e vinhos de mesa, em pequena escala. O municipio de Marialva é responsável pela produção de quase 50% das uvas do Paraná, especialmente com a uva Rubi, homenageada em uma Festa da Uva e com a estátua de um grande cacho de uva na entrada na cidade – veja abaixo a uva e a estátua. Em Londrina está morando o apresentador da Rede Globo Galvão Bueno, produtor de vinhos de qualidade no Brasil (serra e campanha gaúchas, em parceria com a Miolo) e na Toscana. Será que ele vai investir no Paraná?

Mas a cidade de Bituruna, quase na divisa com Santa Catarina, se considera capital do vinho no Paraná e tambem fez um pórtico - digamos assim - criativo – veja abaixo.

Recentemente o Ministério do Turismo divulgou uma reportagem sobre a vitivinicultura na Região Metropolitana de Curitiba; veja a seguir alguns aspectos.
“Imagine-se percorrendo parreirais cultivados por descendentes de italianos e se esbaldando em restaurantes com comidas típicas, cafés coloniais e vinícolas familiares. Este é o cenário do Caminho do Vinho, um dos 23 roteiros selecionados pelo projeto Talentos do Brasil Rural, do Ministério do Turismo do Brasil.  

O roteiro Caminhos do Vinho começa em Colonia Mergulhão, São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (veja foto acima). Ainda compõem o passeio atrações como um museu do vinho, a venda de produtos coloniais, um pesque e pague e uma pista de velocross, para os turistas mais animados. O local do passeio fica a 5 km do Aeroporto Internacional Afonso Pena e a 26 km do Centro de Curitiba.Naz foto abaixo a casa historica João Bortolan, de Colonia Mergulhão.

O acesso pode ser feito pela entrada de São José dos Pinhais (Via Av. das Torres), BR-277 e BR-116 (contorno leste). Para circular pelo roteiro, se recomenda um veículo de passeio ou contratar um serviço de turismo receptivo. Os interessados podem comprar o passeio pela “Linha turismo” com partidas aos finais de semana (sábado as 13h30 e domingo as 11h) a partir do Shopping São José, no centro de São José dos Pinhais.
 
O roteiro e administrado pela Associação Caminho do Vinho – Colônia Mergulhão (ACAVIM). Entre as atrações estão vinícolas, restaurantes e outros serviços de turismo – veja abaixo. Vinícolas: Adega Bortolan, Cantina Della Mamma, Vinhos Dom Roberto Perbiche, Vinhos Don Gabriel, Vinhos Irmãos Juliatto, Vinhos do Italiano, Vinhos Laureanti, Vinhos Pissaia, Vinhos Vô Dide, Vinhos Vô Vito. Um pequeno museu, o Perbiche, tambem recebe turistas – veja abaixo.

Restaurantes: Bosque Italiano, Casa Laureanti, Don Gabriel, Dulce Restaurante, Frutos da Terra, Panela de Barro, Sol e Lua, Sitio Rio Pequeno, Vô João. Cafés coloniais: Casa Bela Café, Casarão Café Colonial, Dulce Café Colonial, Grimpa Verde Café colonial, Vanille Café Colonial. Nosa restaurantes , vinícolas e armazéns podem ser encontradas conservas e outros alimentos produzidos localmente, como as da foto abaixo.

Outras atrações são o Armazém do Mazza, Casa do Artesanato, Chácara e Pousada Bella Vite, Encantos do Jardim, Glória Doces e Salgados, Minhocário Martins, Pesk e Pague Beira Rio, Pesk e Pague do Cachimbo, Velocross, Vinhos Dom Roberto e Samuleria Mergulhão.”

Pois agora, meu prezado leitor, convido você para experimentar os vinhos do Paraná, sem preconceitos. Um brinde a eles, tim-tim!
 
Site do Caminho do Vinho da RMC -  http://www.caminhodovinho.tur.br/

(*)  Rogerio Ruschel é consultor em sustentabilidade socioambiental e jornalista e adoraria conhecer os vinhos do Paraná - desde que encontrasse para comprar ou recebesse do produtor




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Alentejo, Portugal, é eleito o melhor destino vinícola do mundo pelos leitores do USA Today, o maior jornal dos Estados Unidos; veja porque


Por Rogerio Ruschel (*)
Durante quatro semanas os leitores do maior jornal dos Estados Unidos – o USA Today – podiam escolher entre 20 destinos vinícolas do mundo, e preferiram o Alentejo, em Portugal. O concurso terminou dia 4 de agosto com a divulgação de uma lista dos 10 destinos mais votados; a região portuguesa superou outros 19 concorrentes ficando à frente de regiões badaladas como Champanhe e Bordeaux, na França, La Rioja, na Espanha, a Toscana italiana, Hunter Valley, Australia, a Croácia e até mesmo Napa Valley, na Califórnia, que fica no pais dos eleitores. Abaixo, região de Alqueva, vilarejo com 329 habitantes.

Os 20 destinos foram pré-selecionados pelos peritos em vinho Frank Pulice e Kerry Woolard, jornalista do USA Today que descreve o Alentejo assim: “Quando a maior parte das pessoas pensa em Portugal, pensa imediatamente no Douro. Mas rume para sul até ao Alentejo e não ficará desapontado. Lá voce vai encontrar uma região muito bonita, adegas-boutique, hotéis de serviço completo, excelentes restaurantes e, claro, vinhos formidáveis”. Abaixo, um vinhedo alentejano.

A lista dos 10 destinos mais votados pelos leitores é esta:
1.     Alentejo, Portugal
2.     Okanagan Valley, Canadá
3.     Maipo, Chile
4.     Marlborough, Nova Zelândia
5.     Croatia, Croácia
6.     Napa Valley, Estados Unidos
7.     Tuscany, Itália
8.     Oregon, Estados Unidos
9.     Hunter Valley, Australia
10.  Virginia, Estados Unidos

A Região do Alentejo é muito grande (veja mapa acima). Ocupando quase um terço de Portugal, esta província banhada por muito sol e com vastas planícies onduladas é salpicada com montado de sobro (a árvore que produz a cortiça) e oliveiras e aldeias caiadas de branco que parece ter parado no tempo. No verão, trechos de trigo dourado e manchas de flores silvestres fornecem uma tapeçaria de cor e perfume.

Ao norte, a paisagem alentejana é mais austera, tem uma paisagem definida pela Serra de São Mamede, uma escarpa rochosa de granito desgastada pelo tempo de frente para a fronteira com a Espanha, cheia de aldeias medievais e ruínas de outrora poderosos castelos construídos para proteger a fronteira.

Nesta região bonita e rica em diversidade estão as vinhas cuidadosamente ordenadas, um lembrete de que o Alentejo é uma das regiões vinícolas mais férteis e produtivas do país.  No entanto, apesar de seu fascínio tentadora, esta ainda é uma das áreas menos visitadas de Portugal.

Há cerca de 70 adegas espalhadas por toda a região. Algumas, como a Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, oferecem alojamento, gastronomia e muitos programas de atividades ao ar livre. E restaurantes, como a Enoteca do Redondo (foto abaixo), no Castelo de Redondo, que tem mais de 50 vinhos das 8 sub-regiões demarcadas do Alentejo (como os vinhos de Mouchão, Cartuxa ou Pera-Manca),  além de queijos (como os de Serpa, de Évora e de Nisa) e embutidos.

Outros são parte de propriedades nobres, como a Dona Maria Vinhos, que está alojada em uma mansão do século 18, com uma adega de 150 anos com lagares raros de mármore. Experimente arroz de tamboril, de miúdos ou de pato; amêijoas, bacalhau à Braz, embutidos, cabrito assado e gaspacho com peixe frito (fotos abaixo), açorda alentejana (sopa azeiteira), o pão alentejano, perdiz estufada...

A Rota dos Vinhos do Alentejo é coordenado a partir de uma sala de exposição com recrusos de tecnologia inteligente em Évora – a cidade medieval - onde você pode degustar vinhos únios, de graça. No entanto, do lado de fora das muralhas da cidade está outra adega histórica que vale a pena explorar, Cartuxa, na Quinta de Valbom.  A adega é na verdade um antigo refeitório utilizado pelos monges cartuxos datado de 1776, onde o turista pode apreciar um legitimo vinho regional alentejano durante a apresentação de um canto gregoriano melodioso.

Por isso tudo, prezado leitor, proponho um brinde à comunidade do Alentejo.

(*) Rogerio Ruschel é jornalista e enófilo e mora em São Paulo, Brasil, mas tem o coração solto no mundo - e com espantosa frequência, em Portugal.