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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pesquisa histórica na Sicília produz vinho ao estilo romano de 2.000 anos atrás


Por Rogerio Ruschel (*)
Não é exatamente uma atração turística, mas vai funcionar como tal: é uma pesquisa técnica, com perfil histórico. Uma equipe da Universidade de Catania, na Sicília, está fazendo uma pesquisa muito interessante: o produção de um vinho utilizando uvas, ferramentas e técnicas usadas pelos romanos há cerca de 2.000 anos (como tiras de junco e lascas de madeira de arbustos para ligar as vinhas às estacas) e leveduras naturais para fermentação. Nenhuma máquina, pesticida ou fertilizante foi utilizado. Na Sicília, especialmente no Vale do Alcântara e na região do vulcão Etna (abaixo), as uvas eram (e continuam sendo) plantadas sobre um solo escuro, aerado, enriquecido pela lava, que funciona como adubo natural – veja na foto abaixo.

Os objetivos do projeto são dois: por um lado, verificar a viabilidade das técnicas romanas e, por outro, verificar se esse conhecimento pode ser utilizado na viticultura moderna. As primeiras vinhas foram plantadas no começo deste ano e a equipe espera ter a primeira colheita em 2017. Catania é uma cidade importante da Sicília, muito rica em patrimônios históricos como o Palácio Ursini, da foto abaixo, que visitei em 2005.

Para fundamentar o trabalho os investigadores consultaram o manual de agricultura do livro Georgics do poeta Virgílio (o autor da Eneida), e informações de um estudioso do vinho do século I, Lucius Junius Moderatus Columella, que escreveu uma obra em doze volumes sobre agricultura denominada De Re Rústica e é tido como o melhor escritor conhecido do Império Romano na área da agricultura.

Nesta obra Columella recomendou o plantio de videiras dois passos de distancia e disse que eles devem ser amarrados a estacas de madeira sobre a altura de um homem. Estas técnicas sobreviveram até o século XVII. Na Sicília são produzidos atualmente belos potes de cerâmica (veja os que fotografei em 2005, abaixo) com ou cera por dentro e vinificação por fora, uma técnica que seria empregada pelos romanos para engarrafar o vinho.

A equipe de historiadores plantou oito variedades locais (sete tintas e uma branca), incluindo Nerello Mascalese, Visparola, Racinedda e Muscatedda. Na Antiguidade, o pesquisador romano Columella já se referia a cerca de 50 tipos de uva. A Nerello Mascalese (abaixo) é uma uva aromática que é parte essencial dos vinhos classificados como Etna Rosso DOC.

“As fontes romanas são muito precisas e queremos ver o que acontece quando levamos a cabo as suas instruções ao pé da letra. Muitas dessas ferramentas e técnicas ainda estavam em uso na Sicília e outras partes da Itália até o fim da Segunda Guerra Mundial. Depois veio a mecanização e os produtos químicos modernos, e tudo foi  sendo alterado. Achamos que podemos recuperar as técnicas antigas e que poderiam ser aplicadas à vinificação moderna." disse Mario Indelicato , um pesquisador da Universidade de Catania.

Para conservar o vinho serão usadas ânforas de terracota. Segundo as orientações dos antigos autores, elas são revestidas por dentro com cera de abelha e enterradas no chão até o pescoço. São deixadas abertas durante a fermentação, antes de serem seladas com argila ou resina. Um brinde a isso e à sabedoria dos romanos.

Veja mais sobre a Sicilia:


Lenguaglossa, Moio Alcântara, Castiglione e Malvagnia:



Tindari e as montanhas Peloritani:




Pesquisa da Universidade de Catania:

(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e adora a Sicilia. Esta notícia foi publicada em revistas européias.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vilarejos da Sicilia, Itália: segredos urbanos de Lenguaglossa, Moio Alcântara, Castiglione e Malvagnia.


Por Rogerio Ruschel (*)
Banhada por três oceanos - os mares Tirreno, Jônico e Mediterrâneo, de onde se originou seu slogan de Trimare - a Sicília é uma das regiões menos abastadas da Itália, mas uma das mais ricas em acervo cultural.
Lá existem mais monumentos da Grécia Antiga do que na própria Grécia. Lá está também a casa romana mais bem conservada do mundo, em Piazza Armerina, e o Vale dos Templos, em Agrigento, dois dos 49 bens materiais e 4 bens imateriais tombados na ilha como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO.

Ao longo dos séculos esta ilha que aproxima a Europa da África foi cobiçada por todos os grandes conquistadores da história e no comportamento de seu povo e em seu território convivem nítidos vestígios das culturas Fenícia, Grega, Romana, Árabe, Normanda, Espanhola, Alemã, Francesa e outras.
E tudo isso aparece na forma de tesouros - arqueológico, arquitetônico e cultural sem igual. Trata-se de uma das mais completas e fascinantes regiões do mundo, visitada anualmente por milhões de pessoas de bom gosto de todos os rincões. 
Embora aparentemente árida ao primeiro contato – pela presença do vulcão Etna, pelo clima seco e pela pobreza de água (em toda a ilha somente o rio Alcantara, em Messina, permanece com água o ano inteiro) - a Sicilia tem cores, sabores e perfumes apaixonantes e inesquecíveis; quem visita quer voltar!

Estive na região do Vale do Alcântara, passeei no Parque do vulcão Etna; visitei Catania, Caltagirone; Taormina e Forza D’Agró; as fantásticas ruínas gregas e romanas de Agrigento; o Vale e o Templo de Segesta; a casa romana de Piazza Armerina; a capital Palermo, a região vinícola de Marsala, Trapani e a surpreendente Érice. (Veja aqui no In Vino Viajas nove posts com estes relatos, começando em agosto de 2012).
Lembro com muito carinho os pequenos vilarejos com 500, 1.500 e 3.000 moradores, que são a maioria da Sicilia. Colecionei algumas destas imagens de Lenguaglossa, Moio Alcântara, Taormina, Monreale, Malvagnia e Castiglione que publico aqui agora para o leitor de In Vino Viajas passear comigo por este destino encantador. Um brinde à Sicilia e a seus segredos urbanos.


Veja mais sobre a Sicilia:


Lenguaglossa, Moio Alcântara, Castiglione e Malvagnia:



Tindari e as montanhas Peloritani:




Pesquisa da Universidade de Catania:



 
(*) Rogerio Ruschel, jornalista de turismo, enófilo e consultor em sustentabilidade e cidadania esteve na Sicilia por 30 dias trabalhando em um projeto de turismo cultural. E quer voltar.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O encanto medieval dos vilarejos sicilianos: Érice e Forza D’Agró


Por Rogerio Ruschel (*)
A cidade de Érice, na Sicilia, foi fundada em torno de 500 AC pelos elimos, um povo que cultuava Vênus, a deusa do amor dos romanos (Afrodite para os gregos), com o nome de Venere Ericina.

Localizada perto de Trapani e a 110 Km de Palermo, a capital siciliana, a pequena cidade de 25 mil habitantes fica no alto do Monte Giuliano (ou monte Érix) em um platô com um precipício de 750 metros na beira do mar. 
Por causa disso quando cai a noite tudo fica envolto em neblina que permanece até de manhã – são as brumas mágicas de Érice, como a que registrei acima. 
Nestes 3.000 anos de vida andaram por estas ruas estreitas, por períodos longos ou curtos, cartaginenses, bizantinos e visigodos; árabes que a conquistaram em 831 D.C e os normandos, a partir do século XII – sem falar que foram encontrados vestígios de fenícios de antes da história registrada.
A planta da cidade é triangular, com duas portas de entrada e a cidade conserva o traçado medieval com ruelas, palácios e muralhas; ruas mágicas nas quais você encontra fachadas de antigas lojas medievais que foram convertidas em bares convidativos, escritórios de artistas e artesãos. 
Acho que a palavra mais correta para definir Érice é “mágica”.
Outro lugar com ruas encantadoras é Forza D’Agró. Localizada uns 20 qulometros de Taormina, a comuna é outro local da minha “coleção” de vilarejos mais simpáticos do mundo, com suas ruas, praças, becos e prédios antigos.
 É um vilarejo medieval no alto de uma montanha, olhando há mais de 2.500 anos para o Oceano Jônico, cercado pelas montanhas Peloritani. 
 Em 1117 Forza D'Agró foi entregue aos monges  Basilianos do grande mosteiro de São Pedro e São Paulo. 



As duas principais atrações do vilarejo - além das ruas e da vista espetacular – são a ruína de um castelo do século XVI (que hoje é parte de um cemitério local) e uma igreja, a Chiesa della Trinitá (abaixo), na qual em 1972 Francis Ford Coppola filmou a cena de casamento da filha do “Poderoso Chefão”, com a presença de Marlon Brando, Al Pacino, James Caan e a noiva, Tália “Connie Corleone” Shira. 
Acho que a palavra para definir Forza D’Agró é “fascinante”.


Veja mais sobre a Sicilia:


Lenguaglossa, Moio Alcântara, Castiglione e Malvagnia:



Tindari e as montanhas Peloritani:




Pesquisa da Universidade de Catania:
 
(*) Rogério Ruschel - é jornalista e consultor especializado em turismo sustentável; esteve na Sicília durante 30 dias pesquisando roteiros turísticos turísticos para uma empresa.

domingo, 25 de agosto de 2013

A brava gente siciliana, a alma de um território e um recurso turístico inesquecível


Rogerio Ruschel (*)
Localizada no caminho da Europa para aÁfrica, e da Europa para a Ásia, o longo dos séculos a Sicilia (mapa abaixo) foi colonizada por povos fenícios, gregos, romanos, árabes, normandos, espanhóis, alemães, franceses e outros. Esta mistura de culturas deixou um legado arquitetônico e cultural espantosamente rico - que você vê em outros posts aqui no In Vino Viajas, começando em agosto de 2012 – tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e que atrai turistas de todo o mundo.

Mas também gerou um povo lutador, resistente e charmoso, como os três idosos no banco de praça em Linguaglossa, na foto de abertura – três dos 5.287 moradores do vilarejo. O siciliano é um povo diferenciado do resto da Itália e é por si próprio uma atração turística. O siciliano, o povo dos três mares criativamente representados na bandeira desta região autonoma da Itália, quase independente (veja abaixo), costuma dizer que antes é siciliano e depois, italiano. 

Com a entrada da Itália no grupo do Euro os jovens sicilianos começaram a procurar emprego não apenas em Milão ou Roma, mas em outros paises europeus. E na outra ponta os mais velhos, que fizeram previdência social em Liras italianas, se aposentaram com grandes ganhos em Euros e hoje parece que se dedicam apenas a esperar, sem pressa, a chegada do futuro como as mulheres de Malvagna ou o cidadão abaixo flagrado em Mojo Alcântara, comunidade com 800 habitantes na região do vulcão Etna. 

Estes dois fatos explicam porque muitas comunidades vem perdendo população ao longo das ultimas duas décadas na Sicilia. E a foto abaixo é um bom exemplo ao mostrar oito idosos em Malvagna, uma comunidade com 814 habitantes no total.

Mas o siciliano não perdeu seu modo de vida, seu jeito Rústico e alegre de ser, seus hábitos do quotidiano. Sicilianos são muito ligados à honra e à família - valores fundamentais da “Cosa Nostra”, a máfia siciliana. Flagrei cenas muito curiosas, como padrinhos e noivos relaxando em um casamento ao ar livre em Castiglione e dois daqueles veículos que só existem na Sicilia e que estão em extinção.

Como a maioria das comunidades são pequenas e rurais, cada vilarejo tem seus próprios temperos e receitas, baseadas geralmente em carne vermelha de ovelhas e muitos frutos do mar, legumes, frutas e verduras – muitas delas preparadas apenas para festas populares, como denunciam os cartazes abaixo.

Além, é claro, de massas que incluem “maccaruni di casa”, massa com molho de ovelha ou de carneiro - como o pendurado ao ar livre, numa feira em Catania, abaixo; “agnelo al forno ripieto di pasta mastrazzoli, ovelha assada com uma massa que contém mel e “cassatelle”, uma massa cozida com requeijão.

E desde pequenos, os sicilianos aprendem a se deliciar com os deliciosos sorvetes regionais, outra atração turística imperdível.

Cada pequeno restaurante tem sua própria receita – e todas combinam com sucos de frutas, lemoncello ou um vinho siciliano como Alcano, Faro, Marsala, Moscato di Noto, Sambuca di Sicilia ou um Nero D’Ávila, conhecido dos brasileiros, que embora ainda não seja um DOC siciliano, é muito popular e tem sido comparado aos melhores syrahs. E além de alimentos frescos, você encontra produtos industrializados regionais à venda em mercados como os de alimentari e panificio, abaixo.
  Os sicilianos gostam de preservar suas tradições e realizam muitas festas baseadas no calendário agrícola, na memória histórica e na religião, eminentemente católica cristã: durante todo o ano se realizam festas de santos, festa de frutas, de azeites, de colheitas e muitas outras – como esta procissão, abaixo, com show de banda, que encontrei em um vilarejo não identificado.


Veja mais sobre a Sicilia:


Lenguaglossa, Moio Alcântara, Castiglione e Malvagnia:



Tindari e as montanhas Peloritani:




Pesquisa da Universidade de Catania:

Forza D’Agró: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2012/09/taormina-don-corleone-e-o-vinho-de.html 
 (*) Rogerio Ruschel, jornalista de turismo, enófilo e consultor em sustentabilidade e cidadania esteve na Sicilia por 30 dias trabalhando em um projeto de turismo cultural. E quer voltar.




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Corrupção em Piazza Armerina? Mosaicos maravilhosos e uma tese maluca


Por Rogerio Ruschel (*)
Já estava há uns 20 dias viajando pela Sicília e depois de conhecer Taormina, Palermo, Segesta, Érice e Agrigento (veja posts publicados), achei que já tinha conhecido os melhores atrativos da Sicília. Mas o agente de viagens de Messina que estava me ajudando a montar os futuros roteiros turísticos, insistiu que eu devia conhecer Piazza Armerina. Então apontei meu Fiat Panda alugado para o centro da Sicília – e hoje sei que devo muito a esta dica do cara.
Piazza Armerina é uma cidade com uns 25.000 habitantes, na região central da Sicília (ou quase isso). Saindo de Catania é fácil de chegar de carro pela free-way A19 via Enna, ou por uma rodovia também muito boa, via Caltagirone: Piazza Armerina está entre estas duas cidades, uns 50 quilometros de cada uma. Recomendo o que me sugeriram: prefira o roteiro via Caltagirone, para poder se deliciar com a arquitetura, mas principalmente com as cerâmicas – veja mais adiante algumas fotos.
Fundada durante o dominio árabe, Piazza Armerina tem igrejas bonitas no centro histórico, as típicas ruelas interessantes e o Spinelli Castelo. É bonita, tem bons cafés e restaurantes e uma festa anual de eventos medievais – o Palio Normando, que, Segundo dizem, não é assim uma brastemp comparado com o badalado Palio de Siena, na Toscana. Mas a grande atração da cidade é mesmo o site arqueológico da vila romana, há alguns poucos quilometros da cidade. 

Achei que ia ver o de sempre: as tradicionais ruínas, desta vez com alguns mosaicos. Mas a tal vila romana - que se chama Villa del Casale - é veramente um espanto! Dizem que é uma das maiores habitações romanas do tipo “villa” sobreviventes, e com certeza é a maior coleção de cerâmicas romanas. Teria sido construída entre 330 e 360 ​​DC e  embora não se saiba por quem, o cara devia ser mais do que rico, um milionário excéntrico. 
A vila tem partes de paredes e portais ainda de pé, e a estrutura de receptivo aos turistas é bem feito – como de resto, em toda a Sicilia. Na área que atrai os turistas que se amontoam em passarelas (veja abaixo), estão cerca de 3.500 metros quadrados de mosaicos, a maioria nos pisos, mas também alguns murais.
Mais do que bonito, é molto bello, como dizem os italianos. Os mosaicos representam cenas da vida diária de um romano no século IV como festanças (orgias?), animais, atividades agrícolas, caça e outras coisas que os especialistas chamam de motivos do Norte Africano. 

Um dos conjuntos (veja abaixo) mostra mulheres vestidas em trajes de banho de duas peças malhando com halteres que me lembraram as fotos amareladas da minha avó na praia: mais um espanto!

Eu e você, como turistas, nos surpreendemos com a beleza das cerâmicas, mas os arqueólogos se espantam por causa dos temas dos painéis (com valor para estudos sociológicos) e principalmente por causa de sua inusitada localização: fica no interior da ilha e não no litoral, como a maior parte da herança histórica da Sicília.

Formulei uma tese, sem nenhum fundamento histórico, é claro: além de produzir vinho e azeite (que é o que tinha prá fazer naquela região), o proprietário devia estar no ramo de importação de animais da África para comer cristãos no Coliseu de Roma e queria uma vida discreta, fora das rotas tradicionais dos navios. Suspeito mesmo que ele usava sua mansão como alguns políticos brasileiros: para hospedar, paparicar e dar grandes festas para funcionários públicos corruptos do império romano!

Mas enfim, caro leitor, a Villa del Casale de Piazza Armorina é realmente um show – não dá pra visitar a Sicília sem conhecê-las. Saí de lá e fui jantar e dormir em Caltagirone, onde devorei massa com carne de porco selvagem tomando um vinho local, servido em jarra (excelente, é claro!) remoendo minha tese do milionário excêntrico corrupto.
No dia seguinte passei quase 5 horas visitando lojas e galerias de cerâmicas de Caltagirone, algumas das mais bonitas que vi na Europa.

E vendo aquelas peças maravilhosas inspiradas na arte dos séculos IV a VIII, me lembrei novamente de Piazza Armerina – o quão bela devia ter sido com jardins, fontes e escravas semi-nuas servindo vinhos em jarros para os convidados do milionário corrupto. Catzo: acho que nasci no tempo e no lugar errados!

Mas isso deve ser herança do inconsciente coletivo de brasileiro, não?
Este post é dedicado a Ana Maria Naccache, que me honra com sua leitura deste blog: ela tem os pés em Caraguatatuba, mas a cabeça nos melhores rincões do planeta. 


Veja mais sobre a Sicilia:


Lenguaglossa, Moio Alcântara, Castiglione e Malvagnia:



Tindari e as montanhas Peloritani:




Pesquisa da Universidade de Catania:



(*) Rogério Ruschel - rogerio@ruscheleassociados.com.br - editor deste blog é turista inveterado, jornalista de ecoturismo e meio ambiente e consultor especializado em sustentabilidade. Ruschel esteve na Sicília durante 30 dias pesquisando roteiros turísticos.