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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Organização Mundial do Turismo realiza primeira Conferência Global sobre Enoturismo na Geórgia – o lugar onde nasceu o vinho, 9.000 anos atrás


Por Rogerio Ruschel (*)

Meu caro leitor ou leitora, embora dezenas de países já estejam contabilizando milhares de visitantes com Enoturismo há mais de 30 anos, somente agora, em 2016, a Organização Mundial do Turismo (OMT) vai realizar o primeiro evento internacional sobre o assunto. A data é de 7 a 9 de Setembro, e o evento da OMT será na Geórgia, considerada o berço da produção de vinhos no mundo. Veja nesta matéria algumas imagens deste país que está na minha lista de locais para conhecer urgentemente – mas que infelizmente não vai ser agora... Na foto abaixo, um entardecer em Tbilisi, capital da Geórgia.
 
A Geórgia é um pequeno e belo país da Europa Oriental que se tornou independente da ex-União Soviética em 1991. Tem uma geografia acidentada, com as maiores montanhas do Cáucaso, uma história rica em disputas e conquistas, um povo com cultura e tradição excepcionais, um pólo de turimo de qualidade emergente e é considerada o berço da produção de vinhos no miundo: arqueólogos acreditam que a produção de vinhos existe na região desde o ano 7.000 a.C. – ou seja, há 9.000 anos.

Além disso a Georgia é detentora de uma tecnologia de vinificação ancestral que foi tombado pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade denominada kvevri – ou qvevri, ou kwervri – que é o nome de um recipiente de barro que serve para fermentar a uva – veja acima e abaixo.

Pois a Conferência Global sobre Enoturismo  (em inglês “UNWTO Global Conference on Wine Tourism”) terá um formato único e dinâmico no qual as sessões terão lugar em diferentes vinícolas, tanto na capital Tbilisi, como na região vinícolas de Kakheti, com os convidados em plateias ou mesas. Especialistas farão apresentações curtas e objetivas para conduzir os debates que decorram em cada uma das mesas entre os participantes. Veja o mapa do vinho da Geórgia abaixo.

Estarão participando da  conferência irá envolver, entre outras, Giovanni Mantovani, diretor-geral do recinto de feiras Veronafiere e criador do VINITALY (Itália); Janet Dorozynski, Comissário de Comércio, Vinhos, Cervejas e Bebidas espirituosas e de Turismo do Departamento de Assuntos Internacionais do Canadá; Mike Veseth, economista especializado em vinhos, professor emérito de Economia Política Internacional na Universidade de Puget Sound (Estados Unidos); Gabriel Fidel, assessor de vinho da Argentina); Ayana Mizawa, Chief Winemaker da Chuo Budoshu Co., Grace Wine (Japão); Pedro Vargas, Diretor de Projetos Internacionais do Fórum Espanhol de Marcas Renomadas (Espanha), que vai apresentar um projeto piloto de enoturismo – veja mais adiante.

Estão confirmados também personalidades europeias do ramo como Santiago Vivanco, diretor do Museu Vivanco da Cultura do Vinho (Espanha); Donald Hawkins, Eisenhower, Professor da Universidade George Washington (Estados Unidos), Paula Sousa, Diretor de Marketing e Turismo da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo (Portugal); e Zaida Semprun, Chefe de Enoturismo de Marketing do Grupo Freixenet (Espanha) e auoridades locais como George Chogovadze, chefe da Administração Nacional de Turismo da Geórgia (Georgia); Levan Davitashvili, vice-ministro da Agricultura da Geórgia (Georgia); Patrick Honnef, enólogo e viticultor, Diretor Geral do Château Mukhrani (Geórgia); John H. Wurdeman V, proprietário da vinícola Lágrimas de Faisão (Geórgia).

Segundo o anúncio oficial, uma das novidades da Conferência é que será apresentado um protótipo de turismo que visa proporcionar uma forma inovadora de promover e divulgar um destino de enoturismo. O projeto vai abordar a Espanha e seu estilo de vida através das vinícolas associadas do Fórum de Marcas Renomadas da Espanha (FMRE), que está desenvolvendo o protótipo juntamente com o Programa de Membros Filiados da Organização Mundial do Turismo (OMT). Pelo novo modelo, as vinícolas participantes se tornarão centros de visitantes oferecendo aos viajantes percepções autênticas sobre a história e os recursos mais importantes de suas respectivas regiões - como a comerciante na feira livre, na foto abaixo.

A OMT diz que esse projeto é uma nova abordagem para atender as demandas de consumidores emergentes de enoturismo e que o trabalho de campo para testar o modelo foi feito com a colaboração de vinícolas nas regiões Cádiz (Jerez, Puerto de Santamaría e Sanlúcar de Barrameda), Galicia, Penedés, Priorat, Ribera Del Duero, Somontano, Toledo e Toro. Na verdade isso é o que já vem sendo feito atualmente, e que os leitores regulares de In Vino Viajas já conhecem – em todo o caso, vamos ver o que os espanhóis estão propondo em conjunto com a OMT. Um brinde a iniciativa da OMT.




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ainda não existe vinho “bom prá cachorro”, mas acredite: acaba de ser criado um vinho bom para gatos!


Por Rogerio Ruschel (*)
Minha estimada leitora ou leitor, você gosta de gatos? Então esta é uma boa noticia: se você quiser compartilhar um copo de vinho tinto com seu gatinho, saiba que uma vinícola dos Estados Unidos criou um vinho para gatos que está fazendo um enorme sucesso - de vendas, não se sabe se os gatos gostaram! A vinícola Apollo Peak de Denver, Colorado, criou vinhos tintos e brancos para gatos com as marcas Pinot Meow (tinto) e MosCATO (na verdade MosCAT, branco). Pode? Pode! Veja mais a seguir.

O que começou como uma brincadeira se tornou um negócio muito sério, rentável e bem sucedido para Brandon Zavala, um amante de gatos e fundador da vinícola Apollo Peaks. Na verdade, apesar da cor que lembra vinho tinto ou branco, o vinho não é vinho, porque é feito de três ingredientes e não tem álcool. Os ingredientes são: Canárias Nepeta, uma planta que os gatos gostam, água, açúcar de beterraba e conservantes naturais, todos  produzidos localmente por agricultores no Colorado. Tudo muito orgânico, porque, dizem os produtores dessa bebida, "nossos gatos merecem o melhor."

A Apollo Peaks não está dando conta de atender encomendas de todo o mundo por online. E por causa disso a vinícola está trabalhando em um vinho preparado para "o melhor amigo do homem".  Isso mesmo: dois novos produtos que serão vendidos como “vinhos para cases” estão atualmente em desenvolvimento e a vinícola acredita que deixar todo mundo doidão...


(*) Rogerio Ruschel é editor de in Vino Viajas baseado em São Paulo, Brasil e gosta de vinhos e cães, mas não gosta de gatos

domingo, 21 de agosto de 2016

“90% dos vinhos produzidos no Brasil tem baixa qualidade” e o país tem “uma cultura de elevadas margens comerciais” diz site especializado da Espanha. É verdade?


Por Rogerio Ruschel (*)

Dia 17 de agosto de 2016 o portal especializado espanhol Vinetur publicou um artigo com um retrato atualizado do mercado brasileiro enquanto produtor, consumidor e importador de vinhos. Entre outras considerações, o artigo diz que 90% de nossa produção é de vinhos de qualidade inferior e que o Brasil tem potencial porque é grande e tem baixo consumo per capita e também porque aceitamos conviver com uma “cultura de altas margens de lucro”. Como a Espanha é um dos tres maiores produtores, consumidores e exportadores de vinho do mundo e a Vinetur é séria, tem grande penetração nos trades vinícolas espanhol e europeu e frequentemente publica estudos e pesquisas, creio oportuno que meus prezados leitores ou leitoras tenham acesso a essa informação para responder a pergunta: afinal, eles estão certos? Será que portugueses, franceses e italianos também pensam assim?

Para evitar problemas na tradução publico o artigo a seguir no idioma original. Estou publicando algumas imagens infográficas para enriquecer a leitura. As fontes estão no final da matéria.

“La República Federal de Brasil tiene una población de 204 millones de habitantes, lo que lo convierte en el mercado más grande de América del Sur, con aproximadamente la mitad de la población total de ésta. El mayor núcleo poblacional se encuentra en la región Sureste con un 42% del total esta. La mayor concentración se da en el estado de Sao Paulo con más de 40 millones de habitantes, especialmente en el área metropolitana de Sao Paulo, que con 22 millones de habitantes suele considerarse la tercera mayor urbe del mundo.

A la hora de entender el mercado brasileño del vino conviene recordar que Brasil es un país productor, sin embargo, solamente el 10% de sus vinos proceden de uvas Vitis vinifera, por lo que según los estándares tradicionales no sería considerado vino. Esto lleva a que su producto nacional sea de inferior calidad, y existan dos tipos de vino, según la normativa brasileña: "vino de mesa" elaborado con uvas de peor calidad, y "vino fino", elaborado con Vitis vinifera, y donde compiten los vinos importados en Brasil. Los vinos "finos" suponen alrededor del 30% del consumo de vinos en Brasil.

Por lo tanto Brasil necesita abastecerse de vinos importados para satisfacer su demanda. En 2015 Brasil fue el 16° mayor importador mundial en volumen y el 13° en valor, con 82 millones de litros por valor de 292 millones de dólares.

Las importaciones de vino han visto un crecimiento muy elevado en los últimos 10 años, duplicando el volumen de vino importado desde 41 a 82 millones de litros, y casi triplicando en valor, de los 100 millones de dólares en 2005 a los 292 en 2015.

Los vinos importados suponen alrededor del 80% del vino "fino" consumido en Brasil. Estas importaciones provienen, en su gran mayoría, de seis proveedores, Chile, Argentina, Francia, Italia, Portugal y España, que suponen el 96% de las importaciones de vino brasileñas.

Chile es con diferencia el principal proveedor con un 45% de las importaciones en volumen y 37% en valor, seguido de Argentina. Ambos países disponen de situaciones comerciales privilegiadas con Brasil al ser parte integrante de Mercosur (Argentina) o país asociado (Chile), por lo que la fiscalidad impuesta al resto de países y la logística les permite ofrecer unos precios más competitivos.
Las exportaciones españolas a Brasil en los últimos 5 años se han mantenido estables, si bien de 2011 a 2013 crecieron, en el último par de años han disminuido levemente.
Las pautas de consumo de vino en Brasil difieren de estado a estado, si bien la media de consumo per cápita del país se coloca cercana a los 2 litros, no todos los estados consumen vino por igual. Si bien en estados del norte ese consumo no llega a un litro per cápita, en estados como Rio de Janeiro, más turísticos o con más tradición, este puede alcanzar los 4,8 litros per cápita.

La mayor parte del vino se compra en establecimientos como hipermercados y supermercados para un consumo posterior en casa. Gracias a la mejora paulatina de la capacidad económica de los brasileños y una mejoría de la cultura del vino se ha podido apreciar un incremento en el precio medio del litro, situándose en torno a los 31 reales brasileños por litro. Esto nos deja un gasto per cápita de 62 reales anuales para el conjunto de Brasil.

A la hora de calcular el precio de venta de un vino en Brasil debemos recordar sin embargo los diferentes factores que influyen. El primero es el elevado arancel para los productos no provenientes del área de libre comercio Mercosur. Este impuesto es del 27%, y la forma de aplicar impuestos brasileña en cascada hace que este 27% repercuta en el resto de impuestos a pagar, lo que hace que el vino importado compita en desventaja clara, además existen otros impuestos además del de importación, como son el Impuesto a Productos Industrializados del 10%, las tasas sociales Pis 2,1% y COFINS 9,65% y el ICMS, similar al IVA español, del 25%.

El segundo factor a considerar es la cultura de elevados márgenes comerciales. Los importadores pueden aplicar un margen de beneficio entre el 70% y el 90%, los establecimientos de venta al por menor entre un 40% y un 50%, y el canal Horeca en torno al 100%. Esto nos lleva a que el vino llegue al cliente final con un precio entre 4 y 6 veces su valor CIF.

Dentro de los lineales de supermercados sólo los vinos franceses, italianos y portugueses cuentan con espacio propio diferenciado. Los vinos vinos australianos, sudafricanos, californianos y españoles se encuadran dentro de "otros vinos". El paulatino incremento de la cultura vinícola en el país y los esfuerzos de comunicación y promoción están llevando a un paulatino incremento del conocimiento del producto.

El principal agente de entrada en la cadena de distribución brasileña es el importador-mayorista, aunque últimamente está ganando fuerza que las cadenas de supermercados realicen importación de manera autónoma, comprando directamente al exportador. Son además las cadenas de distribución de supermercados e hipermercados las que representan la mayor parte de las ventas de vino en Brasil, donde el consumidor lo compra para consumirlo posteriormente en su casa.
Se puede decir que las importaciones de vino se enfrentan a varias barreras de entrada, entendidas en sentido amplio incluidos los aranceles e impuestos mencionados. El proceso de importación puede ser extremadamente burocrático y dilatado en el tiempo, siendo necesario obtener una licencia de importación previamente a comenzar la importación, además de las certificaciones necesarias en el caso del vino, y los requisitos de etiquetado.

Existe en todo caso una situación de falta de competitividad por el elevado impuesto de importación, que no soportan los vinos procedentes de Chile y Argentina, al disponer de acuerdos comerciales preferenciales, como se ha indicado.

Tras dos años consecutivos de caída del PIB en torno al 3% y una inflación del 10% que han hecho que se desplomen los índices de confianza del consumidor y de los empresarios del comercio a mínimos históricos, estos datos junto a subidas de impuestos hace que el entorno macroeconómico y regulatorio no sea el más halagüeño para el sector. A pesar de ello podemos apreciar cómo el consumo de vino se ha mantenido estable, mejorando los indicadores de otros productos, que sí han visto reducidas sus importaciones en gran medida.

Las exportaciones españolas a Brasil aumentaron en volumen durante 2015, reduciendo su precio medio. La evolución de los precios y volumen de importaciones de vino brasileñas hace pensar que se mantendrá de forma positiva pese a la marcha del país. Siempre debemos recordar a la hora de plantearnos entrar en Brasil que se trata de un mercado con mucho potencial de crecimiento dado su bajo consumo per cápita y gran población, lo que sumado a la falta de conocimiento del producto español hace que el potencial de crecimiento de éste sea elevado.”


Em janeiro de 2015 In Vino Viajas já havia retratado o mercado brasileiro em 2014  - veja aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2015/01/afinal-porque-vinhos-do-chile-argentina.html
In Vino Viajas apontou a interferência da política externa no mercado brasileiro de vinhos; veja aqui - http://invinoviajas.blogspot.com.br/2015/01/a-interferencia-da-politica-externa-no.html
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, e para não ficar acostumado com altas margens de lucros em vinhos e outros produtos, simplesmente ignora produtos caros


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Atletas francesas e seus queijos prediletos: chega a São Paulo a exposição que fez sucesso na Europa e na Ásia e conquistou o apoio de Michelle Obama em NY


Por Rogerio Ruschel (*)
Minha estimada leitora, agende-se para não perder dois eventos que relacionam o sabor e a elegância dos queijos franceses com o charme e a independência das mulheres. Atletas francesas de alto desempenho – quatro delas participando das Olimipiadas 2016 no Rio de Janeiro – são as estrelas de uma exposição fotográfica que chega a São Paulo em setembro juntamente com uma grande degustação “première classe” de queijos franceses.
Vou explicar. Desde 2013 o CNIEL (Centre National Interprofessionnel de l’Économie Laitière ou, em português, Centro Nacional da Economia Leiteira) e a União Europeia trabalham em conjunto para aumentar a conscientização, interesse e demanda pelos queijos de origem francesa em todo o mundo. Os franceses tem um objetivo óbvio e simples: criar uma identidade altamente reconhecida para os queijos franceses, para reforçar sua posição como um grupo único na categoria de queijos especiais. Coisa de produtores inteligentes de primeiro mundo – e que fazem isso com marketing de primeira classe.
Em conjunto com a agência especializada Sopexa, a campanha “Abra Seu Paladar” do CNIEL chega a São Paulo realizando nos dias 23 e 24 de setembro no Morumbi Shopping uma Pop-Up Store inteiramente dedicada aos queijos da Europa, onde variedades como o Brie, o Camembert e o Emmental, mais conhecidos, serão apresentadas juntamente com o Brillat-Savarin, o Comté, o Coulommiers, o Mimolette, o Pont l’Evêque e o Roquefort. Os visitantes poderão degustar seus queijos preferidos, expostos em parceria com o Emporium Dinis.
A exposição apresenta fotos de atletas francesas reconhecidas como personalidades esportivas, mulheres atuantes que querem demonstrar que é possível harmonizar o charme, o sabor e a elegância dos queijos franceses com a vida moderna de mulheres ativas, com glamour e liberdade; algumas delas você está vendo aqui. A mensagem vai direto ao ponto: sim, é possível saborear queijos deliciosos e manter um estilo de vida saudável…
A exposição fez sucesso na Europa e na Asia e quando passou pelos Estados Unidos (Los Angeles e Nova Iorque) recebeu o apoio incondicional de Michelle Obama que aproveitou a presença dos produtos franceses para - digamos assim - incentivar os produtores norte-americanos a produzirem queijos mais saudáveis. Como se sabe, desde que o marido chegou à Casa Branca, a primeira dama vem comandando uma campanha para melhorar alimentos reduzindo gorduras e diminuindo o sódio dos alimentos.

As atletas-modelo fazem parte do grupo "Mounia e as meninas dos queijos", criado por Mounia Briya (a loira na foto acima), dona do restaurante Les Portes e pelo jornalista Olivier Malnuit; os fotógrafos são Sophie Carre e Vincent Lappartient, com uma extensa experiência com fotos de moda, como das coleções da Dior.

Quatro das 18 atletas-modelo estão participando das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro: Clarisse Agbegnenou, que ganhou a medalha de prata no judô semana passada; Elodie Clouvel (pentatlo moderno), Sarah Ourahmoune (Boxe) e Manon Valentino (BMX).

Entre as demais atletas estão Muriel Hurtis (Atletismo), Nathalie Péchalat (Patinação Artística), Manon Valentino (BMX), Camille Serme (Squash), Emmeline Ndongue-Jouanin (Basquete), Marie-Alice Yahé (Rugby), Cléopâtre Darleux e Nodjialem Myaro (Handball), Isabelle Sévérino (Ginástica), Victoria Ravva (Vôlei), Mélanie Plat & Delphine Garcia-Dubois (Equitação), Elodie Clouvel (Pentatlo) e Sarah Ourahmoune (Boxe).
A associação das atletas com os queijos nasceu da constatação do perfil dos consumidores preferenciais de queijos franceses de qualidade: pessoas jovens, de ambiente urbano, com hábitos cosmopolitas e motivadas por experiências que reúnem prazer, sofisticação e originalidade, composto principalmente por mulheres que buscam associar momentos de sabor e qualidade a sua alimentação.

Simples assim, inteligente assim. 
Agende-se: dias 23 e 24 de setembro o Pop-Up Store da campanha “Abra Seu Paladar” no Morumbi Shopping, em São Paulo.

(*) Rogerio Ruschel é editor de in Vino Viajas baseado em São Paulo, Brasil, e gosta de queijos e de filles à fromages  


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Eno-Olimpíadas revelam os 30 mais bem pontuados vinhos do Brasil, vencedores entre 850 candidatos de 110 vinícolas de 8 estados

Por Rogerio Ruschel (*)

Meu prezado leitor ou leitora, a Grande Prova Vinhos do Brasil 2016 vai ficar conhecida como as Eno-Olimpíadas do Brasil: dia 03 de Agosto foram divulgados os vinhos vencedores da quinta edição deste concurso, a maior de todos os tempos. Pode-se dizer que se tratam de vinhos vencedores de uma olimpíada, uma verdadeira corrida de obstáculos, porque o concurso começou no Rio de Janeiro no mes de junho e terminou no evento de entrega dos resultados no Hotel Casacurta em Garibaldi, na serra gaúcha, esta semana – veja foto abaixo. Os resultados completos serão publicados no Anuário Vinhos do Brasil 2016/2017, que será lançado no Rio de Janeiro durante as Olimpíadas e em breve estará nas bancas.

O evento é uma realização do Grupo Bacco com a coordenação do jornalista Marcelo Copello, e foi a maior de todos os tempos já realizada no Brasil: milhares de garrafas de vinhos (vários exemplares de cada um dos 850 rótulos) foram enviadas por 110 vinícolas de oito estados brasileiros (foto abaixo). “Os jurados estrangeiros se encantaram com os sucos de uva e com os nossos espumantes Moscatel, mas a maioria dos brasileiros ainda desconhece que o Brasil tenha tanta variedade de vinhos”, disse Marcelo Copello, do Grupo BACO e presidente do júri.
E aqui está talvez a maior novidade do concurso, depois da grande quantidade de concorrentes: a variedade de terroirs e regiões de produção que se espalham pelo país. Estima-se que cerca de 90% dos vinhos brasileiros são produzidos no Rio Grande do Sul, mas entre os 30 vencedores temos vinhos de quatro estados e alguns deles totalmente desconhecidos, de regiões como a Chapada Diamantina, a serra fluminense e a Serra da Mantiqueira. 
Vinhos do sudeste do Brasil estão sendo produzidos (e também muito bem avaliados) utilizando uma tecnologia de produção denominada “poda invertida”, que consiste em alterar o ciclo da vinha para fazer a colheita no inverno. É assim: no verão brasileiro, em janeiro, quando as vinícolas do Sul colhem suas uvas, no Sudeste, poda-se a planta; e em julho, no inverno, colhe-se a uva quando é seco, as noites são frias e as uvas estão maduras. Segundo o introdutor da técnica no Brasil e coordenador técnico da Epamig, Murillo de Albuquerque Regina (na foto abaixo do Paladar, jornal O Estado de São Paulo), “Não precisamos corrigir o vinho, temos 14%, 15% de álcool que não pesam porque temos acidez. Sem chuvas, não há diluição. As noites frescas trazem a boa acidez e nos dão vinhos equilibrados que podem envelhecer”. Murillo Regina tem mestrado e doutorado em viticultura e enologia em Bordeaux e um pós-doutorado sobre melhoramento da viticultura no Entav, do Instituto do Vinho e da Vinha da França. De lá trouxe para o Brasil a técnica da poda invertida para o Sudeste, no ano 2000, que agora comeca a recolher os frutos.
Os resultados completos serão divulgados pelo Anuário Vinhos do Brasil 2016/2017, a "bilbia"do vinho brasileiro que tem o apoio do Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho. Neste ano foram 28 categorias, com 30 campeões (ocorreram três empates) e uma categoria, importante para nossos produtores, a de Suco de Uva integral. Seguindo normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o número de medalhas foi limitado a 30%. No total, foram cinco medalhas de duplo-ouro, 160 medalhas de ouro e 90 medalhas de prata. Espumante Brut Champenoise e Tinto Super Premium foram as categorias com mais medalhas de ouro, com 31 e 37, respectivamente. 
A comissão Julgadora foi formada por especialistas brasileiros e do exterior: Michel Friou - França, enólogo chefe da vinícola Almaviva; Danio Braga - chef e sommelier, fundador da ABS Brasil; Sebastián Rodrigues - Chile, enólogo da Concha y Toro; Diego Arrrebola – Sommelier, atual bi-campeão brasileiro; Vladimir Veliz - Chile, do site CanaldeVino; Gilberto Pedrucci - enólogo e presidente do Sindivinho; Marcio Oliveira - jornalista de MG, responsável pelo site Vinotícias; Ed Arruda, sommelier chefe do Copacabana Palace; Ricardo Farias, presidente da ABS-Rio; Celio Alzer, professor da ABS-Rio; Roberto Rodrigues, diretor da ABS Rio; Homero Sodré, Delegate de Bordeaux no Brasil pelo CIVB; Jô Sodré, professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá; Maria Helena Tahuata, vice-presidente da ABS Rio; Romeu Valadares, jornalista; Luiz Fernando Silva, do Grupo Pão de Açúcar; Sergio Queiroz, Grupo BACO; Marcelo Copello - Grupo BACO e presidente do juri. na foto abaixo, os vencedores com seus diplomas.
 

 

Então conheça os campeões da Eno-Olimpíadas, os vencedores de cada categoria da Grande Prova Vinhos do Brasil 2016 – na foto acima representantes com seus diplomas:

1.     Espumante Branco Brut Champenoise - Viapiana 575 dias e Gran Legado
2.     Espumante Branco Brut Charmat - Chandon Excellence
3.     Espumante Rosé Brut Champenoise - Cave Geisse Terroir
4.     Espumante Rosé Brut Charmat - Monte Paschoal Virtus
5.     Espumante Branco Extra-Brut e Nature - Cave Geisse Terroir Natures
6.     Espumante Prosecco/Glera - Monte Paschoal
7.     Espumante Branco Moscatel - Aliança
8.     Espumante Branco Demi-sec - Aurora Saint Germain
9.     Espumante Rosé Demi-sec e Moscatel - Don Guerino Moscatel Rosé
10.  Branco Chardonnay - Casa Verrone Speciale
11.  Branco Sauvignon Blanc - Don Guerino Sinais
12.  Branco Moscato - Macaw Perini
13.  Branco de Outras Castas e Cortes - Estância Guatambu
14.  Rosé - Dunamis Tom
1.     Tinto Cabernet Sauvignon - Barão de Petrópolis (Vinícola Bebber) e Aurora Millesime
2.     Tinto Merlot - Miolo Terroir e Salton Desejo
3.     Tinto Tannat - Simonetto
4.     Tinto PinotNoir - Suzin
5.     Tinto Cabernet Franc - Dal Pizzol Do Lugar
6.     Tinto Marselan - Viapiana Expressões
7.     Tinto de Outras Castas - Monte Paschoal Tempranillo
8.     Tinto Corte - Perini Quatro
9.     Tinto Syrah - Primeira Estrada (Vinícola Estrada Real)
10.  Tinto Super Premium (acima de R$ 100) - Perini Quatro
11.  Doces e Fortificados - Salton Intenso
12.  Suco de Uva Integral Tinto - Zanrosso
13.  Suco de Uva Integral Branco - Aurora
14.  Best Buy, bem pontuados até R$ 39,99 no varejo (serão divulgados posteriormente)

 
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas, é gaúcho mas mora em São Paulo e é torcedor do vinho brasileiro