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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cinco vinícolas modernas e supreendentes na Austrália, Chile, Itália, França e Portugal para você colocar na sua lista de desejos

Por Rogerio Ruschel (*)

Meu prezado leitor ou leitora, no mundo do vinho, não basta ser bom, tem que ser impressionantemente bom. Nos países que levam a sério o negócio do vinho, as atividades ligada ao turismo e visitação se tornaram tão importantes do ponto de vista econômico (na Espanha, França e Estados Unidos pode representar até 30% do faturamento da vinícola) que as vinícolas vêm se reinventando. Hoje uma vinícola é concebida para ser quase um museu arquitetônico que vende imagem, vinhos e serviços turísticos como gastronomia, degustações, cursos, palestras, debates, eventos, as vezes hospedagem e até desfiles de moda. In Vino Viajas tem apresentado este lado “fashion” e “cool” das vinícolas e hoje vamos conhecer cinco novas empresas, duas delas no chamado “novo mundo” do vinho: Chile e Austrália.
Moorila Estate Winery, Hobart, Tasmania, Austrália

A Moorila (fotos de abertura desta matéria e acima) está localizado em Hobart, a capital da ilha da Tasmânia, na Austrália. Foi construída em 1958 pelo italiano-australiano Claudio Alcorso, ex-negociante da indústria textil e comerciante de tecidos. 

A fábrica de cerveja (micro-cervejaria) tem como diretor o australiano Owen Johnston e suas pilsen, ale e dark ale, pale ale são embaladas em garrafas com embalagens criadas pelo artista Australiano John Kelly. 
 
Petra Winery, Suvereto, Toscana, Itália


“Uma vinícola única em um lugar único, Petra recebe do céu e da terra um misterioso segredo, e a terra e o céu retransmitem este segredo através da produção de vinhos que tem a alma Toscana de Maremma e o espírito que fala dos segredos de uma língua antiga”. 


Meu prezado leitor ou leitora, você pode achar essa frase de apresentação da empresa um pouco exagerada, mas tudo que cerca a Petra Winery (ou Vini Petra, em italiano) é mesmo diferenciado. 

A vinicola está localizada perto da antiga cidade toscana de Suvereto, nas colinas de Val di Corniama na Toscana, e com vista para o Mar Tirreno. os proprietários, Vittorio e Francesca Moretti, Terceira geração da familia, encomendaram o projeto ao arquiteto suíço Mário Botta. Concluída em 2003, a vinícola Petra tem características arquitetônicas realmente surpreendentes, com muito acabamento em pedra rosa de Verona.


Lapostolle Clos Apalta, Vale de Colchagua, Chile


Em 1994, Alexandra Marnier Lapostolle, uma descendente da família Marniertradicional no mundo do vinho francês e de bebidas como o famoso licor Grand Marnier - e seu marido Cyril de Bournet começaram o cultivo de uvas e produção de vinho no Vale de Colchagua, o mais fértil no Chile. Dez anos depois o projeto foi completado com a construção de um armazém central em uma colina com vista para os vinhedos.



Lapostolle Clos Apalta, projetado pelos arquitetos da Amercanda, foi construido por uma estrutura de madeira, vidro e aço com seis andares e se parece com um um ninho de pássaro empoleirado na encosta da montanha. Além da elegancia e beleza externa, uma parte da obra foi construída debaixo da terra o que permite que a vinícola conserve a temperatura e umidade de maneira natural.


Junto com instalações para degustação dos vinhos (especialmente dos Casa Grand selection Cuvée Alexandra e Clos Apalta), Lapostolle oferece culinária de alta qualidade no restaurante próprio e hospitalidade no exclusivo hotel Lapostolle Residence que na verdade é um conjunto de 4 casas com piscina que oferece a tranquilidade de um entorno natural e aromatizado.  

Château Cheval Blanc, Saint Emilion, Bordeaux, França


A Cheval Blanc está situada em Saint Emilion, na região vinícola de Bordeaux, na França, e tem uma longa tradição de qualidade: em 1955 foi um dos poucos chateaux franceses a receber a qualificação de Premier Grand Cru Classé (A) quando da organização das classificações vinícolas de Saint Emilion.



Christian de Portzamparc, o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker de 1994, foi contratado para fundir sua nova adega com a sua paisagem histórica (património). Só para lembrar, Christian de Portzamparc é o autor do projeto Cidade das Artes, um complexo cultural localizado no Rio de Janeiro, inaugurado em 2013, e que é a sede da Orquestra Sinfônica Brasileira.


A inspiração de Portzamparc veio dos tanques de fermentação de cimento usados pelo enólogo da empresa; a partir disto o arquiteto criou uma estrutura coberta com um dossel de concreto branco. De longe, o telhado em forma de onda aparece como uma escultura curvilínea pairando sobre os vinhedos circundantes, um belo espetáculo visual. E, é c laro, você está em Saint-Emillion, a linda cidadezinha de Bordeaux - foto abaixo


L'and Vineyards - Portugal


A Vinicola L'and Vineyards está localizada a 4 km de Montemor-o-Novo, Alentejo, perto da cidade de Évora, um dos muitos Patrimônios da Humanidade pela Unesco de Portugal, apenas a 45 minutos do Aeroporto de Lisboa.


O prédio foi projetado pela Promontory, empresa com sede em Lisboa, e concluída em 2011. O exterior branco da adega e do hotel são inspirados pelas casas caiadas de branco típicas da região do Alentejo.
 

O hotel é lindo e imponente. Os interiores são sóbrios e luxuosos. Simples e minimalista, com detalhes em madeira e pedra natural, a decoração das salas transmite paz e conforto.

O projeto é de um wine-resorts, com dez suites que dispõem de tetos retráteis, permitindo aos hóspedes desfrutarem  das magníficas noites estreladas na área – snao as Sky View Suites. Noites, aliás, que podem ser aprecidadas no Dark Sky Alqueva, o primeiro sitio certificado de turismo astronômico do mundo (foto acima)  – veja em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2015/12/conheca-dark-sky-alqueva-o-primeiro.html

(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas desde São Paulo, Brasil, e coleciona belezas ligadas ao mundo do vinho para compartilhar com os amigos e amigas que o honram comos leitores

sábado, 20 de setembro de 2014

Molto bello! A simplicidade encantadora dos vilarejos da Itália revelada pela arte fotográfica de Mario Ventura


(*) Rogerio Ruschel, texto, Mario Ventura, fotos
Exclusivo para In Vino Viajas - Prepare-se para fortes emoções, meu caro leitor(a), porque a pedido de nossos amigos voltamos a mostrar o talento de um artista fabuloso que já fez grande sucesso aqui no In Vino Viajas. Mario Ventura é um fotógrafo italiano que através de suas lentes revela segredos da Itália como poucos artistas. A foto acima registra apenas uma janela, provavelmente na Toscana, mas tem uma composição, um jogo de cores e uma harmonia estética que parece colocar a janela em outra dimensão. 

Na foto abaixo, denominada simplesmente “Luce riflessa nel vicolo” – Luz refletida no beco – a gente fica se perguntando se aquele azul sempre existiu ali ou se foi Ventura o único que o viu.

Uma das coisas que atrai e sensibiliza turistas na Itália é a sensação de estar vendo séculos de história em um determinado local. Só que a gente raramente consegue fazer o que Mario Ventura consegue com seu talento: revelar como poucos o valor estético da idade nas pedras, nas cores, nas madeiras centenárias como das fotos acima e abaixo.

Na Província de Áquila, que sobreviveu a um grande terremoto dois anos atrás, Mario Ventura encontrou esta fachada da foto abaixo em Civitella Alfedena, uma comunidade com o espantoso número de 316 habitantes e registrou o sutil e rico jogo de sedução dos vasos vermelhos com a parede amarela. Magia pura!

Em algum lugar escondido da Toscana, Mario Ventura registrou as duas vielas e a parede de uma residência centenária (veja abaixo), onde uma santa abençoa os moradores e provávelmente os passantes que tiverem tempo para pedir sua bênção.

Embora seja um especialista em harmonizar a alma das coisas com o sol que as ilumina, Mario Ventura domina também a noite, como é possivel ver nas fotos abaixo: a primeira que ele denominou de “Montepulciano” e a segunda - bem, a segunda ele a batizou apenas de “uma ruela escura”.

Proponho um brinde a Mario Ventura (foto abaixo), um mestre das lentes na Itália.

Em 13 de julho de 2014 Mario Ventura me enviou a seguinte mensagem:
"Ho potuto vedere gli articoli che hai magistralmente scritti sulle mie foto. Voglio complimentarmi per la portata poetica dei tuoi scritti e ti auguro un avvenire luminoso e proficuo. Mario Ventura." Grazie Mario.

Para ver outros dois posts com belíssimas fotos de Mario Ventura acesse:
http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/06/um-passeio-romantico-no-lazio-italia.html
e

(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e consultor especializado em turismo de qualidade. Mario Ventura é um fotógrafo italiano, um artista das lentes e da sensibilidade.


sábado, 21 de junho de 2014

Abruzzo, Umbria, Toscana, Norcia... Dez paisagens maravilhosas da Itália capturadas pelas lentes mágicas de Mario Ventura


 (*) Por Rogerio Ruschel, texto; Mario Ventura, fotos
Mario Ventura é um fotógrafo italiano que através de suas lentes revela segredos da Itália como poucos artistas. A foto acima registra a tranqüila vida de produtores rurais na “Terre d'Abruzzo”, mas tem uma direção de arte que privilegia cores da palheta do verde-amarelo baseada numa escolha proposital de horário. Na foto abaixo, denominada simplesmente “montanha”, ele abusa da harmonia e do equilibrio entre cores e volumes.

Ventura é verdadeiramente um mestre da arte fotográfica – veja na foto abaixo como ele registrou um rebanho de ovelhas, pequenos pontos brancos, na região de Castellucio di Norcia: é poesia em movimento...

Gosto muito das fotos coloridas e em preto e branco que Ventura cria para revelar a intimidade da vida quotidiana e a convivência das pessoas em pequenos vilarejos da Toscana, Umbria, Abruzzio e de outras regiões da Itália – e alguns destes vilarejos do Lazio você pode conhecer em outro post de In Vino Viajas – veja no fim deste texto. A foto abaixo captura um amanhecer mágico, e foi denominada por Ventura como “Il risveglio del borgo”, o despertar da aldeia.

Mario Ventura é um apanhador de momentos mágicos da natureza, como o contraste entre o branco e verde nesta foto abaixo, onde algumas pessoas veriam apenas casas no meio de um campo.

Ventura pode transformar uma cena comum, usual, em um momento com muitos significados como nas fotos abaixo, onde a estrada para Montichiello quase se transforma em um depoimento sobre as estradas da vida.

E para encerrar esta publicação, veja as fotos abaixo nas quais Ventura capturou as dimensões e volumes que se amontoam, para compor paisagens com cores inesperadas.

Um brinde a Mario Ventura (foto abaixo), um mestre das lentes na Itália.

Para ver outro post com fotos de Mario Ventura:
http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/06/um-passeio-romantico-no-lazio-italia.html

Mario Ventura me enviou a seguinte mensagem em 13 de julho de 2014:
"Ho potuto vedere gli articoli che hai magistralmente scritti sulle mie foto. Voglio complimentarmi per la portata poetica dei tuoi scritti e ti auguro un avvenire luminoso e proficuo. Mario Ventura." Grazie Mario.
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e consultor especializado em turismo de qualidade. Mario Ventura é um fotógrafo italiano, um artista das lentes e da sensibilidade.

domingo, 20 de outubro de 2013

Pesquisa da Associazione Nazionale Città del Vino da Itália sugere estratégias e políticas para o turismo do vinho e da gastronomia


Por Rogerio Ruschel (*)
A Associazione Nazionale Città del Vino da Itália reúne 482 comunidades que tem no turismo uma das mais importantes atividades econômicas. A rede oferece 140 “estradas do vinho”, 4.000 albergues (com 142.000 leitos), 1.500 fazendas agroturísticas (com 18.000 leitos), 188 campings, centenas de produtores de vinho e milhares de restaurantes. São responsáveis por 200.000 hectares de vinhedos de qualidade, 80% dos vinhedos com classificação DOC e DOCG da Italia. A Associação faz uma pesquisa anual junto a seus associados, o “Osservatorio sul Turismo del Vino”. In Vino Viajas publica agora o terceiro post sobre esta pesquisa de fevereiro de 2013. Veja os dois anteriores em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/08/a-importancia-da-internet-para-o.html e http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/09/pesquisa-italiana-aponta-seis-razoes.html

O texto abaixo é parte do capítulo “Sobre estratégias, recursos e políticas” do “XIo. Rapporto Annuale” com tradução de Benito Boni e adaptação de Rogerio Ruschel. As palavras originalmente grafadas em negrito foram mantidas assim.
“Arte, cultura e enogastronomia são fortes embaixadores do made in Italy que - não obstante a crise - dão prestigio e relevo internacional ao nosso país.  A contaminação entre esses vetores pode gerar valor, ocupação, novo empreendimento e seria miopia deixar de considerá-los como os coringas (azes) de uma estratégia importante para o futuro, pelo que será ao fim da crise (?) e pelo que será a longo prazo. (Nota do editor: veja abaixo gráfico que mostra a importância dos vários fatores de atração do enoturista).

Um exemplo de quanta  fusão possa haver entre os temas da cultura e do vinho, é dado pelo projeto de cooperação internacional Vintur que lançou com “iter vitis” uma nova forma de promoção, valorização e tutela do patrimônio europeu, material e imaterial, da cultura da videira e do vinho, através da realização e gestão de um itinerário cultural europeu (“iter vitis”). (Nota do editor: o projeto Vintur é de cooperação dos países europeus e você pode conhecê-lo em http://www.arev.org/es).

Que políticas adotar?  Investir sobre as excelências ou reforçar as fraquezas? Adotar o objetivo de crescer quantitativamente (número de visitantes) ou acrescer o valor da visitação? Aumentar outras tantas metas/destinos ou distritualizar (operar dentro de distritos prévios)? Muitas rotas e estradas ou poucas rotas e estradas? As respostas, como sempre, são não unívocas. É necessário fazer uma análise séria de onde se está, onde se quer chegar, com que meios, em quanto tempo e através de quais ações (só assim se podem tomar decisões de estratégia e de marketing).

Estes últimos anos nos dizem porém que existem escolhas e endereços diferentes, com resultados também  diferentes: temos alguns roteiros que operam com inteligência  e com bons resultados, outros que existem só nos mapas. E sobre a fama? Pequenos destinos podem achar a chave do tesouro, enquanto territórios mais amplos e mais conhecidos permanecem estagnados. Porque?
A competição que se estabelece é absolutamente extraordinária com pontas de atratividade e de capacidade concorrencial, seja em escala municipal ou regional de difícil emulação. Perder a ocasião de investir recursos do que resta dos financiamentos europeus  2006-2013 disponíveis e do que será disponível para 2014-2020, seria profundamente auto-lesionista, “um tiro no pé”.

Programar uma grande temporada de investimentos – dos micros aos macros: desde a pequena manutenção dos burgos às grandes infra-estruturas, desde as cadeias hoteleiras à receptividade de hospedarias “verde”, desde a conservação das praças à valorização do território e da paisagem, desde a formação de fundos de investimento ao estímulo para novas empresas, etc.
 Investir nos fatores de importancia estratégica para a inovação e competitividade - apresentados no quadro acima - se apresenta como mais do que uma oportunidade, e sim se torna uma obrigação para o desenvolvimento econômico do país e para as futuras gerações.

(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo, profissional de marketing com ampla experiência em pesquisas e adora passear por rotas do vinho