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domingo, 17 de janeiro de 2016

Em Porto, Portugal, conheça a Livraria Lello que comemora 110 anos como a mais linda do mundo - e que trouxe boa sorte para mim e para o Harry Potter

Por Rogerio Ruschel (*)
Meu caro leitor ou leitora, para ser 100% sincero, devo confessar que quando conheci Porto, em Portugal, chorei. Quando olhei da Ponte de Dom Luis I para baixo, fiquei muito emocionado. Senti as pernas tremerem, porque além de altura (45 metros) sobre o rio Douro, o que se vê é simplesmente maravilhoso: o Cais da Ribeira com suas casas encantadoras no Porto e o largo passeio da Avenida Diogo Leite entremeado de depósitos de vinícolas que estão fazendo a historia no vinho do Porto, no lado de Gaia – veja as fotos acima e abaixo.
Fiquei apenas quatro dias e é muito dificil dizer o que me encantou mais na cidade do Porto. Com 250 mil habitantes e uma região metropolitana com 2,5 milhões é grande, mas é pequena e receptiva. É antiga – foi estabelecida pelos celtas há mais de 2.500 anos - mas é atualizada e ultimamente vem sendo reconhecida: entre outros títulos, foi eleita o "Melhor Destino Europeu" pela "European Consumers Choice" em 2012 e 2014 e eleita o "Melhor Destino de férias na Europa" em 2013 pela revista Lonely Planet.
Mas hoje quero apresentar uma das atrações imperdíveis de Porto, a Livraria Lello que comemora neste mes de janeiro, 110 anos de brava existência. Por fora é um prédio estreito e espremido entre outros similares na Rua das Carmelitas (foto abaixo), defronte a Praça de Lisboa e entre a Torre dos Clérigos e a Igreja das Carmelitas, pontos obrigatórios para qualquer turista na cidade.
Mas quando você entra, parece um outro universo, é mágico – aliás consta que J.K. Rowling, a autora de Harry Potter (que morou lá por dois anos), se encantou com a escadarias da livraria que foi a inspiração para as escadas da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts. E ela dizia que a livraria trouxe sorte para seus livros...
A Livraria Lello é tida como uma das livrarias mais bonitas do mundo por especialistas em arquitetura, turistas e por publicações como as revistas Time  e Travel & Leisure, o jornal ingles The Guardian, e a editora de guias de viagens Lonely Planet; já a emissora CNN a considera simplesmente a mais bonita do planeta! Para mim é a mais bonita que já conheci e – desculpe o bairrismo de gaúcho - me lembrou a antiga Livraria Globo, da rua da Praia, em Porto Alegre, onde se podia encontrar o escritor Érico Verissimo e o poeta Mario Quintana nos corredores.
A Lello abriu as portas dia 13 de janeiro de 1906 em um prédio em estilo neogótico do arquiteto Francisco Xavier Esteves, mas o interior é que é bonito: uma escadaria de grandes dimensões de acesso ao primeiro piso domina o visual (acima), mas se destacam também o teto trabalhado e o grande vitral que ostenta a divisa da livraria “Decus in labore” - abaixo).

Nas laterias, entre as prateleiras, arcos quebrados apoiados em pilares suportam bustos dos escritores Antero de Quental, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro – além de detalhes impossíveis de descrever (veja abaixo).
Pois nesta que é a mais linda livraria do mundo fiquei pelo menos 3 horas, xeretando nas prateleiras e me acotovelando com turistas e clientes e até pedi para alguém tirar uma foto minha na escadaria como essa que publico acima, mas ficou ruim e porisso vou ter que retornar lá. Mas foi na seção de turismo onde gastei mais tempo e mais Euros em mapas, livros e comprei também o recém lançado “Guia de Enoturismo em Portugal”, de Maria João de Almeida, o melhor de sua espécie – foto abaixo.
Resultado dos 20 anos de pesquisa de sua autora, a bela jornalista Maria João (foto abaixo), em 360 páginas o guia apresenta o perfil de dezenas de quintas e vinícolas com atividade de enoturismo em 12 regiões vinícolas de Portugal, selecionadas, como a autora faz questão de frisar, “pela dedicação, competência e alegria com que recebem os visitantes”. 
Pois bem, além de competente na informação, o  “Guia do Enoturismo em Portugal”, da Zest Books, foi considerado o melhor livro português na categoria de ‘Best Wine Tourism Books’, dos Gourmand Awards e agora vai concorrer pelo titulo de melhor do mundo em um evento em Yantai, na China, em maio de 2016. Em resumo, meu caro leitor ou leitora, a visita a Livraria Lello deu sorte não só para o Harry Potter e sua autora, mas também para mim: na mais linda livraria do mundo comprei o mais lindo guia de enoturismo em Portugal! Porisso recomendo os dois: visitar a Lello e comprar  o livro!
(*) Rogerio Ruschel edita In Vino Viajas a partir de São Paulo, Brasil, mas adoraria editar o blog a partir de Porto, Portugal


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Veja porque Lagoa, no Algarve – que tem uma das praias mais lindas do mundo - foi eleita a Cidade do Vinho 2016 de Portugal


Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor ou leitora, anote: Lagoa, uma pequena cidade com menos de 6.000 habitantes na região do Faro, no Algarve, bem no sul de Portugal, vai aparecer com mais frequência em publicações de enoturismo e turismo neste ano de 2016. É que ela foi eleita a Cidade do Vinho de Portugal 2016 pela AMPV – Associação dos Municípios Portugueses do Vinho.
Lagoa substitui Reguengos de Monsaraz, do Alentejo, que foi a Cidade do Vinho 2015 – e que apresentei aos leitores em vários reportagens. Para vencer a concorrência da AMPV, Lagoa apresentou um grande projeto envolvendo quase todos os municípios do Algarve e uma centena de instituições ligadas ao mundo do vinho, da gastronomia, do turismo, da agricultura, dos negócios e do desenvolvimento em geral.

Desidério Silva, Presidente da RTA - Região de Turismo do Algarve, informou que o enoturismo complementa a oferta turística da região e que “em 2016 todo o Algarve estará em festa para celebrar a gastronomia e os vinhos do maior destino turístico português”.  E o projeto apresentado promete realizar um grande conjunto de eventos e iniciativas de cultura, esportes, gastronomia, patrimônio e turismo durante 2016. Evidentemente In Vino Viajas vai acompanhar e documentar tudo para você.
O município é considerado um centro da agricultura no Algarve; sua outra mais importante atividade econômica é o turismo, especialmente ao longo da costa, nas áreas de Carvoeiro e Ferragudo, que alia patrimônio histórico, identidade regional, gastronomia supimpa e muitas praias ensolaradas (abaixo) – entre as quais a praia da Marinha, de prestigio internacional, na foto acima - e campos de golfe como o Gramacho e o Pinta, que fazem parte do Pestana Golf Resort, e o Campo do Vale de Milho com nove buracos. 


O Convento de São José (detalhe do claustro, abaixo), construído em 1738, na parte histórica de Lagoa é o ícone da cidade. No jardim do convento está um menir proveniente da região de Porches, com origem entre 5000 a 4000 A.C. Hoje o convento é o Centro Cultural da cidade e sedia exposições de pintura, fotografia e escultura, concertos e peças de teatro, palestras e pequenas feiras. 

Outros patrimônios arquitetônicos e históricos são o Castelo de São João do Arade, de 1643, no bairro Ferragudo (foto abaixo); o Forte com a capela da Nossa Senhora da Rocha, também denominado Castelo de Porches, que aparece em registros do ano 1250, também abaixo; e a igreja de Nossa Senhora da Luz, no centro da cidade, reconstruída em finais do século XVIII após o terremoto de 1755, que mantém a porta original do século XVI. 


A cidade fica a apenas 7 quilometros do litoral e tem tradição vinícola ancestral, que foi perdida mas está em recuperação. O Algarve é uma das regiões mais quentes de Portugal, favorecendo a produção de vinhos brancos e rosés frescos e atraentes com as uvas Siria, Arinto, Perrum, Malvasia Fina, Manteúdo e Negra Mole e e tintos aromáticos e elegantes especialmente com as uvas Touriga, Alicante, Castelão, Aragonez, Trincadeira e Negra-Mole. Existem quatro DOCs na região: Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira, mas os melhores vinhos estão na denominação genérica de Vinho Regional Algarve porque têm regras mais flexíveis e fazem blends das castas autorizadas com ótimas surpresas.

Lagoa já teve uma produção muito maior do que atualmente e sedia quatro vinícolas - outras três vão iniciar a produção em 2016. Uma das vinícolas, a Quinta dos Vales (acima e abaixo) em Estômbar, é uma combinação de adega com um centro de arte montado no coração dos vinhedos. A vinícola recebe muitos visitantes que procuram os bons vinhos e exposições de escultura moderna. 

A Única - Adega Cooperativa da Lagoa (foto abaixo) tem 64 anos, vários rótulos com premios internacionais e também organiza degustações de vinhos e visitas guiadas às vinhas; no verão aproveita seus mais de 26.000 metros quadrados de área e realiza a Feira Fatacil onde é possivel conhecer os maiores produtores da região e também a produção de artesanato, turismo, agricultura, comércio e indústria do Algarve – além, é claro, de degustar a gastronomia local.


Foi de Lagoa e da vizinha Tavira que no final do século XIX, quando a filoxera devastou os vinhedos da região do Douro (bem como de quase toda a Europa), milhares de pipas de vinho foram enviadas para Gaia, para que o Douro não parasse de produzir os vinhos do Porto.

O Algarve, bem no sul do país, é frequentemente citado como um dos melhores lugares do mundo para morar depois de aposentadoria; quando você for conhecer suas atrações enotrísticas, saiba que a Rota dos Vinhos do Algarve tem quatro roteiros e muitos vinhos para provar. 
In Vino Viajas já solicitou entrevista com o prefeito de Lagoa, o Sr. Francisco Martins, que com certeza vai nos atender porque os portugueses são sempre educados e atenciosos. Assim você e os demais leitores de 129 países que me prestigiam com sua leitura, vão poder acompanhar as iniciativas da Cidade do Vinho 2016 de Portugal.

Para saber mais sobre as rotas de vinhos, veja o que já publicamos sobre o Algarve aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/10/algarve-portugal-eleito-o-melhor-lugar.html 


(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e espera conhecer Lagoa e a região do Algarve em 2016.
 




terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Turismo de Portugal ganha mais quatro prêmios no World Travel Award e contabiliza 65 novos hotéis e remodelações no ano de 2015


Por Rogerio Ruschel (*)

Meu prezado leitor ou leitora, não quero ser repetitivo, mas Portugal está mesmo se destacando no turismo mundial – mais do que isso, está “bombando”, como se diz no Brasil. Como In Vino Viajas tem publicado, o país tem sido indicado ao longo dos ultimos dois anos por leitores de jornais europeus e norte-americanos como detentor de alguns dos melhores destinos do mundo – como o Algarve, as cidades de Porto e Lisboa, Açores, Madeira e a região do Alentejo. Na foto acima a Torre de Belém, uma veterana atração turística (de 1520) em Lisboa, e abaixo o novíssimo restaurante e wine-bar Cella Bar, dos Açores, de 2015.

O turismo está se expandindo em todo o país ajudado por seus ótimos vinhos e gastronomia diferenciada – na foto abaixo, um mapa resumido das atrações. Mais recentemente, no começo de novembro, dois hotéis portugueses conquistaram prêmios Condé Nast Johansens 2016: a Pousada de Lisboa, do Grupo Pestana, inaugurado em 2015, que venceu na categoria de Melhor Pequeno e Exclusivo e o Novo Hotel e o Palácio Estoril Hotel Golf & Spa, um veterano inaugurado em 1930, que foi considerado o Melhor Hotel para Reuniões da Europa. 

Pois recentemente, dia 12 de dezembro de 2015, em evento muito badalado em Casablanca, Marrocos, o país recebeu mais quatro prêmios nos World Travel Awards (WTA), tidos como os “óscares” do turismo – prêmios, diga-se de passagem, decididos por votação online de profissionais do turismo e de turistas como os Condé Nast Johansens. E na mesma semana, em outra demonstração de que o tuirismo no país está mesmo aquecido, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) anunciou atualizou para 65 o número de novos hotéis e remodelações previstas para 2015. Na foto abaixo turistas na região do Douro, a região vinícola demarcada mais antiga do mundo e Patrimônio da Humanidade.

Os World Travel Awards 2016 de Portugal foram para a Ilha da Madeira, eleita o melhor destino insular do mundo mesmo concorrendo com regiões como Bali, Barbados, Creta, Jamaica, Maldivas e Seychelles; a Parques de Sintra, considerada a melhor empresa em conservação de patrimônios; o hotel Vila Vita Park eleito como o melhor resort ecológico de luxo do mundo e o hotel Conrad Algarve (abaixo), um bi-campeão mundial como melhor resort de lazer de luxo do planeta.

Sintra também foi premiada – pelo terceiro ano consecutivo –, graças à empresa Parques de Sintra, que recebeu o prêmio para melhor empresa do mundo em conservação, como um reconhecimento do trabalho de qualidade que vem fazendo  na conservação e restauro dos parques e monumentos, entre os quais o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e os palácios de Sintra, Monserrate e Queluz.

Dois hotéis cinco estrelas do Algarve foram premiados: o Vila Vita Park, em Porches (foto acima), que venceu na categoria de melhor resort verde de luxo e o Conrad Algarve venceu novamente como melhor resort de lazer de luxo do mundo. Os WTA são atribuídos desde 1993 e dividem-se por dez grandes regiões, realizando-se eventos regionais ao longo do ano,  que culminam com o grande evento para os premiados a nível mundial. Este ano foram recebidos cerca de 800 mil votos de leitores, vindos de mais de 170 países. Então, meus amigos, proponho um brinde aos profissionais do turismo de Portugal: tim-tim.
 
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e recomenda a seus leitores de 129 países que conheçam Portugal antes que o país fique caro demais

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Conheça Daniel Martins, produtor de azeite de oliva biológico, surfista que limpa a praia e empreendedor sustentável premiado em Portugal


Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado amigo ou amiga, o que tem dentro de uma garrafa de azeite biológico que não se encontra em uma garrafa de azeite comum? Ser um produto bio muda a identidade de um azeite? Quanto deve custar o produto biológico em relação a produtos convencionais, produzidos em larga escala? O que move uma pessoa jovem a investir em produtos biológicos que custam mais e dão muito mais trabalho? Como sou um contador de histórias, quero que você conheça alguém que vai nos ajudar com estas perguntas, o jovem produtor rural português Daniel Martins (foto acima) e sua Quinta da Serrinha (abaixo).

Daniel Martins é um jovem produtor de azeites finos biológicos na Quinta da Serrinha, em Alfândega da Fé, uma vila com 5.100 habitantes no Distrito de Bragança, Alto Trás-os-Montes, Portugal. Alguém até poderia dizer que ele está “escondido do mundo”, mas como a internet não tem fronteiras, ele acaba de se tornar meu amigo pelo Facebook e espero um dia conhecê-lo pessoalmente. Sei apenas que ele é um produtor biológico, jogador de volei de praia, surfista consciente que coleta lixo com os amigos (foto abaixo), que é engenheiro ambiental e foi um dos ganhadores Prêmio EDP Empreendedor Sustentável 2012.

Pois decidi compartilhar o comentário do Daniel sobre as dificuldades (mas também a alegria) de ser produtor biológico com meus leitores em 129 países porque sei que a maioria destes países importa azeites da peninsula ibérica e seria interessante conhecer este assunto. Mas também porque respeito o talento alheio e apoio produtos mais sustentáveis - e tenho certeza que você também. Com a palavra Daniel Martins (foto abaixo).

“Apesar da produção de cada oliveira ser bastante variável, parece-me bastante realista que a produção média de cada oliveira ronde meia saca, cerca de 15kg de azeitonas limpas. Tendo em conta agora um rendimento médio em azeite de 16%, ao qual se retiram 15% da chamada maquia (pagamento em azeite ao lagar que transforma as azeitonas em azeite), e para uma densidade comum de 0,92kg/L, obtemos cerca de 2,2L de azeite."

"Assim, uma familia que consome em média 4 garrafões de 5L por ano, cerca de 20L, precisa de cerca de 9 oliveiras. Essas mesmas oliveiras são plantadas, regadas, e só começam a produzir na melhor das hipoteses aos 5 anos de vida. Ocupam cerca de 144m2 cuidados de forma a permitir a saudável existência das mesmas árvores. É uma área que está reservada só para sí, para o seu azeite". Na foto abaixo Daniel apresenta seu azeite a avaliadores.

"Em agricultura biológica esses 144m2 são fertilizados através de estrume, sementeiras de plantas que fixam o azoto no solo e ainda pela destroçagem das ramas das podas. E no final existe uma certificadora que garante que as práticas estão dentro do modo de produção biológico. Ai, já me esquecia das deslocações, das análises quimicas e organolépticas do azeite, do design do rótulo e do embalamento. Ainda acha mesmo que o azeite, se for de qualidade, é caro?!” Na foto abaixo Daniel Martins em um workshop de cosmética natural.

Caro mesmo, meu caro amigo ou amiga, é um azeite sem identidade, qualidade e sabor. Mas a Quinta da Serrinha compra de terceiros e comercializa outros produtos como mel biológico de rosmaninho, vinho bio, queijo de ovelha, amêndoa bio, manteiga de karité biológica, cera de abelhas biológica e óleo de coco biológico – alguns destes produtos aparecem na foto abaixo.
A apresentação do azeite biológico vale a pena reproduzir, veja só: “O azeite Quinta da Serrinha provém de uma produção familiar de oliveiras transmontanas centenárias, em modo de produção biológico. Esta certificação, obtida no ano de 2013 e finalizando um processo que durou 2 anos, surge com o intuito de comprovar as boas práticas agrícolas aplicadas, não pondo em risco a biodiversidade animal e vegetal, assim como a saúde de quem consome o azeite.

A apanha da azeitona (na foto acima), a poda das oliveiras, a mobilização de terras, a tiragem de chupões, a sementeira de cobertura verde e a rega de estacas são tudo operações que empregam sazonalmente habitantes locais.  Ao comprar este azeite esta a contribuir para uma importante fonte de rendimento sazonal assim como a manutenção do olival típico da região, que não põe em causa os recursos naturais.”
Ainda não provei o azeite do Daniel, mas deve ser bom; se você quiser saber mais acesse o site  http://www.quintadaserrinha.com
Saiba mais sobre azeites de oliva no Brasil e sobre azeites que estão sendo produzidos no Brasil aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/05/azeite-de-oliva-made-in-brazil-producao.html e também aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/05/azeite-de-oliva-veja-como-esta.html
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e gosta muito de azeite de oliva bem feito


domingo, 1 de novembro de 2015

Conheça o Cella Bar, o belíssimo wine-bar dos Açores, Portugal, que está atraindo visitantes, arquitetos e winelovers para o meio do Oceano Atlântico.

Por Rogerio Ruschel (*)
Estimada leitora ou leitor, pegue sua boia e sua taça e se prepare, porque vamos fazer uma longa viagem até os Açores. Território estratégico e autônomo de Portugal, os Açores são um conjunto de nove ilhas de origem vulcânica que ficam no meio do Oceano Atlântico Norte, a 1.600 km do continente europeu e 2.454 km do continente norte-americano. É longe de tudo, veja o mapa abaixo, de 1584, ainda no tempo das grandes navegações. A atividade econômica para os 250 mil habitantes está baseada na agricultura, pesca e turismo, por causa das belezas cênicas, como a Lagoa do Caldeirão, na ilha do Corvo, abaixo.
O turismo está ligado a esportes aquáticos e de terra e ao geoturismo, porque o arquipélago tem registro da existência de 1.766 vulcões, dos quais nove deles ainda estão ativos. Pois responda com sinceridade: você investiria 300 mil Euros para recuperar um prédio em ruínas na ponta desolada de uma dessas ilhas, para fazer um restaurante e wine-bar de qualidade superior, assim, literalmente no meio do Oceano?
Pois dois jovens empreendedores da Ilha do Pico, Filipe Paulo, de 34 anos e Fábio Matos, com 36, investiram esta grana toda e quatro anos nisso e estão se dando muito bem. O resultado final é o Cella Bar, que foi inaugurado no primeiro semestre de 2015, está sendo extremamente badalado e atraindo não só turistas endinheirados, mas também repórteres de publicações de arquitetura, turismo, vinho e bom gosto em geral – até da China – e, claro, do Brasil, este seu sempre bem informado blog In Vino Viajas.


Com o Cella Bar o arquipélago de Açores ganhou uma atração que mesmo no meio do oceano está sempre lotado e já é considerado um dos restaurantes mais bonitos do mundo. Construido em Madalena, na região balneária Lugar da Barca, na ponta da Ilha do Pico, a construção ocupa duas unidades: um edifício de pedra basáltica, reciclado de um prédio abandonado e em ruínas, onde funciona o restaurante, e uma nova extensão em madeira, onde fica o bar. No teto do bar foi montada uma esplanada com cadeiras confortáveis e guarda-sois onde o visitante pode tomar um bom vinho português olhando para o imenso oceano (fotos abaixo).

Com uma área total de 322 metros quadrados, o projeto revoluciona a paisagem dos Açores e impacta visualmente quem o vê da terra ou do mar, de dia ou de noite, por causa do desenho arrojado e criativo do arquiteto Fernando Coelho. A concepção do interior, também muito bonita, é de outro portugues, Paulo Lobo, e a escultura do exterior foi criada por Paulo Neves. Veja fotos abaixo.

Então agora você já sabe: depois de navegar, surfar, pescar, passear, pedalar, mergulhar, andar de parapente ou passear a pé, de bicicleta, a cavalo, vá relaxar no Cella Bar. Deguste tapas, sopas, bebidinhas ou especialidades portuguesas em carnes, peixes e frutos do mar harmonizadas evidentemente com vinhos portugueses – na foto abaixo, parte do wine-bar.
E antes de terminar, anote duas atrações geotérmicas dos Açores: conhecer o único vulcão do mundo que pode ser visitando por dentro, o Algar do Carvão, no interior da Caldeira Guilherme Moniz, na Ilha Terceira, um cone vulcânico com 90 metros de altura que tem em seu interior contendo uma bela lagoa de águas cristalinas e tranquilas a cerca de 100 metros de profundidade – veja na foto abaixo um pedaço da escadaria. 

Boa viagem!
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil e ainda não conhece os Açores – mas a boia paras a viagem já está pronta! As melhores fotos são de Fernando Guerra.